• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

OPINIÃO. Os desafios da taxação dos super-ricos e das alterações do IR no Brasil

Proposta reflete uma tentativa de aliviar a carga tributária sobre as classes menos abastadas

Por Marcelo John, advogado tributarista do escritório Schiefler Advocacia

28/11/2024 | 14:08 Atualização: 28/11/2024 | 14:13

Receba esta Coluna no seu e-mail
Governo anunciou proposta de isenção de Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Foto: Adobe Stock
Governo anunciou proposta de isenção de Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Foto: Adobe Stock

A recente proposta de alteração no Imposto sobre a Renda de Pessoas Físicas (IRPF) anunciada pelo governo federal representa um marco significativo no debate sobre justiça tributária no Brasil. A correção da faixa de isenção para contribuintes que ganham até R$ 5 mil mensais atende a uma antiga demanda social de desoneração dos mais pobres, mas traz consigo desafios políticos que merecem análise detida.

Leia mais:
  • Como o pacote fiscal do governo vai afetar os seus investimentos
  • Dólar fecha em alta com mal-estar provocado por pacote fiscal; moeda chegou a R$ 6 na máxima do dia
  • 10 empresas atingem recorde histórico de dividendos
Cotações
04/02/2026 12h46 (delay 15min)
Câmbio
04/02/2026 12h46 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Do ponto de vista fiscal, a ampliação da faixa de isenção, beneficiando cerca de 26 milhões de pessoas, reflete uma tentativa de aliviar a carga tributária sobre a classe média e as classes menos abastadas, promovendo maior progressividade no sistema tributário nacional. Essa medida, contudo, de acordo com estimativas de fontes ligadas ao próprio governo, pode gerar um impacto estimado de R$ 45 bilhões a R$ 50 bilhões anuais na arrecadação, exigindo mecanismos compensatórios para garantir o equilíbrio fiscal do orçamento público. Ou seja, para equilibrar as contas públicas (já que o governo abrirá mão de arrecadar a estimativa de R$ 45 bilhões com a medida), as alternativas são a realização de corte de gastos ou a criação de novas fontes de receitas, que geralmente ocorrem com o aumento ou instituição de impostos.

É nesse contexto que o governo federal apresenta, como medida compensatória para a ampliação da faixa de isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil mensais, a introdução de um “imposto mínimo” para contribuintes de alta renda.

  • Leia mais: Como o pacote fiscal do governo vai afetar os seus investimentos

A proposta do governo corresponde ao estabelecimento de uma alíquota mínima de 10% para pessoas físicas com renda acima de R$ 50 mil mensais, incluindo para o cômputo desse valor rendimentos na forma de distribuição de lucros e dividendos, que atualmente são completamente isentos no território nacional.

Publicidade

No sistema atual, a possibilidade de deduções, regimes diferenciados e a ausência de tributação sobre determinadas formas de rendimentos (como os dividendos) permitem que, muitas vezes, contribuintes de alta renda paguem uma alíquota efetiva inferior a 10%, enquanto trabalhadores assalariados podem ser tributados a uma alíquota nominal de 27,5%, sem acesso a mecanismos elaborados de redução da tributação, culminando numa alíquota efetiva proporcionalmente maior que aquela a que os contribuintes de alta renda geralmente estão sujeitos. A nova regra busca corrigir essa distorção, garantindo que pessoas que recebem a partir de R$ 50 mil mensais estejam sempre sujeitas a um imposto mínimo com alíquota efetiva de 10%.

Resistência política à intenção de promover justiça tributária

Embora a intenção de promover justiça tributária seja louvável, a implementação de um imposto mínimo para os mais ricos pode enfrentar resistência política, especialmente ao se considerar a herança histórica brasileira. Isso porque a definição do que constitui “renda tributável” para fins do imposto mínimo pode se tornar um ponto de controvérsia. Distribuição de lucros e dividendos, historicamente isentos no Brasil, passarão a compor a base de cálculo, o que pode enfrentar resistência no setor empresarial e demandar ajustes legislativos significativos.

Atualmente, a isenção da distribuição de lucros e dividendos tem como principal justificativa o fato de que as empresas situadas no Brasil já estão sujeitas a uma tributação significativa sobre os seus resultados, com carga tributária de aproximadamente 34% sobre o lucro empresarial. A isenção sobre os dividendos, portanto, seria uma medida para compensar a tributação já elevada que ocorre antes da distribuição dos lucros ao empresário.

  • Veja as primeiras avaliações do mercado sobre o pacote de Haddad

Todavia, a alternativa de considerar como renda tributável a distribuição de lucros e dividendos recebidos somente por aqueles que possuam uma renda mensal considerável prestigia o princípio da capacidade contributiva e da progressividade na tributação da renda, garantindo que a distribuição de lucros de pequenos e médios empresários não seja onerada ao mesmo tempo em que possibilita que contribuintes mais abastados paguem mais imposto sobre a renda que auferem pessoalmente.

A ideia de tributar mais fortemente os super-ricos não é exclusiva do Brasil. Países pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) já discutem ou implementam políticas semelhantes para combater a desigualdade social. A tributação mais elevada sobre rendas muito altas não apenas contribui para o equilíbrio fiscal, mas também sinaliza um compromisso ético do Estado em distribuir a carga tributária de forma proporcional às capacidades contributivas individuais.

A proposta do governo pode ser considerada um avanço em termos de justiça fiscal, mas sua efetividade dependerá de três fatores principais: clareza normativa, robustez institucional e aceitação social. A correção da tabela do IR atende a um anseio legítimo de aliviar a carga tributária sobre as classes menos abastadas, mas precisa ser sustentada por medidas compensatórias que não comprometam o equilíbrio das contas públicas.

Publicidade

Por fim, a taxação dos super-ricos deve ser vista não apenas como um mecanismo de arrecadação, mas como um passo fundamental para construir um país mais justo e inclusivo. A verdadeira justiça fiscal não se limita a redistribuir renda; ela fortalece a confiança na capacidade do Estado em promover o bem-estar coletivo e reduzir desigualdades. Essa confiança é a base de qualquer sociedade democrática e próspera.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • governo federal
  • Imposto de Renda
  • super-ricos
  • Tributação

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Regulamentação de criptomoedas entra em vigor

  • 2

    Ibovespa hoje bate recorde e fecha acima de 185 mil pontos com ata do Copom

  • 3

    Vale some das carteiras de dividendos em fevereiro, enquanto Caixa Seguridade, Itaúsa e Petrobras ganham peso

  • 4

    Dow Jones hoje em tempo real: veja a cotação agora e o que está mexendo com Wall Street

  • 5

    O investidor invisível: como o capital estrangeiro está moldando a indústria de FIIs

Publicidade

Quer ler as Colunas de Espaço do Especialista em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Dívidas do FIES em 2026: o que é a fase de amortização na renegociação?
Logo E-Investidor
Dívidas do FIES em 2026: o que é a fase de amortização na renegociação?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: quando começam os pagamentos de fevereiro de 2026?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: quando começam os pagamentos de fevereiro de 2026?
Imagem principal sobre o Dívidas do FIES em 2026: quais as vantagens da renegociação?
Logo E-Investidor
Dívidas do FIES em 2026: quais as vantagens da renegociação?
Imagem principal sobre o Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago em fevereiro
Logo E-Investidor
Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago em fevereiro
Imagem principal sobre o INSS libera calendário de pagamento de fevereiro de 2026 para aposentados; veja datas
Logo E-Investidor
INSS libera calendário de pagamento de fevereiro de 2026 para aposentados; veja datas
Imagem principal sobre o Descontos indevidos no INSS: como funciona o processo de contestação?
Logo E-Investidor
Descontos indevidos no INSS: como funciona o processo de contestação?
Imagem principal sobre o Como consultar o valor de antecipação do FGTS, mesmo com dívida na Caixa?
Logo E-Investidor
Como consultar o valor de antecipação do FGTS, mesmo com dívida na Caixa?
Imagem principal sobre o Conta de luz continua sem acréscimo de tarifa em fevereiro de 2026; entenda
Logo E-Investidor
Conta de luz continua sem acréscimo de tarifa em fevereiro de 2026; entenda
Últimas: Colunas
Vale a pena atualizar o valor dos seus imóveis em 2026?
Yuri Freitas
Vale a pena atualizar o valor dos seus imóveis em 2026?

Regime permite reduzir IR sobre ganho de capital, mas elimina redutores históricos e impõe prazos de carência para venda

03/02/2026 | 17h14 | Por Yuri Freitas
Bitcoin a US$ 20 mil? Essa é a projeção de alguns e, mesmo assim, ainda vale a pena
Vitor Miziara
Bitcoin a US$ 20 mil? Essa é a projeção de alguns e, mesmo assim, ainda vale a pena

Histórico de correções, papel da MicroStrategy e a matemática do risco x retorno entram no radar dos investidores de cripto

03/02/2026 | 15h03 | Por Vitor Miziara
Preço-teto: o antídoto contra decisões emocionais no mercado de ações
Marco Saravalle
Preço-teto: o antídoto contra decisões emocionais no mercado de ações

Ferramenta ajuda a separar preço de valor e impõe disciplina ao investimento em ações focadas em renda

02/02/2026 | 14h11 | Por Marco Saravalle
2026 é o ano decisivo para organizar herança e proteger patrimônio
Samir Choaib
2026 é o ano decisivo para organizar herança e proteger patrimônio

As mudanças no ITCMD que entram em vigor a partir de 2027 tornam o planejamento sucessório mais complexo e quem deixar para depois pode pagar mais

31/01/2026 | 06h00 | Por Samir Choaib

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador