As bolsas europeias encerraram em alta, sustentadas pela expectativa de uma retomada gradual da economia de diversos países europeus, em meio à flexibilização das medidas de restrição.
Nas bolsas norte-americanas, também prevaleceu o viés positivo, com os investidores de olho na reabertura gradual de alguns estados norte-americanos. Esses sinais de reabertura das economias se sobrepuseram às tensões entre Estados Unidos e China, que ficaram em segundo plano.
Também dá ânimo aos investidores, o mercado de petróleo com a valorização da commodity, já precificando uma melhora gradual da demanda, com o abrandamento do isolamento social em alguns países.
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No Brasil, a pandemia do coronavírus foi o destaque ao longo do dia, já que seus impactos foram sentidos tanto em termos econômicos como em termos corporativos. No lado econômico, os investidores começaram o dia digerindo o resultado da produção industrial em março.
O resultado mostrou uma queda forte de 9,1% na variação mensal, queda mais acentuada do que previam os analistas.
No lado corporativo, o Itaú divulgou seu resultado do 1T20 com queda no lucro líquido recorrente, sugerindo que os bancos brasileiros já sentem os efeitos da pandemia. Apesar destes números, o cenário externo mais favorável deu o tom para os negócios e o Ibovespa encerrou com alta de 0,75%, aos 79.471 pontos.
A despeito do ambiente internacional mais positivo, o dólar teve um pregão de alta e encerrou cotado aos R$ 5,59/US$ (+1,30%).
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Na agenda desta quarta-feira, destaque no Brasil para a decisão do Copom. A expectativa majoritária do mercado é por um corte de 0,5 p.p. Caso este corte seja confirmado, a Selic iria para 3,25%.
Na safra de balanços corporativos, destaque hoje, após o fechamento de mercado, para os números da Tim, Iguatemi, dentre outros.