• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Navegando na incerteza: o futuro da taxa de juros com o Copom

Ao que tudo indica, o comitê reduzirá a taxa Selic para 11,25% ao ano na quarta-feira (31); há espaço para mais

Por Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos

30/01/2024 | 8:14 Atualização: 30/01/2024 | 8:14

Receba esta Coluna no seu e-mail
Copom. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Copom. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduzirá, ao que tudo indica, a taxa básica de juros (Selic) para 11,25% ao ano na quarta-feira (31). Será a quinta reunião seguida com corte de juros, a primeira de 2024. Se para o anúncio dessa reunião existe uma unanimidade, para a taxa final do ciclo de queda da Selic as opiniões variam bastante. Vamos analisar as duas correntes, a que enxerga um patamar de juros menor que o consenso do mercado e a que vê a Selic em um nível mais alto que a previsão.

Leia mais:
  • De quanto será o corte na Selic? Gestora aponta estimativa do mercado
  • Fundo Tesouro Selic taxa zero versus poupança: quem ganha nessa disputa?
  • XP está melhor posicionada para se beneficiar da queda da Selic, analisa Citibank
Cotações
01/03/2026 16h06 (delay 15min)
Câmbio
01/03/2026 16h06 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O Boletim Focus do BC, que colhe o sentimento de agentes do mercado, aponta para uma previsão de taxa de juros ao final de 2024 em 9% ao ano. Porém, muitos defendem que a trajetória de queda exigirá que o ciclo seja encerrado antes de dezembro de 2024. Neste caso, existem duas preocupações principais, que indicam uma postura mais cautelosa por parte da autoridade monetária.

A primeira preocupação vem da inflação doméstica. Por mais que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – medição oficial da inflação no Brasil – de 12 meses tenha surpreendido, fechando 2023 em 4,6%, abaixo do limite superior da meta de 4,75%, com uma perspectiva de retomada da demanda no varejo também deve surgir uma pressão nos preços ao longo dos próximos meses, o que frustraria a expectativa de 3,86% de IPCA para 2024.

Publicidade

O segundo tema que preocupa envolve a demora dos Estados Unidos para começar seu ciclo de corte dos juros, que diminui o espaço para o Copom agir no Brasil. Se os EUA deixam os juros em 5,5% por mais tempo, cortes na Selic incentivam o fluxo de recursos para a economia norte-americana, o que desvaloriza o câmbio e estimula a inflação brasileira.

Ainda, poderíamos considerar um terceiro ponto: a trajetória das commodities agrícolas. Com os efeitos do fenômeno climático El Niño já estamos observando problemas em plantações e colheitas de safra, o que pode sustentar os preços do setor em patamares mais elevados.

Argumentos para a Selic menor

Ao mesmo tempo, existem argumentos para uma Selic menor. Nos últimos seis meses, o IPCA vem registrando uma dispersão, quantidade de itens subindo ao mesmo tempo, de 50%, a inflação de serviços rodando na média em 0,45% e a de serviços subjacentes, itens menos voláteis de serviços, em 0,27%. Patamares que indicam uma trajetória controlada dos preços, para 2024.

Na questão internacional, houve uma postura precipitada de agentes do mercado. Em 2023, investidores se viram frustrados com a taxa de juros dos Estados Unidos indo para 5,5% ao ano, quando a maior parte do mercado acreditava que o ciclo de alta seria encerrado em patamares menores. Após o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) sinalizar em novembro que encerrou o ciclo de alta das taxas, operadores se precipitaram e começaram a discutir corte de juros no primeiro trimestre de 2024.

A previsão, porém, não parece condizente com o que vem sendo dito por dirigentes do Fed. O início do ciclo de corte em maio ou junho não significa um quadro negativo. Apenas uma posição mais cautelosa do Fed.

Publicidade

Na visão para 2024 como um todo, em dezembro os dirigentes reduziram de 5,1% para 4,6% a projeção de juros no final do ano. Ou seja, estão mostrando mais otimismo, o que não exige que o movimento se inicie logo –  situação que mitiga o argumento da desvalorização excessiva do real em 2024.

Outro ponto importante, o ritmo de corte em 0,50 ponto porcentual por reunião joga a favor do Copom. Depois desta quarta-feira, os próximos encontros do comitê brasileiro ocorrerão em 20 de março, 08 de maio, 19 de junho, 31 de julho, 18 de setembro, 06 de novembro e 11 dezembro. Seguindo o mesmo ritmo, no final de julho a taxa estaria em 9,25% ao ano, ainda acima da previsão do Boletim Focus – e já no segundo semestre, quando os próprios dirigentes de bancos centrais o enxergam como um período de corte de juros. Ainda restariam três reuniões para seguir cortando a taxa Selic.

Historicamente, vemos o presidente do BC, Roberto Campos Neto, preferindo ciclos mais rápidos. Algo que se mostrou verdadeiro no primeiro corte, escolhendo baixar a taxa em 0,5 ponto porcentual e não em 0,25 ponto porcentual, o que sugere que o ciclo será acelerado em algum momento.

Sobre intensidade, vemos que existe uma pressão da classe política por uma Selic menor. O relatório de crédito do banco central ainda nos mostra um endividamento das famílias em 47,6% com custo médio, em crédito livre, de 54,9%. O Serasa ainda nos mostra um crescimento de 197% no número de empresas em recuperação judicial.

Publicidade

Por mais que o objetivo principal seja controlar a inflação, esses elementos também são avaliados na hora da decisão de juros. Sugerindo um espaço para corte maior do que os 9% precificados atualmente.

Revisão das estimativas

Pensando em investimentos, em abril de 2023 avaliamos na RB que a taxa projetada de 10% para o final de 2024 nos parecia exageradamente cautelosa. Quem seguiu a estratégia sugerida na época em renda fixa obteve 25% de rendimentos acumulados até hoje. Assim, estamos mais otimistas que o mercado, acreditando que em 2024 será possível levar a Selic para 8,5% ao ano.

Indo um pouco mais além, notamos apenas mais uma instituição financeira acreditando que a Selic irá para 7,5% ao ano no final de 2025 – o que mais uma vez nos parece uma oportunidade de ganho em renda fixa. Compreendemos os riscos, mas avaliamos que as projeções parecem mais razoáveis caminhando para um cenário favorável a uma taxa menor.

Argumentos para reduzir mais ou menos os juros sempre estarão disponíveis aos dirigentes, o que nos leva a sair um pouco dos números e focar mais nas pessoas que tomam a decisão sobre a Selic. Atualmente nos parece que elas preferem ir para patamares menores, mesmo que isso exija uma pausa no meio do ciclo de queda dos juros.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Brasil
  • Comitê de Política Monetária (Copom)
  • Conteúdo E-Investidor
  • EUA
  • Federal Reserve
  • Inflação
  • Selic
  • taxas de juros

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Banco do Brasil: 8 sinais por trás da alta de 25% e 11 alertas no radar do investidor

  • 2

    Como a guerra entre os EUA, Israel e o Irã pode afetar bolsa, dólar e petróleo

  • 3

    Do ouro à inteligência artificial: descubra os ETFs recomendados pela XP para 2026

  • 4

    IR 2026: nova lógica tributária coloca imóveis e sucessão no centro do debate; o que muda?

  • 5

    Pix em 2026: aproximação, pagamentos automáticos e novas regras moldam o futuro do sistema

Publicidade

Quer ler as Colunas de Espaço do Especialista em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Bolsa Família libera calendário de março de 2026; veja as datas
Logo E-Investidor
Bolsa Família libera calendário de março de 2026; veja as datas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é a omissão de rendimentos dos dependentes?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é a omissão de rendimentos dos dependentes?
Imagem principal sobre o Moradores de Juiz de Fora (MG) podem solicitar o saque calamidade do FGTS, após fortes chuvas
Logo E-Investidor
Moradores de Juiz de Fora (MG) podem solicitar o saque calamidade do FGTS, após fortes chuvas
Imagem principal sobre o Chuvas intensas: saque calamidade do FGTS é liberado para moradores de Minas Gerais
Logo E-Investidor
Chuvas intensas: saque calamidade do FGTS é liberado para moradores de Minas Gerais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como saber quais são os locais de revenda credenciados?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como saber quais são os locais de revenda credenciados?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (27)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (27)?
Imagem principal sobre o INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (27)?
Logo E-Investidor
INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (27)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é a malha fina?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é a malha fina?
Últimas: Colunas
A reforma tributária agora vai muito além do universo empresarial tradicional
Samir Choaib
A reforma tributária agora vai muito além do universo empresarial tradicional

Sob o discurso da simplificação, nova lógica amplia o alcance da tributação sobre atividades econômicas e pressiona o modelo associativo a se reorganizar

28/02/2026 | 07h30 | Por Samir Choaib
Bitcoin no divã: por que o rótulo de “ouro digital” pode aprisionar a tese e limitar investimentos
Fabrício Tota
Bitcoin no divã: por que o rótulo de “ouro digital” pode aprisionar a tese e limitar investimentos

Após forte alta e correção recente, o Bitcoin volta a levantar dúvidas no mercado sobre seu papel como reserva de valor

27/02/2026 | 14h59 | Por Fabrício Tota
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software
William Castro
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software

Nova onda de inteligência artificial domina as atenções em Wall Street e reacende o debate sobre o futuro das empresas de SaaS

26/02/2026 | 17h04 | Por William Castro, estrategista-chefe da Avenue. Colaboração, Tito Ávila, Sócio Fundador da LIS Capital
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai
Fabrizio Gueratto
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai

Brasil envelhece rápido e terá menos contribuintes; sem poupança própria, depender da Previdência ou dos filhos será cada vez mais incerto

26/02/2026 | 14h27 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador