• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Selic vai subir, ser mantida ou cair: o que fazer com seus investimentos?

A Selic é a referência para todas as taxas de juros no Brasil, influenciando especialmente as de curto prazo

Por Raquel Zucchi Silveira, head of research na Investo

18/09/2024 | 14:24 Atualização: 18/09/2024 | 14:33

Receba esta Coluna no seu e-mail
Veja como seus investimentos são impactados pela Selic. Imagem: Adobe Stock
Veja como seus investimentos são impactados pela Selic. Imagem: Adobe Stock

A taxa Selic, que é a taxa básica de juros do Brasil, está no centro das atenções do mercado financeiro. Atualmente, há uma expectativa quase unânime de que o Banco Central, em sua reunião do Copom desta quarta (18), aumente a taxa Selic. Segundo o Boletim Focus, que reúne as expectativas de mercado, espera-se que a Selic possa atingir 11,25% até o final do ano. A Selic é a referência para todas as outras taxas de juros no Brasil, influenciando especialmente as taxas de curto prazo.

Leia mais:
  • É hora de aumentar os juros? Estas casas não concordam com a alta da Selic
  • Como a alta da Selic pode diminuir a taxa dos novos títulos prefixados no mercado
  • Selic alta pode frear o crescimento do crédito imobiliário; entenda o porquê
Cotações
01/05/2026 13h34 (delay 15min)
Câmbio
01/05/2026 13h34 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Leia mais: A pergunta de milhões: o banco central vai aumentar a taxa de juros?

No entanto, as previsões de mercado são, por natureza, voláteis e incertas. No início de 2024, por exemplo, quando a Selic estava em 11,75%, o consenso era de que a taxa cairia para 9% até o final do ano. Isso não se concretizou devido a diversos fatores, incluindo as expectativas frustradas de cortes de juros nos EUA – previstos agora para acontecer na reunião do Fed desta Super Quarta. Esse exemplo ilustra como é difícil prever o futuro com precisão e, portanto, basear decisões de investimento nas expectativas de mercado é um erro.

Publicidade

O cenário econômico brasileiro também está pressionado por questões fiscais e pela inflação, que atualmente se encontra próxima ao teto da meta, de 4,5% (3% com tolerância de 1,5% para mais ou para menos). O governo apresentou recentemente a meta fiscal para 2025, mas o TCU (Tribunal de Contas da União) já apontou que as previsões de déficit zero são otimistas demais e que as premissas do governo para estabilização da dívida pública nos próximos anos são irrealistas. Esses fatores aumentam a incerteza no mercado e contribuem para que seja esperada uma postura mais cautelosa por parte da autoridade monetária, elevando a probabilidade de medidas mais rigorosas.

  • Fed: o que a decisão mais esperada do ano pode indicar aos investidores?

Selic: como ficam seus investimentos

Mas, então, o que fazer com seus investimentos se a Selic subir? A resposta é simples: nada.

Tentar prever e ajustar a carteira com base em decisões desta natureza é uma estratégia arriscada. No curto prazo, o impacto no mercado de ações ou no câmbio é imprevisível. A recomendação é de construir o portfólio pensando no seu objetivo de investimento, no seu perfil de tolerância e risco e, principalmente, entender a função de cada classe de ativos na sua carteira.

  • Para investimentos de curto prazo (menos de 3 anos), o foco deve ser em ativos de renda fixa pós-fixados e com alta liquidez, como o Tesouro Selic, que oferece a segurança necessária para este objetivo – independentemente de a Selic estar em 2%, 5%, ou 12%.
  • Para o médio prazo (3 até 10 anos), é possível diversificar a carteira incluindo outros ativos de renda fixa, inclusive ativos que possam ter retornos excedentes à Selic, mas é importante entender que isso aumenta o risco. ETFs de renda fixa, Fundos de Infraestrutura ou Fundos Imobiliários de papel são instrumentos que costumam ser adequados para estes tipos de objetivos.
  • No longo prazo (acima de 10 anos), a alocação deve ser entre renda fixa e variável, de acordo com o seu perfil. Para este caso, além dos ativos citados acima, ETFs de renda variável também podem entrar na carteira para perseguir retornos robustos neste horizonte de tempo.

Em nenhum dos cenários há motivo suficiente para ajustar a carteira por causa de decisões de juros tomadas pelo Banco Central.

Um ponto importante a considerar é que o mercado já precifica as expectativas futuras. Por exemplo, quando a Nvidia divulgou resultados excelentes no início de setembro, seu preço caiu. Isso aconteceu porque o mercado já tinha expectativas embutidas no preço, que eram ainda maiores do que os resultados divulgados. Essa lógica se aplica também às expectativas sobre as taxas de juros e seus impactos nos preços dos ativos.

  • É hora de aumentar os juros? Estas casas não concordam com a alta da Selic

Além disso, mesmo gestores profissionais têm dificuldade em acertar esses movimentos. O estudo SPIVA, da S&P Global, que avalia a performance de fundos de gestão ativa, mostra que a maioria dos gestores não consegue superar seus benchmarks, mesmo em renda fixa, onde se espera uma maior previsibilidade. Em 5 anos, mais de 70% dos fundos de renda fixa perdem para seus índices de referência. Em 10 anos, esse número sobe para mais de 90%. Se fosse trivial operar com ativos conforme as decisões do Copom, imagina-se que o resultado seria bem diferente.

Publicidade

Portanto, é essencial manter uma estratégia de investimento baseada no seu perfil e objetivos, em vez de reagir a cada nova decisão do Copom sobre a Selic. Movimentações de curto prazo podem ser imprevisíveis e já estão, muitas vezes, refletidas nos preços dos ativos. A melhor abordagem é construir um portfólio diversificado e alinhado ao seu horizonte de investimento e tolerância ao risco. Assim, você pode aproveitar oportunidades de crescimento no longo prazo sem se preocupar com as oscilações momentâneas do mercado. Foco na consistência e disciplina trará resultados mais robustos.

*Raquel Zucchi Silveira é head of research na Investo, mestre em Economia pela FGV/EESP e autora do livro O Mínimo Sobre Investimentos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Copom
  • Investimentos
  • mercado
  • Renda fixa
  • Taxa de juros
  • Taxa Selic

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Dólar cai ao menor nível desde 2024, mas cenário é frágil; veja o que esperar para maio

  • 2

    Ibovespa hoje tem 6ª queda seguida após Federal Reserve manter juros nos EUA; dólar sobe

  • 3

    Copom confirma Selic a 14,5%: onde investir com segurança agora

  • 4

    Superquarta: mercado vê risco no recado dos bancos centrais; veja o pior cenário para o investidor

  • 5

    Ibovespa hoje sobe 1,39% com Vale (VALE3) em alta e dólar fecha no menor valor desde março de 2024

Publicidade

Quer ler as Colunas de Espaço do Especialista em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: quem deseja ser beneficiário deve ter este limite de renda
Logo E-Investidor
Gás do Povo: quem deseja ser beneficiário deve ter este limite de renda
Imagem principal sobre o BTS: ainda tem ingressos para os shows no Brasil? Entenda se há entrada disponível
Logo E-Investidor
BTS: ainda tem ingressos para os shows no Brasil? Entenda se há entrada disponível
Imagem principal sobre o Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Logo E-Investidor
Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Imagem principal sobre o Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Logo E-Investidor
Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Logo E-Investidor
IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Últimas: Colunas
O ano já está (quase) na metade. E agora?
Carol Paiffer
O ano já está (quase) na metade. E agora?

Com o ano avançando rapidamente, empresas ainda operam como se estivessem no início — e podem pagar caro por isso

01/05/2026 | 07h30 | Por Carol Paiffer
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos
Fabrizio Gueratto
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos

O avanço dos FIDCs para R$ 800 bilhões marca o fim do amadorismo e exige tecnologia para enfrentar a alta inadimplência

30/04/2026 | 14h34 | Por Fabrizio Gueratto
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor
Einar Rivero
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor

Patrimônio mais que dobra em dois anos, base de investidores avança e diversificação consolida ativo como peça cada vez mais relevante na carteira do brasileiro

29/04/2026 | 14h22 | Por Einar Rivero
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?
Vitor Miziara
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?

Fluxo estrangeiro explica a alta do ano, não os fundamentos. Com o valuation já acima da média, o investidor precisa recalcular o jogo

28/04/2026 | 17h45 | Por Vitor Miziara

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador