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Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Research e colunista do E-Investidor

Tudo sobre Renda Fixa

Marilia Fontes é sócia-fundadora da Nord Research e possui 12 anos de experiência de mercado financeiro. Trabalhou como gestora de renda fixa e câmbio em gestoras como Itaú, Mauá e Kondor, em fundos de até R$ 2 bilhões, com operações nacionais e internacionais. Na Empiricus, ela foi a analista fundadora e responsável pelos relatórios: Tesouro Empiricus e Empiricus Renda Fixa. Marilia é mestre em Economia pelo Insper e autora do livro “Renda Fixa NÃO é fixa!”
Twitter: @mariliadf2

Escreve na terceira sexta-feira de cada mês

Marilia Fontes

Ação ou debênture: qual é melhor?

Abra a sua cabeça e tenha todos os instrumentos disponíveis

(Foto: Evanto Elements)

Poucos investidores entendem completamente a diferença entre investir em ações e investir em debêntures de uma mesma empresa.

A debênture é um título de renda fixa que rende uma taxa pré-definida. Um título de renda fixa nada mais é do que uma dívida. A empresa te deve dinheiro. Ela é chamada de “emissora” do título.

Os juros pagos podem ser prefixados, pós-fixados ou indexados à inflação. A taxa é estabelecida na emissão. Mesmo que essa taxa seja pós-fixada, atrelada à Selic, por exemplo, você saberá quanto irá receber, dado um valor para a Selic. A mesma coisa vale para a inflação.

Ou seja, não importa o quanto a empresa lucre ou cresça. O valor pago será o mesmo. Será a taxa inicialmente acordada. Por isso, chamamos de “renda fixa”.

A ação, por outro lado, não tem nada garantido. Você detém um pedacinho da empresa, como sócio. E nessa condição você recebe um pedaço dos lucros, ou do crescimento da empresa.

Mas se ela não der lucro nem crescer, você não ganha nada. Não tem nenhum mínimo.

Percebe que cada uma tem um ponto forte e um ponto fraco?

Dessa forma, é importante você pensar nesses dois ativos como complementares em um jogo.

Se a empresa já cresceu bastante e está em fase de acomodação, será que vale a pena comprar as ações e esperar por crescimento?

Por outro lado, se a empresa acabou de investir em diversos projetos que devem maturar em um futuro próximo, e você espera alto crescimento, será que faz sentido se contentar com um fluxo pré-estabelecido, sem maiores vantagens?

Se você gosta de uma empresa, não precisa utilizar somente um peão ou outro. Pode utilizar os dois, em diferentes momentos, maximizando enormemente o seu resultado financeiro.

Muitas pessoas encaram renda fixa como algo chato e com baixo ganho. Mas imagina investir em uma empresa via ações, durante os 6 anos seguintes à crise de 2008.

Quem optou por investir em empresas utilizando apenas ações, passou 6 anos perdendo dinheiro. A bolsa caiu 14,59%, equivalente a uma rentabilidade negativa de 2,6% ao ano.

Ruim né?

E quem estava na renda fixa nesse período?

Quem estava investido em alguma empresa com rentabilidade atrelada à Selic, por exemplo, rendeu um múltiplo de 76,30%. Ou seja, se a sua debênture rendia 135% do CDI, você ganhou 103% de retorno. Ou seja, você dobrou o seu capital!

Nada mal, não é mesmo?

Você não pode pensar em renda fixa e ações como coisas antagônicas. Você deve pensar em ambos como instrumentos que você tem na sua manga, para chegar ao seu objetivo de render o máximo possível.

Vão ter momentos que os riscos da economia somado ao preço alto das ações não vão justificar uma posição nestes ativos. Nessa hora, abuse da renda fixa e das debêntures, CRIs e CRAs.

Por outro lado, vão ter momentos de preços bem deprimidos e perspectiva de recuperação econômica positiva. Essa é exatamente a hora de preferir os investimentos em ações.

Também temos vários tons de cinza no meio do caminho que devem ser analisados.

Pense nisso antes de achar que apenas investidores agressivos operam na bolsa, ou apenas velhinhas aposentadas investem em renda fixa.

Nada disso! Abra a sua cabeça. Tenha todos os instrumentos disponíveis.

Sua carteira agradece!

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