• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Renda fixa também oscila? Entenda o fator que pode impactar seus rendimentos

As variações de preço na renda fixa são mais comuns do que se imagina e não são motivos de preocupação

Por Marcia Scaramela, Sócia Comercial da TAG Investimentos

09/01/2025 | 13:23 Atualização: 09/01/2025 | 13:36

Receba esta Coluna no seu e-mail
Entenda o que é a marcação de mercado. Imagem: Adobe Stock
Entenda o que é a marcação de mercado. Imagem: Adobe Stock

Quem tem cotas de fundos ou títulos do Tesouro Direto – como Tesouro IPCA+ ou Tesouro Prefixado, por exemplo – já se assustou ao ver no seu extrato de investimento, até mesmo no perfil conservador, que o valor atual estava abaixo da aplicação inicial. Se isso já aconteceu com você, fique tranquilo: provavelmente não há nada de errado. As oscilações nos valores se devem exclusivamente a um mecanismo de ajuste de preços chamado “marcação a mercado”.

Leia mais:
  • Como as fintechs estão revolucionando a inclusão financeira no Brasil
  • Como a volta de Trump ao poder impacta o Brasil e os investidores
  • Como o Pix está transformando o pagamento de previdência social no Brasil
Cotações
20/05/2026 14h02 (delay 15min)
Câmbio
20/05/2026 14h02 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Mas afinal, o que isso significa e como pode afetar seus investimentos? Basicamente, trata-se de uma atualização de preços que ocorre diariamente nas cotas de fundos de investimento, em ativos negociados na Bolsa e nos títulos de renda fixa, de acordo com as condições atuais do mercado. Por isso, quem investe nesses papéis precisa estar atento às oscilações de preços no mercado secundário – onde os títulos podem ser negociados antes do vencimento previsto.

Para entender como a marcação a mercado funciona, vamos tomar como exemplo um dos investimentos mais populares: os títulos públicos do Tesouro Direto.

Publicidade

Imagine que você tenha investido em um título do Tesouro Prefixado com vencimento em 2029 e remuneração de 14,5% ao ano. Agora suponha que, por conta de um estresse no mercado, a projeção da Taxa Selic suba 5 dias após sua compra, para 15%. Se isso acontecer, daqui a 5 dias o investidor que adquirir um título igual ao seu certamente conseguirá juros superiores aos 14,5% ao ano que você obteve. Em outras palavras, o seu título estará menos atrativo daqui a seis meses, se comparado aos que o mercado lançará no futuro, em um cenário de Selic mais alta. E, portanto, valerá menos se você quiser vendê-lo no mercado secundário antes do vencimento. A esse efeito damos o nome de marcação a mercado.

Aqui, vale destacar que o ajuste diário de preços não afeta o investimento, caso ele não seja resgatado antes do vencimento. Portanto, se você tem um título sujeito à marcação a mercado e pretende mantê-lo até o vencimento, não há motivo para se preocupar.

O mesmo vale para os títulos atrelados à inflação, como a NTN-B (Nota do Tesouro Nacional Série B). Estes títulos variam de preço diariamente, conforme a expectativa do mercado em relação ao IPCA, ou seja, o indexador do Tesouro IPCA+. Quando se espera que os preços continuem subindo, a marcação a mercado tende a beneficiar a rentabilidade desse título, pois parte da remuneração é a variação do IPCA e outra parte são juros pagos anualmente pelo título. Para explicar melhor, vamos trazer mais um exemplo.

Suponha que você tenha na carteira uma NTN-B com vencimento em 2032 e rentabilidade de IPCA+7% ao ano. Estamos falando de um ótimo retorno, como podemos ver pela performance histórica de juros pagos nesses títulos. No entanto, se o mercado estressar, preocupado por exemplo com questões fiscais, esperando um posicionamento mais efetivo do governo sobre corte de gastos, podemos ver esses títulos remunerando acima dos 7% que você possui em carteira. Vamos supor que na cotação de hoje o mesmo título com vencimento em 2032 esteja sendo negociado em IPCA+7,15% ao ano. Ou seja, comparando os dois títulos, o investidor que comprou o segundo terá um retorno 0,15% ao ano a mais que o primeiro. Se pensarmos em um título de 10 anos, ao final haverá uma diferença de 1,5%.

Publicidade

Portanto, o que acontece com quem comprou o título a IPCA+7% ao ano? O preço do título sofrerá um ajuste negativo, no primeiro momento, pois o título que você possui agora já não é o mais atraente em relação aos novos títulos, que pagam IPCA+7,15%. No entanto, uma vez feito esse ajuste, o valor do título que você carrega passará a ser calculado com base na nova taxa de 7,15% ao ano. E assim ocorrerá sempre que o título sofrer ajuste de preço, ou seja, uma remuneração automaticamente maior do que aquela que foi pactuada inicialmente.

E o que isso significa para você?

É importante lembrar que o fato de seu título sofrer ‘marcação a mercado’ para baixo não significa que você perderá a rentabilidade que contratou no início da aplicação. Caso decida resgatar o título antes do prazo, o mesmo deverá ser realizado no mercado secundário de renda fixa, ou seja, vender o papel para outro investidor. Se os juros estiverem mais altos na época, é provável que a rentabilidade que você contratou seja sacrificada. Porém, se o mercado estiver mais otimista, o preço do título poderá estar abaixo de 7,15% ao ano, o que traria um impacto positivo para quem estiver vendendo.

No caso dos ativos atrelados à Selic, se o governo reduzir os juros, os títulos que foram adquiridos quando a Selic estava alta se tornam ainda mais vantajosos, pois a taxa de juros maior foi garantida para todo o período da aplicação. Neste caso, você pode lucrar na venda, já que o seu título estará oferecendo uma rentabilidade superior à dos novos lançamentos.

A ‘marcação a mercado’ não é vilã, mas um reflexo da dinâmica do mercado financeiro. A pergunta que fica é: você está preparado para lidar com as oscilações e tomar decisões mais racionais do que emocionais? O segredo está em saber como o jogo funciona e jogar a seu favor.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Inflação
  • investidor
  • Renda fixa
  • Selic
  • Tesouro Direto
  • Tesouro IPCA
  • Tesouro Prefixado

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    46 fundos multimercados ignoram crise da categoria e rendem até 388% do CDI

  • 2

    Guia definitivo do Tesouro Direto: compare Tesouro Reserva, Selic, IPCA+ e Prefixado para escolher o melhor título

  • 3

    Fundos multimercados de gestores “estrelas” perdem protagonismo nos últimos três anos

  • 4

    Treasuries no maior nível desde 2007 derrubam Bolsa brasileira junto com pesquisa eleitoral que mostra queda de Flávio Bolsonaro

  • 5

    Deixou o IR para a última hora? Saiba por que isso pode te levar direto para a malha fina

Publicidade

Quer ler as Colunas de Espaço do Especialista em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Desenrola Fies 2026: veja como débitos vencidos há mais de 90 dias podem ser renegociados
Logo E-Investidor
Desenrola Fies 2026: veja como débitos vencidos há mais de 90 dias podem ser renegociados
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: participantes devem respeitar o limite para o novo crédito disponibilizado
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: participantes devem respeitar o limite para o novo crédito disponibilizado
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: nem todos os bancos oferecem o novo contrato; entenda o motivo
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: nem todos os bancos oferecem o novo contrato; entenda o motivo
Imagem principal sobre o Desenrola Fies 2026: entenda quais estudantes podem aderir ao programa
Logo E-Investidor
Desenrola Fies 2026: entenda quais estudantes podem aderir ao programa
Imagem principal sobre o Idosos têm prioridade na compra de imóveis, mas em uma situação específica
Logo E-Investidor
Idosos têm prioridade na compra de imóveis, mas em uma situação específica
Imagem principal sobre o Idosos precisam receber BPC para conseguir desconto na conta de água? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Idosos precisam receber BPC para conseguir desconto na conta de água? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o 5 dicas de ouro para idosos não caírem em golpes financeiros e perder dinheiro
Logo E-Investidor
5 dicas de ouro para idosos não caírem em golpes financeiros e perder dinheiro
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: o que é o Tesouro Selic e quais alunos podem investir o dinheiro ganho para render?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: o que é o Tesouro Selic e quais alunos podem investir o dinheiro ganho para render?
Últimas: Colunas
Lucro das empresas da B3 cresce acima da inflação no 1T26, mas avanço dos juros limita expansão do resultado final
Einar Rivero
Lucro das empresas da B3 cresce acima da inflação no 1T26, mas avanço dos juros limita expansão do resultado final

Empresas listadas na Bolsa ampliam receitas, melhoram margens e entregam crescimento de lucro mesmo sob juros elevados e crédito restrito no início de 2026

19/05/2026 | 16h05 | Por Einar Rivero
O petróleo não é o único problema para a inflação e para o Copom
Marcelo Toledo
O petróleo não é o único problema para a inflação e para o Copom

Choque global da commodity pressiona preços, mas salários aquecidos, alimentos e demanda doméstica também dificultam cortes mais agressivos da Selic

19/05/2026 | 14h13 | Por Marcelo Toledo
Reação do mercado ao caso Flávio levanta debate sobre trade eleitoral
Erich Decat
Reação do mercado ao caso Flávio levanta debate sobre trade eleitoral

Novas notícias envolvendo Flávio podem gerar reações no mercado, assim como pesquisas tendem a ganhar peso crescente na formação de expectativas eleitorais

18/05/2026 | 14h12 | Por Erich Decat
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk
Ana Paula Hornos
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk

Se máquinas produzirem tudo, o que restará do trabalho, da autonomia e do sentido de existir humano?

16/05/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador