Nesta sexta-feira, as bolsas no exterior fecharam em alta impulsionadas por uma combinação de diversos fatores, tais como avanços nos estudos de tratamentos para a Covid-19, a programação de reabertura da economia dos Estados Unidos e queda menor que o previsto do PIB da China no primeiro trimestre. O PIB do país caiu 6,8% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, quando a expectativa do mercado era de uma queda maior, de 8,3%. Nos EUA, o plano de ativação da economia apresentado pelo presidente norte-americano a governadores, prevê que 29 estados americanos estarão prontos para reabrir relativamente em breve, exceto NY, que prorrogou as medidas de isolamento social até 15 de maio. Aqui no Brasil, apesar da cautela por conta de incertezas no front político, o Ibovespa fechou em alta, refletindo o tom mais positivo do exterior. Ao término do pregão, o Ibovespa tinha alta de 1,51% aos 78.990 pontos com giro financeiro de R$ 19,6 bilhões. Na semana que vem, com o feriado na terça-feira, a agenda de indicadores será esvaziada e o dado do setor externo em março é a única divulgação da agenda doméstica. Na agenda internacional, indicadores preliminares de atividade na Europa e nos EUA serão destaque. São os primeiros indicadores de abril e devem contribuir para mensurar o tamanho do impacto das medidas de distanciamento social.