Das 16 operações fechadas no primeiro semestre deste ano, nove foram domésticas, ou seja, realizadas entre companhias brasileiras, cinco do tipo CB1 (estrangeiro adquirindo empresa do Brasil) e duas CB3 (empresa brasileira adquirindo capital de empresa estabelecida no exterior).
“Com a retomada do calendário de realização de leilões de petróleo e gás pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), houve uma retomada de investimentos na indústria. A expectativa é positiva para os outros meses”, analisa o sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.
As empresas brasileiras realizaram, no geral, 804 operações de fusões e aquisições, no primeiro semestre deste ano, um aumento de mais de 55% em relação ao mesmo período do ano passado quando foram fechados 514 negócios. Trata-se do melhor semestre dos últimos dez anos, segundo a KPMG.
“Os dados mostraram que o mercado doméstico continuou aquecido, mesmo no período de pandemia”, analisa o sócio da KPMG e coordenador da pesquisa, Luís Motta.