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É hora de investir em imóveis?

A queda da Selic, somada a outros indicadores macroeconômicos, torna o mercado imobiliário uma opção atrativa

Por Ariel Frankel, CEO da Vitacon

12/09/2023 | 12:36 Atualização: 12/09/2023 | 12:36

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 (Foto: Envato Elements)
(Foto: Envato Elements)

Historicamente, os imóveis estão entre as modalidades de investimentos preferidas entre os brasileiros ativos com estabilidade e retornos acima da média. A tão esperada queda da Selic, anunciada recentemente pelo Copom, somada a outros indicadores macroeconômicos, torna o mercado imobiliário uma opção ainda mais atrativa para moradia e, principalmente, para investidores diversificarem seus portfólios.

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Embora ainda esteja acima dos dois dígitos, patamar elevado em comparação com os últimos anos, a tendência é a taxa básica de juros cair gradativamente nos próximos meses. A projeção do Boletim Focus, divulgada antes da última decisão do Copom, estimava a Selic em 12% até o final do ano. No entanto, com o corte de 0,5% realizado pelo comitê, esse índice pode ser reavaliado para baixo. Em 2024, a perspectiva de especialistas é que os juros caiam abaixo dos 10%.

Com os juros em curva descendente, os investimentos de renda fixa perdem rentabilidade e favorecem a aplicação em imóveis e fundos imobiliários. Outros dois pontos jogam a favor do investimento no mercado imobiliário. O primeiro é a inflação sob controle, abaixo da meta do Banco Central. Logo, o custo de financiamento para a construção e aquisição de imóveis já começa a cair.

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O segundo ponto que abre uma excelente perspectiva para investir no setor imobiliário é a maior oferta de crédito, vislumbrando a entrada com preços atrativos antes da sua forte valorização. Ou seja, todos os caminhos indicam para expansão acelerada da busca por imóveis residenciais, especialmente nas grandes metrópoles.

As opções são variadas. Nos casos de investimento no pré-lançamento do imóvel, o investidor pode ampliar o capital de maneira significativa a médio e longo prazo. Os investimentos em imóveis prontos com áreas comuns e serviços que tenham baixa disponibilidade de estoque e aluguéis acima de 0.7% ao mês são boas opções para carteira.

Além do cenário macroeconômico favorável, os investidores estão com recursos para investir. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos de private estão em expansão no país. De acordo com a entidade, o volume sob gestão dos serviços de private em maio totalizou R$ 1,926 trilhão, equivalente a um aumento de 3,2% em comparação a dezembro no ano passado.

Para o investidor que pretende adquirir um imóvel para ter uma renda passiva, outra boa notícia é o preço do aluguel. A alta no preço médio dos aluguéis residenciais chegou a 16,55% em 2022, segundo o índice Fipe-Zap. Para se ter uma ideia, esta é a maior expansão em 11 anos. Na capital paulista, a Pesquisa de Valores de Locação Residencial do Secovi-SP registrou aumento de 15,35% no acumulado de julho de 2022 a junho deste ano.

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Portanto, com os ventos da economia soprando a favor, a tendência é que o segundo semestre e o início de 2024 sejam um período extremamente positivo para investir no mercado imobiliário. Mixando alto potencial de valorização e bons rendimentos dos aluguéis.

Ariel Frankel é CEO da incorporadora Vitacon.

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