• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Como investir em renda fixa com guerra no Irã e queda da Selic: CDI, prefixado ou IPCA+

Ciclo de cortes de juros deve começar nesta semana, após reunião do Copom; especialistas avaliam se aplicar o dinheiro no pós-fixado ainda é a melhor opção

Por Leo Guimarães

17/03/2026 | 5:30 Atualização: 19/03/2026 | 16:58

Guerra no Irã tem impacto na inflação efeito nos juros. Preço da gasolina  disparou. (Foto: AdobeStock)
Guerra no Irã tem impacto na inflação efeito nos juros. Preço da gasolina disparou. (Foto: AdobeStock)

A guerra no Irã deixou mais complexo o trabalho do investidor que precisa decidir onde investir na renda fixa. O ciclo de cortes da Selic deve começar nesta semana, mas aplicar o dinheiro em ativos pós-fixados ligados ao CDI ou ao Tesouro Selic parece ser a melhor opção em relação a estratégias de travar juros ainda elevados em papéis prefixados ou atrelados à inflação, como os IPCA +.

Leia mais:
  • Taxas nas alturas: o impacto da guerra no Oriente Médio no Tesouro Direto
  • Petróleo a US$ 80 deve turbinar caixa da Petrobras, mas dividendos geram dúvida
  • Entenda a situação do petróleo com a guerra no Irã e como afeta todo o mercado
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Pedro Vendramini, sócio e chefe de alocação da ONE Investimentos, acredita que não faz sentido, neste momento, ampliar o risco da carteira. Na visão dele, os juros reais de um papel IPCA + não conseguem bater o CDI no curto prazo. E, no longo prazo, a nova conjuntura geopolítica deixa o investidor exposto às incertezas.

“Quando estica muito o prazo (do vencimento do papel), vai-se correr o risco das intempéries que podem acontecer até o fim dessa crise. No curto prazo, tanto para indexadores de inflação ou prefixados, você praticamente tem o retorno esperado do CDI”, compara.

No juro real pago no Brasil atualmente, aplicações atreladas ao CDI ou à Selic não apenas preservam o valor do capital como também fazem o patrimônio crescer acima da alta dos preços.

  • Como viver de renda fixa em 2026: quanto investir, quais riscos considerar e como montar a carteira de investimentos
  • E mais: Como começar a investir em tempos de guerra e bolsas em queda

O mercado financeiro precifica o CDI em torno de 12% ao ano para os próximos dois anos e inflação média de 4%. Na prática, isso geraria 8% de ganho real por ano. Juro real é justamente o rendimento que sobra depois de descontar a inflação. “Juro real de 8% é bastante interessante, continua sendo um patamar relevante”, opina Vendramini.

Como o DI futuro mostra a expectativa de juros no Brasil

O especialista de investimentos no Santander Brasil, Tiago Velloso, concorda que o melhor já passou em relação à estratégia de aplicar em títulos prefixados para travar o rendimento em juros mais altos. “O mercado já precificou boa parte do início do ciclo de cortes de juros. A grande janela de travar taxas muito elevadas diminuiu”, conta. Ele, no entanto, acredita que ainda há espaço porque os juros atuais ainda estão em um nível historicamente alto. “A diferença é que o potencial de ganho tende a ser menor do que era alguns meses atrás”, diz.

  • Guerra no Irã levanta dúvidas sobre fluxo estrangeiro para a Bolsa

O mercado de juros é precificado pelo DI futuro, contrato negociado na Bolsa de Valores que reflete a expectativa para a taxa de juros do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).  Funciona como referência para precificar juros no Brasil.

  • CDBs de até 230% do CDI: como funcionam as ofertas promocionais e os cuidados antes de investir

Um exemplo vem do DI futuro com vencimento em janeiro de 2027. Desde abril do ano passado, auge da crise do Tarifaço de Donald Trump, até 27 de fevereiro, antes dos ataques ao Irã, esse título saiu do patamar de 15% para 13,7%, mas voltou a subir com a nova crise do Oriente Médio e, desde a semana do dia 11 de março, quebrou o teto dos 14%, mesmo nível de julho de 2025.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Vendramini reconhece que a expectativa de cortes – o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia a decisão sobre a Selic na quarta-feira (18) – dá um certo conforto para o investidor assumir um pouco de risco, investindo em um indexador que não seja a taxa básica de juros da economia ou que tenha proteção inflacionária.

Ele lembra que a redução dos juros no Brasil não será proeminente e estará sempre sujeita às condições externas, que pioraram de duas semanas para cá, e que têm impacto nos preços e na inflação. Antes de arriscar um pouco mais, avalia, é preciso entender a permanência desse novo conflito.

Crise do petróleo reflete primeiro na inflação

Na última semana o preço da gasolina e diesel nos postos do Brasil dispararam por causa dos efeitos do fechamento do Estreito de Ormuz, principal via do petróleo mundial. O governo agiu para tentar segurar os preços, extinguindo a cobrança do PIS/Confis e aumentando criando uma alíquota temporária de 12% sobre exportações. Uma medida que pode não ter efeito sobre os preços, segundo avaliação de especialistas.

  • Entenda: Petróleo pode ficar acima de US$ 100 por meses no pior cenário da guerra com o Irã

Quando ocorre um choque de oferta envolvendo petróleo, o primeiro impacto global esperado é inflacionário e isso faz com que os juros futuros subam, porque o mercado passa a precificar que os bancos centrais podem cortar as taxas mais devagar.

“Por mais que a gente tenha a perspectiva de queda de juros, na próxima reunião do Copom e do FOMC (comitê dos EUA), há um componente de incerteza que não estava no preço há duas semanas atrás”, afirma o analista.

Prefixados valem a pena após a alta recente das taxas?

O efeito disso é prejuízo no curto prazo para quem está travado no prefixado, mas na visão de Velloso as ameaças não invalidam a estratégia. “O risco existe porque o preço do título pode oscilar mais no caminho. O investidor que carrega até o vencimento, ou que tem horizonte mais longo, continua com um ativo que ainda oferece uma taxa historicamente elevada.” Veja aqui como a renda fixa pode mudar.

Para ele, ainda é possível para o investidor travar juros altos, mas é importante entender que, quanto maior o prazo de vencimento do papel, mais longo é o tempo necessário para recuperar o investimento e mais sensível é o título às oscilações de juros ao longo do caminho, característica conhecida no mercado como “duration“. “Isso significa mais risco de marcação a mercado, mas também potencial de retorno maior se a curva fechar”, diz.

  • FGC garante até R$ 250 mil: como proteger patrimônios maiores na renda fixa
  • E mais: No País da renda fixa, indústria de ETFs aposta na estratégia para continuar a crescer

Na primeira frente estão os prefixados, que ainda carregam taxas elevadas em termos históricos. Na segunda estão os títulos IPCA+ com juros reais altos, que continuam oferecendo proteção contra inflação e uma taxa real bastante atrativa. “Mesmo com o início esperado de cortes da Selic, o nível absoluto de juros no Brasil continua alto. Isso mantém a renda fixa com uma relação risco/retorno interessante, principalmente para quem quer travar taxa por mais tempo.”

Prédio do Banco Central, cujo Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia decisão sobre juros nesta quarta-feira (18).
Prédio do Banco Central, cujo Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia decisão sobre juros nesta quarta-feira (18).(Imagem: Maya Photos em Adobe Stock)

Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos, enxerga também que os títulos IPCA + ainda entregam uma boa correlação de ganho e proteção. “A estratégia em IPCA+ segue interessante porque tem um componente de juro real que é o pós fixado – ou seja, a inflação – mais um prêmio ajustado ao risco prefixado”, comenta.

Publicidade

Na tarde desta segunda (16) o site do Tesouro Direto marcava um rendimento fixo acima da inflação de 7,91%  para o título do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2032 . Na prática, somado à inflação (3,81% de IPCA) esse título paga hoje juros de 12% ao ano. O  prefixado de mesmo vencimento, rendia 13,89% no mesmo dia. A Selic paga 15%.

Por causa da guerra, o mercado reduziu a previsão de corte da Selic para o final de 2026, de 12% para 12,25%, na mediana apurada no Boletim Focus do Banco Central com os agentes de mercado publicado no dia 16 de maço.

  • Escalada do conflito no Oriente Médio pode desacelerar corte da Selic pelo Copom; veja projeções do mercado

Riscos no crédito privado exigem mais cautela

Estar posicionado em juros não significa, necessariamente, manter todo o dinheiro em disponibilidade imediata. Parte dos recursos pode estar alocada em instrumentos de renda fixa com prazos mais longos, alguns deles com benefícios fiscais que tornam o retorno final, em teoria, mais eficiente.

  • Veja também: ‘Caixa das empresas está apertando’, diz gestora do Bradesco, sobre crédito privado

Entre essas alternativas estão as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCIs e LCAs), emitidas por bancos, além das debêntures incentivadas (títulos de dívida voltados ao financiamento de projetos de infraestrutura) e dos Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio (CRIs e CRAs), instrumentos lastreados em créditos desses setores e que contam com isenção de Imposto de Renda para a pessoa física.

Os juros muito altos, no entanto, geram riscos adicionais que o investidor precisa ficar atento. Problemas com títulos emitidos por empresas como Raízen (RAIZ4), Pão de Açúcar (PCAR3), Braskem (BRKM5) e CSN (CSNA3) demonstram que o mercado de crédito vem enfrentando problemas. No caso da Raízen, a companhia pediu recuperação extrajudicial e há risco real de calote ou perdas para os investidores de seus títulos. Pagamentos de CRAs que vencem em março, por exemplo, estão suspensos.

  • Raízen e GPA: crise expõe fundos de Itaú, BB e grandes gestoras; veja a lista

Eleições de 2026 podem mexer com a curva de juros

Papeis mais líquidos, por outro lado, dão segurança para ter dinheiro disponível e aproveitar oportunidades, sem precisar vender outros investimentos às pressas, ou mesmo correr risco de calote.

Outro elemento que o investidor deve levar em conta sobre renda fixa é a eleição de outubro, que deve influenciar o comportamento da curva de juros no Brasil.

  • Confira ainda: Capital estrangeiro que chega ao Brasil e movimenta a B3 é oportunista, diz Webull

Neste caso, o elemento principal vem do risco fiscal ditado pela direção da política fiscal dos principais candidatos. “Se houver consolidação de um candidato visto como comprometido com equilíbrio fiscal e controle da dívida pública, a tendência é de queda do prêmio de risco. Isso normalmente puxa os juros futuros para baixo e favorece quem travou taxas antes desse movimento”, comenta Velloso.

Publicidade

Por outro lado, se houver aumento da incerteza fiscal ou deterioração da percepção de responsabilidade fiscal, o mercado financeiro tende a exigir juros mais altos para financiar o governo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Certificados de Depósitos Interbancários (CDI)
  • Conteúdo E-Investidor
  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
  • Inflação
  • Juros
  • prefixados
  • Renda fixa
  • Tesouro Direto
Cotações
15/05/2026 15h15 (delay 15min)
Câmbio
15/05/2026 15h15 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Governo avança na regulamentação da reforma tributária; veja as novidades

  • 2

    Ibovespa hoje sobe após estresse político com Flávio Bolsonaro

  • 3

    Banco do Brasil no 1T26 hoje: veja o que pode destravar preço da ação na crise no agro

  • 4

    Itaú lança cartão para altíssima renda da Mastercard com até 7 pontos por dólar

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em queda de 1,8% e dólar dispara com áudio vazado de Flávio Bolsonaro

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o 2º lote da restituição do IR 2026: veja a data exata do pagamento
Logo E-Investidor
2º lote da restituição do IR 2026: veja a data exata do pagamento
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: muitos idosos não sabem desta regra sobre a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: muitos idosos não sabem desta regra sobre a declaração
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos estão livres da declaração? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos estão livres da declaração? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: esta é a multa que você pode pagar, caso atrase a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: esta é a multa que você pode pagar, caso atrase a declaração
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: veja em quantas vezes é possível parcelar o contrato
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: veja em quantas vezes é possível parcelar o contrato
Imagem principal sobre o Desenrola Brasil 2.0: o que se sabe sobre o programa para ajudar pessoas endividadas
Logo E-Investidor
Desenrola Brasil 2.0: o que se sabe sobre o programa para ajudar pessoas endividadas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos acima de 70 anos com atividade rural podem ser obrigados a declarar
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos acima de 70 anos com atividade rural podem ser obrigados a declarar
Imagem principal sobre o 1º lote da restituição do IR 2026: é possível receber pagamento via Pix, desde que cumpra esta regra
Logo E-Investidor
1º lote da restituição do IR 2026: é possível receber pagamento via Pix, desde que cumpra esta regra
Últimas: Investimentos
Juros altos e volatilidade política exigem cautela; CEOs apontam como proteger os investimentos
Investimentos
Juros altos e volatilidade política exigem cautela; CEOs apontam como proteger os investimentos

Durante o São Paulo Innovation Week, executivas defenderam a diversificação, exposição internacional e orientação profissional

14/05/2026 | 12h55 | Por Isabela Ortiz
Saíram na hora errada? Maioria dos fundos que bateram o Ibovespa perdeu investidores em 12 meses
Investimentos
Saíram na hora errada? Maioria dos fundos que bateram o Ibovespa perdeu investidores em 12 meses

Juros altos, traumas recentes e busca por segurança levaram investidores a abandonar fundos de ações mesmo após a recuperação da Bolsa

12/05/2026 | 05h30 | Por Daniel Rocha
Tesouro Selic ou Tesouro Reserva? Veja quais títulos do Tesouro Direto servem para reserva de emergência
Investimentos
Tesouro Selic ou Tesouro Reserva? Veja quais títulos do Tesouro Direto servem para reserva de emergência

Novo Tesouro Reserva chega com liquidez imediata, funcionamento 24/7 e sem marcação a mercado

11/05/2026 | 15h38 | Por Isabela Ortiz
'Queremos ultrapassar a barreira de 10 milhões de investidores', diz secretário do Tesouro sobre o novo produto
Investimentos
'Queremos ultrapassar a barreira de 10 milhões de investidores', diz secretário do Tesouro sobre o novo produto

Novo título lançado pelo Tesouro Nacional, B3 e Banco do Brasil permite aplicações a partir de R$ 1 e operação 24 horas por dia

11/05/2026 | 11h48 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador