• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Apostas esportivas: o que você precisa saber antes de se deixar levar pela emoção

Os danos econômicos e psicológicos causados pelas plataformas de jogos online atingem as populações mais vulneráveis

Por Eduardo Mira

30/08/2024 | 14:55 Atualização: 30/08/2024 | 14:55

Receba esta Coluna no seu e-mail
Apostas esportivas (Foto: Adobe Stock)
Apostas esportivas (Foto: Adobe Stock)

As apostas esportivas online tornaram-se um fenômeno mundial, com consequências desastrosas principalmente em economias emergentes, como a brasileira. Alimentadas por campanhas publicitárias com orçamento milionário e pela promoção de artistas, celebridades e influenciadores digitais, as apostas esportivas seduzem milhões de pessoas com a promessa de lucros rápidos e entretenimento fácil.

Leia mais:
  • O que o investidor precisa saber sobre a privatização da Sabesp (SBSP3)
  • Como a inteligência artificial está transformando a gestão financeira
  • Você está planejando a sua aposentadoria corretamente?
Cotações
13/01/2026 12h24 (delay 15min)
Câmbio
13/01/2026 12h24 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Os danos econômicos e psicológicos causados pelas plataformas de jogos online atingem principalmente as populações mais vulneráveis, tornando-se, cada vez mais, uma questão de saúde pública.

Os Estados Unidos apontam danos à economia das famílias

Com a legalização das apostas esportivas em diversos países, incluindo o Brasil, esse mercado cresceu exponencialmente. Em 2023, apenas nos Estados Unidos, o volume de apostas atingiu 120 bilhões de dólares, gerando 11 bilhões em receitas para a indústria dos jogos.

O ponto crítico é que esse enriquecimento da indústria de apostas vem ocorrendo à custa de sérios danos às finanças pessoais de milhares de famílias.

Publicidade

Em julho deste ano, um estudo publicado conjuntamente por escolas de negócios de três universidades dos Estados Unidos, apontou que a legalização das apostas nos EUA levou a uma redução de quase 14% nos investimentos líquidos em contas de corretoras tradicionais. Ou seja, para cada dólar gasto em apostas, mais de dois dólares deixaram de ser investidos em opções de maior valor esperado. Além disso, verificou-se também o aumento das dívidas em cartões de crédito.

O estudo revelou ainda que a legalização das apostas esportivas online resultou em um aumento médio de USD 25 por trimestre nas apostas das famílias. Para aquelas que apostam, o valor médio sobe para USD 280 por trimestre, ou mais de USD 1.100 por ano.

São números muito preocupantes, na medida em que desviam recursos de investimentos produtivos, além de aumentar a instabilidade financeira entre as famílias de menor renda.

O Brasil está entre os países que mais apostam

No Brasil, o cenário não é diferente do verificado nos Estados Unidos. A proliferação de sites de apostas, amplamente promovidos por influenciadores e celebridades, contribuiu para que cada vez mais brasileiros entrassem nesse mercado. Entretanto, as consequências para a saúde financeira das famílias, especialmente as de baixa renda, são muito graves.

Estudo recente divulgado pelo Banco Itaú estima que os brasileiros movimentaram em transações com apostas e jogos online aproximadamente R$ 112,5 bilhões nos últimos 12 meses.

Publicidade

Os números são estimativos, pois devido à ausência de regulação mais efetiva e também ao fato de a maioria das empresas que operam com apostas no Brasil serem reguladas e sediadas fora do país, não se consegue apurar integralmente os montantes movimentados. Isso, inclusive, adiciona mais uma questão importante a esse cenário desafiador: precisamos de regulamentação ampla, e precisamos logo!

Como medir danos à saúde mental decorrente do vício em jogos, os danos materiais do endividamento, as famílias devastadas por essas duas questões, as perdas para a economia como um todo, incluindo os gastos com saúde pública e a desaceleração de setores de mercado, em decorrência do alto endividamento dos cidadãos?

O Instituto Locomotiva publicou um estudo onde informa que 86% dos brasileiros que fazem apostas online já estão endividados. Aproximadamente 52 milhões de pessoas apostam em sites ou apps e 79% deste público pertence às classes C, D e E.

Os Influencers também são responsáveis?

A popularidade das apostas esportivas online deve-se muito à promoção feita por influenciadores digitais. Com milhões de seguidores nas redes sociais, esses influenciadores têm o poder de moldar comportamentos e influenciar decisões financeiras de seus seguidores.

Ao promoverem plataformas de apostas focando apenas nos cachês milionários que recebem para isso, influencers demonstram total ausência de ética, responsabilidade social e compromisso com o público, em sua maioria jovens e altamente suscetíveis a comportamentos de risco e aos vícios em jogos de azar.

Publicidade

Além disso, a falta de transparência sobre os riscos reais das apostas contribui para a perpetuação de um ciclo de endividamento e instabilidade financeira. Sendo assim, qualquer influencer que ganhe dinheiro de publicidade com bets, ignorando o contexto socioeconômico e cultural e os danos que as apostas online vêm trazendo às famílias, está negligenciando sua responsabilidade moral, ou seja, esse tipo de influencer só vê seu público como instrumentos para potencializar seus ganhos, mais nada.

Por que as pessoas preferem apostar a investir?

Além da influência externa promovida por um tipo de marketing milionário, agressivo e predatório, há uma série de vieses comportamentais que levam as pessoas a preferirem apostas de risco em vez de investimentos mais seguros.

Os vieses comportamentais são uma espécie de atalho que o cérebro humano utiliza para automatizar algumas decisões, de forma a economizar energia e tempo de raciocínio para certas escolhas. Eles são muito úteis para decisões mais simples do cotidiano, contudo, ao serem utilizados em momentos que deveríamos estar atentos e racionalizando ao máximo, os vieses acabam nos induzindo a erros sistemáticos que podem causar danos importantes.

Um desses vieses comportamentais é o viés do otimismo, onde os apostadores superestimam suas chances de ganhar. Essa crença de que “dessa vez será diferente” faz com que muitas pessoas continuem apostando mesmo após sucessivas perdas.

Outro viés relevante é o da disponibilidade, que ocorre quando as pessoas baseiam suas decisões em exemplos imediatos e facilmente acessíveis. Como os ganhos em apostas são frequentemente destacados na mídia e nas redes sociais, isso cria a falsa impressão de que ganhar é comum e fácil. No entanto, as perdas, que são muito mais frequentes, raramente recebem a mesma atenção.

Publicidade

O viés de confirmação também ocupa espaço importante. As pessoas tendem a buscar informações que confirmem suas crenças pré-existentes e a ignorar evidências que as contradigam. Isso leva os apostadores a focar nos poucos casos de sucesso que observam, ignorando as estatísticas que mostram que, na maioria das vezes, as apostas resultam em perdas.

Temos ainda o viés do comportamento de manada que leva muitas pessoas a seguirem o que, supostamente, todos estão fazendo. Se as apostas esportivas estão sendo promovidas por figuras populares e aceitas socialmente, mais pessoas serão inclinadas a participar, acreditando que, se muitos estão fazendo, deve ser seguro ou benéfico.

Esses são alguns exemplos de vieses, mas há muitos outros. Quanto mais você estudar sobre isso, mais irá se autoconhecer e, dessa forma, evitar cair em armadilhas potencialmente perigosas.

Apostas online não vão te enriquecer

Se você acha que o vício em jogos só acontece com os outros, que você sabe seus limites e a hora de parar, e que tem total controle sobre isso, devo te dizer que você está mais vulnerável do que imagina. Pois o excesso de confiança é um viés comportamental bem perigoso.

Apostas online enriquecem basicamente dois perfis de pessoas: os donos das casas de apostas e os influencers e celebridades contratadas para divulgar os serviços. Temos então um tripé: numa ponta está quem provê o serviço, noutra, quem o divulga e na terceira, quem consome e, portanto, sustenta a operação.

Publicidade

A ponta de quem divulga não vai perder nunca, pois é paga para dar visibilidade ao negócio. Sobram duas pontas, onde para uma ganhar a outra tem que perder, afinal é um jogo. Acontece que ninguém abre um negócio para perder dinheiro, certo? Então, acho que você já entendeu qual o elo frágil nessa tríade, não é mesmo?

É urgente que governos criem regulamentações rígidas para as apostas online, e principalmente, que proíbam a publicidade desse tipo de serviço. Somente assim será possível mitigar os danos potenciais e proteger aqueles mais suscetíveis às suas armadilhas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Mercado de apostas

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Espera por socorro do FGC faz investidor perder dinheiro com CDBs do Master; veja quanto

  • 2

    O salto que ninguém esperava: as ações que elevaram dividendos em até R$ 8,39 por papel

  • 3

    Ibovespa hoje fecha em queda em meio a temor global sobre a autonomia do Fed após acusação a Powell

  • 4

    Bitcoin nunca será dinheiro e, se for, deixará de ser cripto, diz pesquisador

  • 5

    Aposentadoria em 2026: veja o que muda nas regras do INSS e como escolher a melhor opção

Publicidade

Quer ler as Colunas de Eduardo Mira em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Dupla Sena: como funciona a distribuição dos prêmios?
Logo E-Investidor
Dupla Sena: como funciona a distribuição dos prêmios?
Imagem principal sobre o Onde e até que horas realizar o jogo da Lotomania?
Logo E-Investidor
Onde e até que horas realizar o jogo da Lotomania?
Imagem principal sobre o Entregadores de aplicativo podem ser isentos do Imposto de Renda? Entenda
Logo E-Investidor
Entregadores de aplicativo podem ser isentos do Imposto de Renda? Entenda
Imagem principal sobre o Minas Gerais libera calendário de pagamento do IPVA de 2026
Logo E-Investidor
Minas Gerais libera calendário de pagamento do IPVA de 2026
Imagem principal sobre o Motorista de Uber pode ter isenção do Imposto de Renda? Entenda
Logo E-Investidor
Motorista de Uber pode ter isenção do Imposto de Renda? Entenda
Imagem principal sobre o Tele Sena de Ano Novo: como funciona a modalidade "Número da Sorte"?
Logo E-Investidor
Tele Sena de Ano Novo: como funciona a modalidade "Número da Sorte"?
Imagem principal sobre o Rio de Janeiro libera calendário de pagamento do IPVA de 2026
Logo E-Investidor
Rio de Janeiro libera calendário de pagamento do IPVA de 2026
Imagem principal sobre o Saldo retido do FGTS: quem teve direito ao saque integral?
Logo E-Investidor
Saldo retido do FGTS: quem teve direito ao saque integral?
Últimas: Colunas
Atualização de bens no IR: quando o REARP vale a pena e quando é armadilha
Samir Choaib
Atualização de bens no IR: quando o REARP vale a pena e quando é armadilha

O novo regime de atualização patrimonial promete alívio no ganho de capital, mas impõe uma aposta longa e arriscada, que só faz sentido em casos muito específicos

11/01/2026 | 06h30 | Por Samir Choaib
Dizer não é fácil. Difícil é sustentar o sim
Ana Paula Hornos
Dizer não é fácil. Difícil é sustentar o sim

No começo do ano, prometer mudanças é simples; maturidade está em sustentar escolhas quando o entusiasmo acaba e o compromisso começa a cobrar

10/01/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
COP-30 teve avanços concretos sobre o clima, mas o mundo tornou tudo mais difícil
Fernanda Camargo
COP-30 teve avanços concretos sobre o clima, mas o mundo tornou tudo mais difícil

Apesar de avanços em financiamento, plataformas e cooperação, a conferência em Belém expôs os limites da ação climática em um cenário de tensões geopolíticas e fragmentação global.

09/01/2026 | 15h00 | Por Fernanda Camargo
Investir para 2035: os 10 setores mais promissores a longo prazo no exterior
William Eid
Investir para 2035: os 10 setores mais promissores a longo prazo no exterior

De inteligência artificial à educação digital, megatendências estruturais indicam onde o capital global deve se concentrar na próxima década

08/01/2026 | 16h16 | Por William Eid

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador