• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O que há de novo na política de juros do Banco Central em 2024

Em 2023, surpreendeu a capacidade do Copom em reduzir a inflação sem grandes custos para a atividade econômica

Por Nicolas Borsoi – Economista-Chefe da Nova Futura

20/02/2024 | 15:56 Atualização: 20/02/2024 | 15:56

Receba esta Coluna no seu e-mail
Copom. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Copom. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Mudou o ano, mas a política monetária brasileira segue na mesma trajetória de 2023, com o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) cortando a taxa Selic em 0,5% em 31 de janeiro. Mas, apesar da semelhança, 2024 carrega diferenças significativas em relação ao ano passado.

Leia mais:
  • As transformações na previdência complementar e os desafios do setor
  • Por que investidor da Petrobras deve ficar de olho no Oriente Médio
  • Por que uma nova guerra no Oriente Médio pode mexer com o seu bolso
Cotações
27/01/2026 14h09 (delay 15min)
Câmbio
27/01/2026 14h09 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Após a inflação iniciar um movimento de desaceleração em 2022, ficou claro que a política monetária estava muito restritiva. A taxa Selic real ex-ante – taxa de juros menos o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) esperado para os próximos 12 meses no Boletim Focus – atingiu os maiores níveis desde 2016.

A partir daí, o objetivo do Copom não era fácil: implicava em reduzir a taxa Selic em uma conjuntura de inflação global elevada, aumento nas taxas de juros nos países desenvolvidos e incertezas elevadas sobre o compromisso fiscal do governo atual.

Publicidade

Sabemos como se desenrolou a conjuntura em 2023 e o fato mais surpreendente foi a capacidade da economia brasileira (e global) de reduzir a inflação sem grandes custos para a atividade econômica. Isso contrariou não só a teoria econômica, mas também o consenso dos analistas de mercado em 2022. Na realidade, as taxas de desemprego ao redor do globo encerraram 2023 próximas das mínimas históricas.

“Desinflação milagrosa”

Os fatores por trás dessa “desinflação milagrosa” serão fonte de discussão para os acadêmicos por muitos anos, mas algumas causas parecem ser consensuais: o processo de normalização das cadeias de produção e a cadente retomada chinesa, resultando em uma deflação significativa dos bens manufaturados; excesso de oferta de produtos agrícolas, com a safra recorde no Brasil derrubando a inflação de alimentos e beneficiando o crescimento e a balança comercial; a reancoragem das expectativas de inflação ao redor do globo após forte descolamento em 2022 devido à alta das taxas de juros orquestrada pelos bancos centrais, contribuindo para arrefecer as expectativas de inflação à frente.

Onde a evidência fica pouco clara é porque a inflação de serviços está bem comportada diante de um mercado de trabalho aquecido e da rápida recuperação do consumo das famílias. As razões parecem estar relacionadas à elevação da produtividade (movimento para o qual também sobram dúvidas), mas o que importa para a discussão de política monetária é se a inflação de serviços compensará as menores contribuições de alimentos e manufaturados em 2024.

  • Veja também: Navegando na incerteza: o futuro da taxa de juros com o Copom

Acreditamos que a continuidade da moderação na inflação de serviços é condição necessária para a reancoragem das expectativas de inflação à frente, movimento que deve definir a capacidade das autoridades monetárias, especialmente o Copom, de cortar as taxas básicas de juros em 2024.

Não que a tarefa do Comitê seja fácil este ano, mas acreditamos que vários fatores se moveram em direção mais construtiva para a continuidade da queda da Selic. No exterior, os bancos centrais desenvolvidos começam a sinalizar o início do ciclo de cortes de juros e o menor crescimento mundial deve arrefecer as pressões inflacionárias globais.

Por aqui, esperamos que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) desacelere em 2024 para uma expansão de 1,4%, devido aos efeitos defasados da política monetária, uma política fiscal neutra e uma safra menor. Esse desaquecimento deve manter a inflação de serviços em moderação, contribuindo para reduzir o IPCA de 2024 para 3,84%, segundo nossos cálculos.

Publicidade

A combinação de desinflação e desaceleração econômica deve resultar em uma postura mais acomodatícia do Copom. Na realidade, esperamos que o comitê reduza a taxa Selic para 9,0% ao ano em 2024, aproximando-a dos níveis considerados neutros.

Fatores de risco nas projeções

Em nossa visão, há dois grandes fatores de risco às projeções: a perspectiva fiscal local e o cenário geopolítico.

Na política fiscal, temos duas fontes de apreensão: uma nova expansão dos gastos do governo, o que pressionaria a capacidade ociosa local e elevaria as pressões inflacionárias sobre itens não comercializáveis (serviços, por exemplo), levando a uma desinflação mais lenta; outro receio é que sinalizações de falta de compromisso do governo com o ajuste fiscal podem levar os investidores a exigir maiores prêmios de risco nos ativos locais, principalmente no câmbio, o que elevaria os preços de insumos e bens importados, pressionando a parte comercializável da inflação.

Já no exterior, vivemos um contexto geopolítico mais conturbado, com conflitos potenciais em várias regiões do globo, especialmente no Oriente Médio, o que pode levar a novas pressões sobre o preço do petróleo ou disrupções logísticas mais significativas. Isso pausaria a desinflação global, contaminando também a queda da inflação doméstica. Torçamos para desfechos benignos nesses dois fronts.

  • Leia mais: Por que a nova fase do conflito no Oriente Médio ameaça a estabilidade global

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Comitê de Política Monetária (Copom)
  • Conteúdo E-Investidor
  • Juros
  • Selic

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    XP, BTG e Nubank são alvo de ação judicial no caso Master; promotoria vai analisar

  • 2

    Dólar na contramão de ouro, prata e petróleo: o que as cotações indicam ao investidor

  • 3

    Após sequência de recordes, Ibovespa hoje fecha em leve queda à espera do Copom e Fed

  • 4

    Viver de renda não é imediatismo: veja o que muda (e o que não muda) na estratégia em 2026

  • 5

    Genial corta recomendação para Vale (VALE3) e diz que ação está perto do valor justo; veja motivos

Publicidade

Quer ler as Colunas de Espaço do Especialista em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (27)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (27)?
Imagem principal sobre o Lotofácil: saiba até quantas apostas é possível fazer em um bolão
Logo E-Investidor
Lotofácil: saiba até quantas apostas é possível fazer em um bolão
Imagem principal sobre o Aposentados têm até fevereiro para contestar descontos indevidos em seus benefícios
Logo E-Investidor
Aposentados têm até fevereiro para contestar descontos indevidos em seus benefícios
Imagem principal sobre o Aposentadoria para homens: como ficam as regras dos pontos para receber em 2026?
Logo E-Investidor
Aposentadoria para homens: como ficam as regras dos pontos para receber em 2026?
Imagem principal sobre o 4 formas de pagar o IPTU de Goiânia em 2026
Logo E-Investidor
4 formas de pagar o IPTU de Goiânia em 2026
Imagem principal sobre o 3 requisitos para receber o Pé-de-Meia Licenciaturas em 2026
Logo E-Investidor
3 requisitos para receber o Pé-de-Meia Licenciaturas em 2026
Imagem principal sobre o Certidão do FGTS: entenda o que é o documento
Logo E-Investidor
Certidão do FGTS: entenda o que é o documento
Imagem principal sobre o Certidão do FGTS: para que serve o documento de regularidade?
Logo E-Investidor
Certidão do FGTS: para que serve o documento de regularidade?
Últimas: Colunas
Entre o mercado e os púlpitos: os desafios iniciais de Flávio Bolsonaro
Erich Decat
Entre o mercado e os púlpitos: os desafios iniciais de Flávio Bolsonaro

Pré-campanha, religião e mercado financeiro se cruzam na avaliação da força política e da capacidade de articulação do senador rumo a 2026

26/01/2026 | 14h09 | Por Erich Decat
Por que estamos cada vez mais vulneráveis ao golpe do amor
Ana Paula Hornos
Por que estamos cada vez mais vulneráveis ao golpe do amor

Talvez a pergunta mais honesta hoje não seja como identificar um golpista, mas porque estamos mais vulneráveis a ele

24/01/2026 | 07h14 | Por Ana Paula Hornos
Quando educação encontra cultura, o aprendizado ganha vida
Carol Paiffer
Quando educação encontra cultura, o aprendizado ganha vida

Empresas podem contribuir no processo de transformação pessoal e tornar o conhecimento parte da vida

23/01/2026 | 14h19 | Por Carol Paiffer
Guardem dinheiro: em breve, o brasileiro vai precisar se aposentar com 75 anos
Fabrizio Gueratto
Guardem dinheiro: em breve, o brasileiro vai precisar se aposentar com 75 anos

Previdência Social já consome mais de 12,3% do PIB e deve ultrapassar a barreira de R$ 1 trilhão anuais

22/01/2026 | 15h23 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador