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Carolina Bartunek, do Investindo no Futuro

Jovem investidora

Carolina Bartunek, 17 anos, é estudante do 3º ano do ensino médio. Fez cursos em Harvard, Columbia e Chicago e é uma investidora de ações apaixonada por aprender mais sobre empresas, mercados e negócios. Carolina tem o projeto Investindo no Futuro dentro do canal da Constellation University no YouTube.

Escreve às quartas-feiras, a cada 15 dias

5 tendências prejudiciais para quem investe em ações

O que observar quando os instintos entram em jogo

Profissionais do mercado financeiro em desespero após mais um circuit breaker ser acionado
Profissionais do mercado financeiro em desespero após mais um circuit breaker ser acionado. (Daniel Teixeira)

Ao começar a escrever esta coluna pensei em diversos temas técnicos que fazem parte da longa estrada de aprendizado dos investidores em ações. Recentemente, aprendi muito sobre técnicas de valuation, escolha de empresas e montagem do portfólio. Mas o que de verdade mais me aflige no dia a dia dos investimentos – e confesso que olho para minhas ações todos os dias, às vezes até mais de uma vez – é não saber por que uma ação está caindo ou subindo.

E quando as ações caem, e começo a ver o quanto estou perdendo, me dá vontade de vender tudo. No dia seguinte, quando as ações podem estar subindo, tudo muda na minha cabeça e tenho vontade de comprar mais. No final de uma semana geralmente meu portfólio ficou ok, mas vivi uma montanha russa de emoções – me sinto até cansada, mas feliz por não ter feito nenhuma besteira.

Após um tempo me sentindo mal com as eventuais perdas e ficando assustada demais nas baixas de mercado, conversei com um investidor experiente para saber se só eu sofria tanto. Segundo ele, todos sofremos e sentimos os mesmos medos, euforias ou incertezas. A diferença é que os investidores mais experientes já viveram várias situações e, na maioria da vezes, sabem que o pior acaba não acontecendo.

Como em um filme de terror, o momento de maior medo é antes do monstro aparecer, pois você o imagina algo muito pior do que na verdade é. Investidores experientes também sabem controlar melhor as emoções, como falamos na coluna anterior também escrevem o racional de um investimento antes para poderem sempre consultar na hora da dúvida e principalmente sabem calibrar o tamanho das apostas para nunca perderem o sono. Se está perdendo o sono, provavelmente você está com muito risco.

Não satisfeita, corri atrás de mais informações e me deparei com frases como: “você e suas emoções são seu maior inimigo”, “conheça a si mesmo antes de começar a investir” – fiquei ainda mais intrigada. Encontrei ideias interessantes em textos de finanças comportamentais e um estudo de como a psicologia influencia o comportamento dos investidores.

Segundo os estudiosos, carregamos em nosso DNA uma programação para reagir em diferentes situações desde a idade da pedra e que são muito úteis para nosso dia a dia, mas prejudiciais quando falamos de investimentos. Vou resumir as tendências que achei mais interessantes:

1) Tendência a reagir com muita intensidade às notícias ruins. Na idade da pedra isto fazia sentido. Se havia um boato que poderia haver um tigre na mata, melhor não arriscar. Porém, nos mercados de hoje em dia, se o investidor se assustar e valorizar qualquer boato negativo (e olhe que há muitos diariamente) acabará vendendo suas ações pelos motivos errados.

2) Segundo estudos, uma perda financeira é duas vezes e meia mais dolorida do que a alegria de um ganho. Como no exemplo acima, perdas na idade da pedra poderiam ser muito perigosas. Perder a única lança ou a caça do dia era provavelmente terrível. Nos mercados isso se reflete quando o investidor insiste em ficar com uma ação que está indo mal, pois não quer realizar a perda ou quando realiza um ganho muito cedo com medo de entregar o lucro.

3) Temos conforto em seguir o que o grupo está fazendo. Nossos antepassados tinham de viver em grupo para garantir a sobrevivência. Se os amigos corriam da mata, era sinal de perigo e, por isso, melhor não entrar. Ainda hoje é sensato não entrar em um cinema se uma multidão está saindo correndo. Porém, seguir o que o todos estão fazendo na bolsa pode te levar a comprar na alta em uma euforia ou vender na baixa no pânico coletivo.

4) Gostamos de histórias, especialmente de supostos sábios. Nossos antepassados se divertiam e passavam conhecimento através de histórias. Neste caso o risco para o investidor é acreditar sem analise em histórias de empresas com produtos revolucionários ou cenários super otimistas de supostos gurus do mercado.

5) Temos uma tendência a valorizar muito as coisas que temos e nossa competência. Achamos que nosso apartamento vale mais do que realmente vale. A maioria também acredita que é um melhor motorista do que a média. Este instinto é excelente para empreender, mas no mercado pode fazer você correr um risco maior ou investir em uma empresa que vai mal mal por mais tempo que deveria.

Enfim, estes são alguns dos pontos mais interessantes que aprendi nas últimas semanas. O livro “Rápido e Devagar: Duas formas de Pensar”, de Daniel Kahneman, é o próximo livro na minha lista de leitura. Continuo aflita nas quedas de mercado, mas já começo a me entender melhor. Também me policio mais e percebo quando meus instintos podem entrar em jogo. Como diria Jesse Livermore, em tradução livre:

“Não há nada de novo em Wall Street ou em investimento em ações. O que aconteceu no passado vai acontecer de novo várias vezes. Isto é porque a natureza humana não muda, e são as emoções humanas que sempre cruzam o caminho da inteligência humana.”

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