• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

A tecnologia pode trazer riqueza ou levar à miséria; basta saber usar

O que era esperado para acontecer em uma década de transformação digital ocorreu em um ano

Por Ana Paula Hornos

24/05/2021 | 7:04 Atualização: 24/05/2021 | 7:04

Receba esta Coluna no seu e-mail
Carro elétrico da Tesla. Foto: REUTERS/Rebecca Cook
Carro elétrico da Tesla. Foto: REUTERS/Rebecca Cook

Há uma grande polêmica se a tecnologia é aliada ou inimiga do homem. Será que ela colabora para aumentar ou diminuir o buraco no bolso do consumidor? Esclarece ou confunde o investidor? Facilita o trabalho ou rouba empregos? A possibilidade de a humanidade, a saúde mental, a tecnologia e a ética andarem de mãos dadas foi tema do painel que mediei na Fintouch 2021, promovida pela ABFintechs, com participação de Edson Rigonatti, fundador e sócio da gestora de venture capital Astella investimentos, e Diego Barreto, CFO da IFood, cujo conteúdo, com minhas ponderações e perguntas seguidas das opiniões dos panelistas, trago neste artigo.

Leia mais:
  • 5 ações de tecnologia para investir em 2021
  • Análise de currículo e dicas de entrevistas são a nova febre no TikTok
  • A guerra do chip entre EUA e China deve acelerar nas próximas horas
Cotações
28/05/2026 6h53 (delay 15min)
Câmbio
28/05/2026 6h53 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Quais benefícios a aceleração tecnológica trouxe para a humanidade? 

A pandemia acelerou o processo tecnológico em velocidade de cruzeiro. Segundo especialistas, o que era esperado para acontecer em uma década de transformação digital ocorreu em um ano. Só no Brasil, houve crescimento de 68% em vendas on-line em 2020. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e por estimativa de executivo da ABFintechs, a quantidade de crédito colocada por fintechs na economia mais que dobrou neste período. Para Rigonatti, esta aceleração trouxe como benefício a otimização do tempo através da economia em deslocamentos e viagens a trabalho, substituídas por reuniões virtuais, que permitem, segundo ele, uma vida melhor, mais espaçada e mais suave. Já Diego vê esse processo de aceleração dentro de um contexto histórico, em que a qualidade de vida humana e bem-estar vem melhorando desde a Revolução Industrial.

É certo que o surgimento de fintech democratizou o acesso às opções de produtos financeiros, pois o consumidor pode hoje, sem sair de casa, fazer uma pesquisa entre as várias ofertas do mercado, o que, no passado, só seria possível indo pessoalmente ao banco.

Como a tecnologia pode resolver os problemas da própria tecnologia levando em consideração o ser humano? 

Por outro lado, preciso destacar o impacto da velocidade de dados no cérebro humano. A psicologia econômica mostra que, ao acelerar, as pessoas tendem a fazer escolhas mais impulsivas que podem ser baseadas em análises superficiais da informação, das notícias, resultando em crença de fake news. A saúde emocional e financeira podem estar em jogo quando o assunto é tecnologia. Para mostrar isso, trago aqui um paralelo entre os quatro pilares do conceito de saúde mental da OMS e o impacto do avanço tecnológico.

O primeiro pilar de saúde mental é dado pela garantia da autonomia e liberdade do ser humano, possivelmente comprometidas através da manipulação feita por algoritmos, que induzem distorções cognitivas em usuários e investidores levados a tomarem decisões por excesso de confiança e viés de confirmação (confirmam suas próprias crenças ao navegarem por informações seletivas e iguais, induzidas por buscadores).

Publicidade

O segundo pilar importante apontado pela OMS para saúde mental é o indivíduo conseguir perceber suas próprias habilidades e valor. O desenho das redes sociais trouxe um novo sistema de avaliação e recompensas através do ranqueamento por likes, que estimula a cultura do cancelamento, mina muitas vezes a autoestima e a percepção dos próprios talentos.

O uso da tecnologia pode estar abalando também o terceiro importante pilar de saúde mental que é saber lidar com os estresses cotidianos. O atual contexto veio acelerar transtornos de ansiedade, que já eram apontados pela OMS como uma das doenças mais incapacitantes do mundo, antes da pandemia. Houve um aumento do nível de comportamentos compulsivos, em compras por exemplo, e especificamente no mercado financeiro, através do “day trade”, chegando a situações extremas, com casos de suicídios.

Os painelistas concordam com os desafios e fazem contrapontos. Barreto pondera que existe um movimento pendular em qualquer inovação na sociedade. Segundo ele, a criação de algo sempre é acompanhada de problemas que vão sendo corrigidos à medida que são identificados. Por isso é otimista quanto a inovação tecnológica e suas possíveis correções, e afirma que o saldo será positivo se o processo tecnológico for bem regulado.

Rigonatti acredita que se a tecnologia for bem usada, pode ajudar o homem inclusive em suas tomadas  de decisões através da correção de vieses cognitivos naturais, ampliando a realidade humana para realizar mais e melhor.

Existe espaço para uma sociedade mais equilibrada no contexto do avanço tecnológico?  

A quarta dimensão no fechamento da definição de saúde mental da OMS, refere-se à importância de o ser humano ser capaz de trabalhar de forma produtiva e para a comunidade. Cito, com muita preocupação, o movimento de muitos profissionais abandonarem suas carreiras escolhidas na busca do dinheiro rápido, impulsionados pelas estimulantes telas de cotações. Acrescentam-se a isso outros paradoxos tecnológicos de impacto no mercado de trabalho, como a necessidade de mão de obra mais qualificada, enquanto ainda se enfrenta no Brasil o desafio da baixa escolaridade; bem como o incremento em horas de trabalho diárias por conta do home office, em contrapartida ao aumento do desemprego devido a funções não mais necessárias por substituição tecnológica. Infelizmente junto com a transformação digital veio o aumento da desigualdade social.

Publicidade

Barreto acredita que a tecnologia traz equilíbrio à sociedade. Fala sobre a otimização do tempo através do exemplo do delivery e das vantagens de facilidade pela entrega versus ir ao supermercado. Barreto destaca a necessidade de a sociedade ser crítica em relação aos avanços, para corrigir desvios e usar a tecnologia a seu favor. Rigonatti acrescenta o exemplo da descoberta do fogo, que ao mesmo tempo trouxe o avanço ao  homem de cozinhar, mas também possibilitou a violência através do queimar, do destruir. “Esse é o ciclo  tecnológico em todas as eras, e o mundo digital não é diferente. Pode ser usado tanto para o lado bom como para o ruim” diz ele.

Ambos enfatizam a necessidade do desenvolvimento da tecnologia com consciência, em busca de usos mais equilibrados dos recursos naturais, do tempo, do dinheiro e da vida em si. Rigonatti fala sobre o  aumento de investimentos nas áreas de melhoria de qualidade de vida e diz ser impensável, hoje, analisar investimentos sem levar em conta o impacto nas relações humanas, os impactos ambiental e social.

O que executivos do mundo digital consideram ético no mundo da tecnologia? 

A psicologia tem sido amplamente aplicada e utilizada em pesquisas voltadas ao desenvolvimento tecnológico, como as que dizem respeito aos dilemas morais. Um caso clássico é o dos carros autônomos, que funcionam sem motorista. Há várias pesquisas sobre a tomada de decisão humana, frente a um impasse, por exemplo em um acidente, entre perder a própria vida ao chocar-se com um obstáculo, ou desviar o carro para salvar-se e atropelar pessoas.

Uma das respostas buscadas nas pesquisas é como programar a máquina, segundo a ética humana, em situações como essa. “Ética é um conjunto de valores que orienta o comportamento do  homem em relação ao outro” define Barreto. Ele afirma que esses valores precisam promover o bem-estar.  Preocupa-se com o risco da velocidade de transformação tecnológica massificada redefinir valores na sociedade e destaca a importância da observação crítica sobre esse fenômeno. “O momento é de reflexão” diz ele.

Rigonatti explica que a ética no mundo da tecnologia está muito ligada à ciência do hábito, onde os aprendizados cognitivos são levados à disciplina de “user experience design”, e incorporados na base da estratégia do marketing digital para influenciar pessoas a usarem produtos. Por isso, segundo ele, a conscientização precisa vir de quem empreende. “A distinção ética depende da intenção do empreendedor: se é uma intenção missionaria de resolver um problema ou se é uma intenção mercenária de fazer com que as pessoas executem tarefas das maneiras mais esdruxulas possíveis.” diz ele. 

Ponderações finais 

Em face de tanta transformação, que aprendizados levar para a própria vida? Posso deixar aqui como mensagem final focar naquilo que é mais essencial, mais nobre e mais simples da natureza humana: seguir buscando seu propósito de vida, sua contribuição à sociedade, através do uso dos próprios talentos, da empatia e do serviço ao  próximo. Ir na contramão da velocidade e desacelerar. Dedicar-se a buscar conhecimento e autoconhecimento para enfrentar este mundo cada vez mais complexo.

Publicidade

Quanto ao desenvolvimento tecnológico, segundo Barreto, se houver reflexão e regulação, os benefícios superarão quaisquer problemas que a tecnologia pode trazer. Já Rigonatti acredita ser possível o homem fazer uma máquina melhor e a máquina fazer o homem melhor.

Portanto, se por trás de toda tecnologia de sucesso precisa haver um ser humano bem-intencionado, resta saber se empreendedores e investidores incorporarão de fato o conceito de ESG, com destaque à visão mais humanizada e ética do desenvolvimento tecnológico. E isso depende muito mais da conscientização e do que da tecnologia em si.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Fintech
  • Tecnologia

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Títulos públicos americanos batem recorde, mas valem mais do que a renda fixa brasileira? Veja simulação

  • 2

    87 FIDCs aparecem em onda de recuperações judiciais; veja os impactos para os fundos

  • 3

    Novas regras do FGC entram em vigor em junho e mudam cenário para bancos e CDBs

  • 4

    Os motivos que fazem investidores de Wall Street temerem o IPO da SpaceX, de Elon Musk

  • 5

    B3 ganha ETFs de ouro e tecnologia militar em meio à escalada das guerras

Publicidade

Quer ler as Colunas de Ana Paula Hornos em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: ganho R$ 5 mil, qual casa consigo comprar?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: ganho R$ 5 mil, qual casa consigo comprar?
Imagem principal sobre o O idoso não consegue ir até à Farmácia Popular? Entenda se alguém pode comparecer no lugar
Logo E-Investidor
O idoso não consegue ir até à Farmácia Popular? Entenda se alguém pode comparecer no lugar
Imagem principal sobre o Idosos podem sacar valores do PIS/Pasep? Entenda como funciona para a terceira idade
Logo E-Investidor
Idosos podem sacar valores do PIS/Pasep? Entenda como funciona para a terceira idade
Imagem principal sobre o Motoristas de aplicativos e taxistas podem financiar carros com juros mais baixos; veja as regras
Logo E-Investidor
Motoristas de aplicativos e taxistas podem financiar carros com juros mais baixos; veja as regras
Imagem principal sobre o Move Brasil: 3 carros que motoristas de aplicativos e taxistas podem financiar
Logo E-Investidor
Move Brasil: 3 carros que motoristas de aplicativos e taxistas podem financiar
Imagem principal sobre o Desenrola Fies 2026: débitos vencidos há mais de 360 dias poderão ter descontos
Logo E-Investidor
Desenrola Fies 2026: débitos vencidos há mais de 360 dias poderão ter descontos
Imagem principal sobre o Idosos com 60 anos têm mesmo direito ao atendimento preferencial em bancos? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Idosos com 60 anos têm mesmo direito ao atendimento preferencial em bancos? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o Gás do Povo: passo a passo para consultar o vale no Atendimento Caixa ao Cidadão
Logo E-Investidor
Gás do Povo: passo a passo para consultar o vale no Atendimento Caixa ao Cidadão
Últimas: Colunas
Bancos perdem espaço no crédito — e deixam de ter exclusividade
Einar Rivero
Bancos perdem espaço no crédito — e deixam de ter exclusividade

Com mais de US$ 2,5 trilhões em ativos, o crédito privado cresce no mundo e pressiona o domínio histórico dos bancos no financiamento corporativo

27/05/2026 | 14h36 | Por Einar Rivero
Vitor Miziara: O Ibovespa pode até subir, mas talvez não compense o risco
Vitor Miziara
Vitor Miziara: O Ibovespa pode até subir, mas talvez não compense o risco

Mesmo com potencial de alta, índice levanta dúvidas sobre risco e tempo de retorno frente aos juros elevados no Brasil

26/05/2026 | 14h09 | Por Vitor Miziara
A Selic cai, o risco sobe: o paradoxo do ciclo de cortes do Copom
Marco Saravalle
A Selic cai, o risco sobe: o paradoxo do ciclo de cortes do Copom

Mesmo após o corte da Selic para 14,50%, juros longos dispararam, fluxo estrangeiro perdeu força e o mercado passou a exigir prêmio maior para carregar risco brasileiro

25/05/2026 | 14h37 | Por Marco Saravalle
O que o contribuinte precisa entender sobre ter investimentos no exterior e Imposto de Renda
Samir Choaib
O que o contribuinte precisa entender sobre ter investimentos no exterior e Imposto de Renda

Entenda as regras que continuam confundindo e assustando investidores brasileiros em 2026

24/05/2026 | 07h00 | Por Samir Choaib

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador