• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Seis carnavais depois, o mapa da recuperação global pós-pandemia expõe vencedores, retardatários e uma lição em dólares

Ibovespa despencou 52,09% em dólares em 2020. Mas avançou 185% desde então, rebote vigoroso mas insuficiente para recolocá-lo entre líderes globais

Por Einar Rivero

17/02/2026 | 13:28 Atualização: 17/02/2026 | 13:46

Receba esta Coluna no seu e-mail
Os mercados internacionais: como foi a recuperação após a pandemia. (Imagem: Adobe Stock)
Os mercados internacionais: como foi a recuperação após a pandemia. (Imagem: Adobe Stock)

Na sexta-feira de Carnaval de 2020, 20 de fevereiro, o Brasil ainda ensaiava a folia quando o noticiário internacional começava a sinalizar que a crise sanitária provocada pela COVID-19 não seria um evento localizado. Pouco mais de um mês depois, em 23 de março, os mercados globais atingiriam o fundo do poço em meio ao pânico generalizado, lockdowns em série e colapso das expectativas econômicas. Seis carnavais depois, em 13 de fevereiro de 2026, o balanço em dólares dos principais índices acionários do planeta revela uma geografia muito particular da recuperação.

Leia mais:
  • Queremos cobrar menos por assinatura e aproximar o investidor, diz CEO da Empiricus
  • IPOs nos EUA são prenúncio de aberturas de capital no Brasil, diz CEO da B3
  • O paradoxo de 2026: investidor estrangeiro toma risco, local busca proteção e a curva longa fecha
Cotações
26/03/2026 3h47 (delay 15min)
Câmbio
26/03/2026 3h47 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O levantamento com 21 bolsas globais mostra que o Ibovespa acumulou alta de 36,54% em dólares desde 20 de fevereiro de 2020, desempenho que o coloca apenas como o quarto pior entre os mercados analisados. No auge da crise, o índice brasileiro chegou a despencar 52,09% em dólares, uma das quedas mais profundas da amostra. Desde o fundo, porém, avançou 185%, evidenciando um rebote vigoroso, ainda que insuficiente para recolocá-lo entre os líderes globais no período completo.

Publicidade

 

O contraste mais eloquente vem da Argentina. O S&P Merval lidera com folga: queda de 40,59% no choque inicial, seguida de uma impressionante valorização de 438,68% desde o fundo, acumulando 220,03% desde o pré-pandemia, o melhor resultado entre todos os índices analisados. Logo atrás aparece o índice peruano MSCI Nuam Peru General, com 173,82%, e o Nasdaq Composite, com 131,22%, reforçando o protagonismo das commodities andinas e da tecnologia americana na era pós-COVID.

O retrato do pânico e da liquidez infinita

Entre 20 de fevereiro e 23 de março de 2020 ocorreu o que a literatura financeira descreve como um “sudden stop” global: interrupção abrupta de fluxos de capital, disparada da aversão ao risco e corrida por liquidez. A queda média sincronizada das bolsas refletiu não apenas a perspectiva de recessão, mas a incerteza radical, conceito clássico de Knight e Keynes, diante de um evento sem precedentes recentes.

O caso europeu ilustra bem esse colapso. O Euro Stoxx registrou a maior queda da amostra, -60,03% em dólares, penalizado pela fragilidade bancária e pela lenta coordenação inicial entre países. No extremo oposto, o FTSE China 50 caiu apenas -21,36%, sinalizando que a economia chinesa, primeira a entrar e a sair dos lockdowns, funcionou como amortecedor parcial do choque.

A partir de 23 de março, iniciou-se a fase oposta: a recuperação alimentada por estímulos monetários e fiscais sem precedentes. Bancos centrais reduziram juros a zero, expandiram balanços e inundaram o sistema financeiro com liquidez, fenômeno que a academia associa ao chamado “canal de portfólio” da política monetária, no qual investidores migram para ativos de risco diante da compressão dos rendimentos seguros.

Por que medir em dólares muda a história

Comparar retornos em dólares, e não nas moedas locais, é crucial para avaliar desempenho relativo real entre mercados. A teoria internacional de portfólios, desde Markowitz até a moderna literatura de finanças globais, enfatiza que o investidor internacional enfrenta simultaneamente risco de ativo e risco cambial. Em crises, a valorização do dólar costuma amplificar perdas nos mercados emergentes, enquanto sua posterior fraqueza pode inflar recuperações.

Publicidade

É exatamente esse efeito que explica parte do resultado brasileiro. O Ibovespa teve recuperação robusta em reais, mas a depreciação cambial acumulada diluiu ganhos quando convertidos para dólares. O mesmo raciocínio ajuda a entender o brilho argentino: a hiperinflação e as distorções cambiais elevaram os preços nominais das ações, gerando uma explosão em dólares a partir de bases deprimidas.

Vencedores improváveis e retardatários persistente

O ranking pós-pandemia também revela surpresas estruturais:

• América Latina andina (Argentina, Peru, Chile) aparece entre os maiores ganhos, beneficiada pelo ciclo de commodities e pela demanda global por metais.
• Estados Unidos mantêm força com Nasdaq e S&P 500, impulsionados pela digitalização acelerada durante a pandemia.
• Europa recupera, mas sem brilho, refletindo crescimento anêmico e desafios energéticos.

O caso mais emblemático de fraqueza é a China. Hang Seng (-2,57%) e FTSE China 50 (-7,37%) são os únicos com retorno negativo desde fevereiro de 2020, penalizados pela crise imobiliária, intervenções regulatórias e desaceleração estrutural. Trata-se de uma inversão histórica: na crise de 2008, a China foi locomotiva da recuperação global; na crise da COVID, tornou-se um dos elos mais fracos.

Um insight que o mercado começa a precificar

Talvez o dado mais revelador seja a dissociação entre intensidade da queda inicial e magnitude da recuperação. Mercados que sofreram mais nem sempre foram os que mais ganharam depois, exceção feita à Argentina. Isso sugere que fatores estruturais (composição setorial, política econômica, estabilidade institucional e regime cambial) pesaram mais do que o simples efeito rebote.

Outro ponto relevante é a correlação entre exposição a tecnologia e desempenho pós-pandemia. O avanço do Nasdaq confirma a tese de que choques disruptivos aceleram tendências já em curso, digitalização, trabalho remoto, inteligência artificial, favorecendo mercados com maior densidade de empresas inovadoras.

O legado de seis carnavais

Se o choque de março de 2020 foi um teste de estresse para o sistema financeiro global, o período até fevereiro de 2026 funciona como um laboratório sobre como diferentes economias respondem a crises sistêmicas. O investidor que diversificou globalmente, e avaliou retornos em moeda forte, obteve um retrato muito mais fiel das oportunidades e riscos.

Publicidade

Para o Brasil, a mensagem é ambígua: houve recuperação expressiva desde o fundo, mas o país ficou para trás na comparação internacional de longo prazo. Em linguagem simples, a bolsa brasileira nadou, nadou, e chegou apenas ao meio do pelotão.

Se outra crise global surgir nos próximos carnavais, a experiência recente sugere uma lição clássica das finanças: em mercados integrados, não basta sobreviver, é preciso sobreviver melhor que os outros, e de preferência em dólares.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • bolsas de valores
  • China
  • Dolar
  • Ibovespa
  • Mercados emergentes
  • Nasdaq

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Petróleo caro vai além da Petrobras: veja empresas que podem ganhar ou perder na Bolsa

  • 2

    Nubank vai pagar até R$ 6 mil de cashback para clientes que transferirem investimentos para o banco

  • 3

    Ibovespa hoje sobe com guerra e ata do Copom; petróleo Brent fecha acima de US$ 100

  • 4

    Petrobras com petróleo em alta: mercado recalibra expectativas para PETR4 e dividendos

  • 5

    Conflito de interesses impulsiona migração da assessoria para consultoria. O fee fixo é para todo mundo?

Publicidade

Quer ler as Colunas de Einar Rivero em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IR 2026: veja como fazer o download do programa da Receita Federal
Logo E-Investidor
IR 2026: veja como fazer o download do programa da Receita Federal
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: quem vendeu imóvel residencial deve declarar?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: quem vendeu imóvel residencial deve declarar?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: quem vendeu ações na Bolsa de Valores deve declarar?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: quem vendeu ações na Bolsa de Valores deve declarar?
Imagem principal sobre o Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Logo E-Investidor
Benefício de Prestação Continuada: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Imagem principal sobre o Aposentados e pensionistas INSS: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Logo E-Investidor
Aposentados e pensionistas INSS: qual final do benefício recebe hoje (25)?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (25)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (25)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 12 contribuintes obrigados a declarar neste ano
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 12 contribuintes obrigados a declarar neste ano
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: tem pagamento do benefício hoje (25)?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: tem pagamento do benefício hoje (25)?
Últimas: Colunas
Ormuz expõe fragilidade do Brasil: guerra no Irã vai além do petróleo e ameaça fertilizantes, agro e juros
Thiago de Aragão
Ormuz expõe fragilidade do Brasil: guerra no Irã vai além do petróleo e ameaça fertilizantes, agro e juros

Dependência de insumos do Golfo, pressão sobre o agro e dilema da Petrobras ampliam risco inflacionário e travam decisões do Banco Central

25/03/2026 | 16h18 | Por Thiago de Aragão
Guerra revive o choque de oferta e muda o mapa de risco global
Einar Rivero
Guerra revive o choque de oferta e muda o mapa de risco global

Alta do petróleo e tensões geopolíticas recolocam limites à oferta — um risco que a globalização havia amortecido e que agora volta a pressionar inflação, juros e mercados

25/03/2026 | 14h59 | Por Einar Rivero
O risco de crédito está em todo lugar — até onde você menos espera
Marilia Fontes
O risco de crédito está em todo lugar — até onde você menos espera

Mesmo títulos públicos, CDBs e papéis com garantia do FGC carregam risco de crédito — e ignorá-lo pode custar caro

24/03/2026 | 16h55 | Por Marilia Fontes
6 ações com dividendos crescentes há 5 anos e o padrão que só o investidor jacaré enxerga. O que elas têm em comum?
Katherine Rivas
6 ações com dividendos crescentes há 5 anos e o padrão que só o investidor jacaré enxerga. O que elas têm em comum?

Levantamento prova que dividendos crescentes não são fruto da sorte, mas resultado de um modelo de negócios bem estruturado, gestão de alta qualidade e uma cultura que trata o acionista como sócio

24/03/2026 | 14h01 | Por Katherine Rivas

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador