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Colunista

A tragédia das apostas: agiotas na Geração Z de alta e baixa renda

Jovens que cresceram na era digital estão sendo facilmente seduzidos por promessas de ganho de dinheiro rápido

Por Ana Paula Hornos

29/06/2024 | 7:25 Atualização: 28/06/2024 | 16:50

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A Geração Z enfrenta um aumento no vício em jogos de azar (Foto: Adobe Stock)
A Geração Z enfrenta um aumento no vício em jogos de azar (Foto: Adobe Stock)

A Geração Z, que cresceu num mundo digital, enfrenta um aumento no vício em jogos de azar, sendo facilmente seduzida pelas apostas online e promessas de ganhos rápidos. A falta de experiência financeira e a pressão social tornam esses jovens particularmente suscetíveis. De acordo com a SBVC, 64% dos brasileiros que jogam online usam seu principal salário para apostar, e 63% comprometem uma parte significativa de sua renda com isso.

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Atividades como o “jogo do tigrinho” e as apostas esportivas podem começar como lazer ou uma forma de ganhar dinheiro rápido, mas muitas vezes evoluem para ciclos de dívidas e angústia emocional. O estudo da SBVC também mostra que mais da metade dos jogadores online aposta pelo menos semanalmente, o que agrava as consequências financeiras e emocionais dessas atividades.

 O início do vício

O vício em jogos de azar entre jovens costuma se iniciar de forma sutil, com a promessa de ganhos rápidos e fáceis atraindo sua atenção. Amigos desempenham um papel chave, muitas vezes convidando-os a jogar juntos, o que introduz a atividade como algo emocionante e socialmente compartilhável. Esse início aparentemente inofensivo é reforçado por influenciadores e marketing que glamourizam as apostas.

Formação das dívidas

Inicialmente, as apostas podem ser pequenas, mas a ilusão de controle e a esperança de recuperar perdas incentivam os jovens a continuarem jogando. Quando começam a perder, a reação comum é apostar mais na tentativa de recuperar o dinheiro perdido, um comportamento conhecido como “chasing losses”. Este ciclo de perda e aumento de apostas rapidamente leva ao acúmulo de dívidas.

 Infiltração em famílias de alta renda

O vício em jogos de azar está se infiltrando em famílias de alta renda, muitas vezes passando despercebido. Jovens de famílias abastadas, que parecem ter todas as oportunidades, estão sucumbindo ao vício e recorrendo a agiotas para financiar seus hábitos de apostas, para esconder os danos causados dos pais. Fazem isso entre grupo de amigos, um indicando ao outro, em recomendações boca a boca, o caminho do agiota conhecido. É algo que observo com muita tristeza em meu consultório entre jovens clientes.

Agiotas representam uma ameaça significativa com suas práticas de cobrança coercitivas e ilegais. Eles usam ameaças físicas e psicológicas, intimidação, violência e assédio para recuperar os empréstimos, além de cobrar juros exorbitantes que perpetuam um ciclo de dependência financeira e medo.

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É crucial que os pais reconheçam esse risco crescente que está se espalhando de maneira velada. Muitos não percebem que o perigo está mais próximo do que imaginam, e nenhuma classe social está imune. Este ciclo de dívida e cobranças violentas ameaça a segurança física e a estabilidade emocional da família. Os pais devem monitorar comportamentos de risco e investir em educação financeira para seus filhos, prevenindo que essa crise oculta se agrave e afete ainda mais o ambiente familiar.

Consequências destrutivas para toda a família

O impacto financeiro pode ser devastador, como demonstrado pela história de uma avó alagoana que perdeu tudo devido aos jogos de apostas online feitos por seu neto. Incentivado por outras pessoas com o jogo do Tigrinho, perdeu o controle das dívidas, que só aumentavam. O neto acumulou uma dívida de cerca de R$ 400 mil em apostas online, e sua avó teve de vender a casa, o carro e retirar todas as economias do banco para quitar o débito. Outro caso noticiado pela imprensa foi o de uma enfermeira de 23 anos do interior de São Paulo, que desapareceu por ter se viciado no “jogo do tigrinho” e contraído dívidas. Uma semana depois foi encontrada psicologicamente abalada, com indícios de depressão. Seus pais contam que desconheciam o problema.

Aspectos psicológicos e sociais

Os efeitos do vício em jogos vão além das perdas financeiras. Há um impacto significativo na saúde mental dos indivíduos afetados. Sentimentos de vergonha, culpa e desespero são comuns, e podem levar a quadros de depressão, ansiedade e até mesmo ao suicídio. A enfermeira, do caso mencionado anteriormente, foi encontrada em um estado de grande abalo psicológico, evidenciando como o vício pode desestabilizar completamente a vida de uma pessoa.

A falta de suporte e a estigmatização

Uma das maiores barreiras para enfrentar o vício em jogos são a falta de suporte adequado e a estigmatização. Muitas vezes, as pessoas afetadas hesitam em buscar ajuda por medo de julgamento ou por minimizar e negar os riscos e a gravidade do vício desenvolvido. É crucial que haja apoio familiar e políticas públicas na identificação e luta contra esse grave vício.

 Legalidade dos jogos de apostas no Brasil

Os jogos de azar, como o “jogo do tigrinho” (Fortune Tiger), são ilegais no Brasil, sendo classificados como cassinos online, o que contraria a legislação que proíbe jogos de sorte. Esses jogos ganharam notoriedade através de influenciadores digitais que prometiam ganhos rápidos, mas tais práticas violam a Lei de Contravenções Penais, podendo resultar em acusações de estelionato e lavagem de dinheiro.

Por outro lado, as apostas esportivas online (bets) foram recentemente regulamentadas no Brasil, permitindo sua operação legal sob condições específicas, como pagamento de impostos e medidas de segurança. Hoje, há diversas opções de apostas, com as esportivas sendo especialmente populares entre os fãs de futebol.

Mais brasileiros estão optando pelas apostas do que investindo na bolsa de valores, revelando um grave problema de saúde pública, especialmente entre a Geração Z. O vício em jogos de azar requer uma abordagem abrangente, desde políticas rigorosas até suporte psicológico adequado. É essencial que todos os setores da sociedade colaborem para mitigar seus impactos, enquanto famílias devem manter uma comunicação aberta sobre finanças e monitorar sinais de comportamentos de risco em seus filhos adolescentes e jovens, prevenindo que essa crise afete ainda mais essa geração vulnerável às complexidades das ofertas de risco da sociedade atual.

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