• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Como a alta do dólar torna a sua vida mais cara

Na segunda-feira (19), a moeda fechou em sua maior valorização diária dos últimos dez meses

Por Eduardo Mira

23/07/2021 | 7:32 Atualização: 05/01/2022 | 18:07

Receba esta Coluna no seu e-mail
Entender o que é câmbio é essencial para quem deseja trabalhar utilizando alguma moeda estrangeira. Foto: JF Diorio/ Estadão
Entender o que é câmbio é essencial para quem deseja trabalhar utilizando alguma moeda estrangeira. Foto: JF Diorio/ Estadão

Quem acompanha qualquer jornal sabe que a semana começou com a alta do dólar pautando a mídia. O aumento de casos de covid-19 em vários países, sobretudo na Europa e Estados Unidos, trouxe preocupação quanto ao risco de novos lockdowns causarem mais impactos à economia.

Leia mais:
  • Comprar ou alugar um imóvel: o que vale mais a pena?
  • O golpe tá aí e eu vou te ensinar a não cair nele
  • Entenda a taxação de IR na renda fixa e nos dividendos
Cotações
24/05/2026 20h04 (delay 15min)
Câmbio
24/05/2026 20h04 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A valorização da moeda americana movimentou os mercados no mundo todo e, obviamente, também o nosso. A segunda-feira aqui no Brasil fechou com o dólar em sua maior valorização diária dos últimos dez meses.

Apesar de muitos acreditarem que o aumento da moeda impacta apenas aqueles que a usam diretamente, a alta do dólar influencia a economia como um todo, puxando a inflação para cima, afetando o preço de diversos itens. Você sabe como? Acompanhe a seguir.

O efeito em cascata da alta do dólar

Aumentos de preços

Publicidade

As empresas que importam produtos, seja para revenda direta ou matérias-primas, são fortemente penalizadas em momentos de alta, pois precisam de mais capital para continuar com seus negócios. Dois exemplos bem próximos para todos nós são a indústria farmacêutica, cuja matéria-prima é quase toda importada, e fabricantes de pães, macarrão e outros produtos à base de trigo.

A essa altura você já começou a entender como o aumento do dólar tem a ver com seu dia a dia, certo? Afinal, o buraco sempre acaba no bolso do consumidor.

Mas esses impactos afetam principalmente o pequeno produtor, que tem maior dificuldade na previsibilidade financeira, pois há uma limitação em adotar medidas de proteção cambial. Assim, suas margens ficam comprometidas e, consequentemente, ele precisa repassar esses custos ao consumidor final.

Outro impacto é no valor dos combustíveis. Apesar do preço do barril de petróleo estar semelhante ao do período pré-pandemia, a alta do dólar impacta diretamente o preço por litro para o consumidor final.

Publicidade

Começa aí o efeito cascata que mencionei: a maioria dos produtos que compramos no supermercado é transportada por caminhões. Se o combustível aumenta, o frete também sobe, e esse custo acaba sendo repassado para as mercadorias.

Leia também: Os melhores investimentos para fazer quando o dólar está alto

Quem se beneficia com o aumento do dólar?

O dólar em alta favorece as empresas cuja produção é destinada às exportações, como as indústrias de papel e celulose, mineração, siderurgia, sucos, frigoríficos e indústria extrativa em geral.

Publicidade

O primeiro semestre de 2021 representou um saldo da balança comercial recorde nas exportações brasileiras. Ou seja: exportamos mais do que importamos. Esse resultado vem da retomada econômica em todo mundo, beneficiada pelas características dos produtos brasileiros que se valorizam com a apreciação do dólar. Assim, segmentos com significativa demanda internacional, possuindo parte de sua receita em dólar, conseguem ampliar sua competitividade no mercado internacional.

Vale também ressaltar outro ponto sobre a apreciação do dólar: a dívida pública federal. Apesar de o país possuir parte da dívida cotada em dólar, ela representa apenas uma pequena parcela do montante total.

Em contrapartida, o País também possui grande parte de suas reservas cotadas em dólar, correspondendo a mais do que o dobro da dívida na moeda, formando, então, um grande colchão de reservas financeiras. Assim, ao passo que o dólar se valoriza, a dívida líquida é reduzida.

Impacto no mercado financeiro

Publicidade

Com todo o cenário que descrevi acima, certamente você já deduziu que as aplicações financeiras também são impactadas pela variação no câmbio, certo? Continue comigo por aqui para entender como seus investimentos são influenciados.

Que a apreciação do dólar vem ocorrendo gradativamente é algo perceptível nos últimos anos. Por isso, pensar em se expor à moeda já se torna item corriqueiro na composição de uma carteira de investimentos diversificada.

Mas, ao contrário do que muitos pensam, isso não significa que você precise comprar a moeda ou investir diretamente em uma corretora internacional.

Como mencionei até aqui, empresas brasileiras também se beneficiam com esta apreciação, auxiliando na diversificação da carteira. Conhecer o principal mercado da empresa, como ela faz a gestão de proteção cambial e seu desempenho operacional permitem que, mesmo não estando exposto diretamente à moeda, sejamos beneficiados com essa apreciação do dólar.

Publicidade

Para uma exposição mais direta à moeda, também é possível alocar recursos diretamente no exterior, porém, é necessário conhecer seu perfil de investidor e se esse investimento condiz com seus objetivos. Diversificar sem um propósito claro de investimento pode trazer mais inseguranças do que uma exposição apenas em mercados nacionais.

Para aqueles que pretendem ter apenas recursos investidos no Brasil, mas querem se expor de forma mais direta à moeda, também podem fazer essa alocação via fundos de investimentos.

Os fundos multimercado, cujas estratégias diversificadas possibilitam maior adaptação aos cenários, podem entregar resultados interessantes para quem busca se proteger das oscilações do dólar. A composição das carteiras, de forma a se expor ao dólar, diretamente na moeda ou em estratégias dolarizadas, pode favorecer maior equilíbrio da carteira com a variação da moeda.

Os fundos cambiais também são uma modalidade para exposição direta à oscilação do dólar e podem ser uma alternativa na composição de carteira. Mas, atenção: a escolha dos fundos com esta estratégia de exposição deve ser bem avaliada, a fim de alocar em boas gestoras e também alinhada ao seu perfil de risco.

Publicidade

Renda Fixa

Para tentar conter a saída do capital estrangeiro, o Banco Central tende a subir a Selic, que é a taxa básica de juros, e isso pode levar alguns investidores a acreditar que a Renda Fixa está atraente.

Entretanto, é preciso ficar atento, pois, apesar da aplicação eventualmente estar com uma taxa de juros maior, o poder de compra está menor, devido ao aumento da inflação. Então, é importante fazer essa conta e avaliar se existe ganho real nesse tipo de aplicação.

Renda Variável

Com o dólar inflacionando a economia, a bolsa de valores tem oscilações importantes. Historicamente, tem sido comum que períodos de alta do dólar correspondam a épocas de queda no desempenho da bolsa.

As empresas exportadoras têm melhores perspectivas de resultados, logo, suas ações tendem a se valorizar. Em contrapartida, as empresas importadoras têm queda de receita e, portanto, podem apresentar desvalorização no preço das ações. Mas, essa é uma análise superficial e que leva em conta apenas o impacto direto e imediato da alta do dólar.

Para investir em ações, obviamente, você tem que considerar muitas outras informações sobre a saúde financeira das empresas. Assim, você poderá, inclusive, encontrar boas oportunidades para comprar ações de empresas sólidas e que estejam num momento de baixa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • covid-19
  • Dolar
  • Estados Unidos

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Os novos hábitos da alta renda para economizar no dia a dia sem abrir mão de viagens e hotéis de luxo

  • 2

    BOVA11 supera R$ 1 bi por dia e vira um dos ativos mais negociados da Bolsa em 2026

  • 3

    IR 2026: Receita abre consulta ao maior lote de restituição da história; veja quem entra

  • 4

    FIIs ainda têm espaço para subir, mas juros altos freiam ganhos; veja quais podem dar mais retorno

  • 5

    China suspende importações de três frigoríficos brasileiros; Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) lideram perdas do Ibovespa

Publicidade

Quer ler as Colunas de Eduardo Mira em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o MEC Livros: passo a passo para encontrar um livro gratuito na plataforma
Logo E-Investidor
MEC Livros: passo a passo para encontrar um livro gratuito na plataforma
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: quem ganha R$ 3,2 mil pode comprar casa neste valor
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: quem ganha R$ 3,2 mil pode comprar casa neste valor
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Imagem principal sobre o Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Logo E-Investidor
Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Imagem principal sobre o Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Últimas: Colunas
O que o contribuinte precisa entender sobre ter investimentos no exterior e Imposto de Renda
Samir Choaib
O que o contribuinte precisa entender sobre ter investimentos no exterior e Imposto de Renda

Entenda as regras que continuam confundindo e assustando investidores brasileiros em 2026

24/05/2026 | 07h00 | Por Samir Choaib
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás
Fabrício Tota
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás

O Brasil pode liderar a nova infraestrutura financeira, mas corre o risco de expulsar usuários e empresas se exagerar na regulação das stablecoins

22/05/2026 | 17h44 | Por Fabrício Tota
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos
Fabrizio Gueratto
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos

O erro não está em comprar imóvel, mas em transformar essa compra na primeira grande meta da vida adulta

21/05/2026 | 17h18 | Por Fabrizio Gueratto
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando
Thiago de Aragão
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando

Reaproximação entre Donald Trump e Xi Jinping reacende compras agrícolas dos EUA e expõe fragilidade do protagonismo recente do Brasil no mercado chinês

20/05/2026 | 16h02 | Por Thiago de Aragão

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador