• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

A expansão do BRICS e os reflexos na sua carteira de investimentos

Entenda quais mudanças o bloco econômico está prestes a fazer e por que isso pode mexer com o mercado

Por Eduardo Mira

01/09/2023 | 10:28 Atualização: 01/09/2023 | 15:50

Receba esta Coluna no seu e-mail
(Foto: Envato Elements)
(Foto: Envato Elements)

O BRICS, bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, anunciou, em 24 de agosto, sua expansão com a formalização do convite a novos países a se tornarem membros: Argentina, Egito, Irã, Etiópia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Leia mais:
  • BRICS serve para um único país consolidar sua liderança. Veja
  • Como a educação financeira pode ajudar no combate à violência contra a mulher
  • Entenda o comportamento que pode colocar em risco seus investimentos
Cotações
01/05/2026 16h43 (delay 15min)
Câmbio
01/05/2026 16h43 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Essa expansão representa uma mudança importante para o bloco, que passa a ser mais diverso, globalizado, e com maior protagonismo no comércio mundial,  promovendo mudanças macroeconômicas relevantes no longo prazo.

É interessante que você, como investidor, compreenda um pouco as variáveis envolvidas e por que isso mexe com o mercado. Dependendo de sua estratégia de investimentos, manter no radar as movimentações em torno do tema pode ajudá-lo a avaliar futuros ajustes de rota em seu planejamento de médio e longo prazo.

Mudanças geopolíticas são eventos de peso na economia mundial

Os mercados cada vez mais globalizados e altamente tecnológicos tornaram exponencial a força com que o capital transita entre nações, com grandes investidores migrando de um mercado a outro em busca de oportunidades. Isso não é novidade, porém a expansão de um bloco econômico com as características do BRICS coloca em pauta possíveis mudanças na correlação de forças entre países, mediante novas parcerias comerciais.

Publicidade

Reordenamentos geopolíticos de tamanha grandeza sempre impactam o câmbio, a balança comercial dos países, o resultado de empresas exportadoras, setores da economia e, consequentemente, as projeções que agentes econômicos do mundo todo realizam diariamente para tomar decisões de investimento nos mais variados mercados.

O impacto no mercado financeiro brasileiro

Os países convidados a integrar o Brics ainda precisam formalizar seu aceite, mas isso é dado como certo, porque todos já aspiravam essa entrada há algum tempo, dadas as perspectivas positivas para suas economias em decorrência de sua integração ao bloco.

Tão logo a nova configuração do bloco econômico esteja consolidada, é possível que a bolsa de valores apresente alguma volatilidade no curto prazo, até que fique clara a correlação de forças políticas e as questões de ordem prática, como, por exemplo, a desvinculação do dólar para o comércio entre países do bloco, agendas de cooperação, acordos comerciais, etc.

No médio e longo prazo, o aumento do volume de comércio entre o Brasil e os países membros do BRICS pode beneficiar as exportações brasileiras, considerando a provável fluidez que o bloco pode gerar com a ampliação de mercados consumidores, o que certamente irá estimular o crescimento econômico. Além disso, a cooperação tecnológica pode tornar o Brasil mais competitivo no cenário internacional.

Um ponto de destaque é a relevância que o bloco alcança, quando pensamos em recursos naturais, potencializando o acesso facilitado dos países membros a bens de produção derivados de petróleo, produtos químicos e fertilizantes, o que pode significar, no longo prazo, incremento de negócios brasileiros no setor de commodities.

Um novo núcleo de convergência geopolítica

É fato que inúmeras questões políticas em cada um dos países convidados para o BRICS perpassam as decisões que devem acontecer nos próximos meses, e os efeitos práticos disso, em termos de crescimento econômico, em parte, ainda são difíceis de dimensionar.

Publicidade

O BRICS ainda carece de avanços quanto à institucionalização mais ampla e, para tal, esbarra em questões como trajetórias de crescimento econômico desiguais e ausência de princípios ideológicos comuns que assegurem sua influência concreta enquanto bloco econômico dentro da ordem mundial, sem que os entraves diplomáticos ligados às questões nacionalistas de cada um de seus membros torne o bloco um ente disfuncional.

A maioria das análises ainda vê com cautela o potencial que o novo bloco pode realmente exercer comercialmente frente à força hegemônica do G7 e do G20, no sentido de consolidar novos sistemas econômicos. Contudo é inegável que, superadas questões políticas e de governança, a nova configuração do BRICS tem potencial  para reescrever os rumos do comércio internacional, já que o bloco passa a concentrar mais de 35% do PIB global em termos de Paridade do Poder de Compra (PPC) e quase 46% da população mundial.

Além disso, o BRICS torna-se o grande detentor global das reservas de petróleo, gás natural e produção agrícola mundial, e essa hegemonia estratégica em commodities pode redesenhar a geopolítica global.

A economia brasileira ganha ou perde? 

Ainda é precoce fazer qualquer afirmação definitiva quanto às vantagens ou desvantagens que o Brasil pode ter a partir dessa nova configuração do BRICS. É possível inferir que, do ponto de vista da relevância política dentro do bloco, a tendência é de alguma perda de protagonismo, principalmente para Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Por outro lado, no âmbito do crescimento econômico, há grande potencial de expansão de mercados, especialmente para o agronegócio e a economia verde. Imagino que já seja possível vislumbrar o Brasil se consolidando como grande exportador de commodities de energia sustentável, apesar do longo caminho que ainda temos a percorrer quanto à descarbonização e sustentabilidade para nossas indústrias.

Publicidade

O Brasil é um dos grandes players mundiais na produção de commodities, e a perspectiva de novas parcerias comerciais sinaliza boas oportunidades para investimentos neste setor, cujas empresas listadas podem ter suas ações valorizadas, a depender de como vão evoluir as tratativas.

Reforço, porém, que tudo isso ainda está no campo das expectativas e a consolidação do bloco ainda tem um complexo percurso que precisa ser acompanhado com atenção. O fato é que estamos vivendo um momento importante da história, em que um possível redesenho da ordem mundial pode reorganizar também a forma como planejaremos nossos investimentos de longo prazo. É aguardar para ver.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • comércio exterior
  • economia mundial
  • mercado
  • Mercado financeiro

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Dólar cai ao menor nível desde 2024, mas cenário é frágil; veja o que esperar para maio

  • 2

    Ibovespa hoje tem 6ª queda seguida após Federal Reserve manter juros nos EUA; dólar sobe

  • 3

    Copom confirma Selic a 14,5%: onde investir com segurança agora

  • 4

    Superquarta: mercado vê risco no recado dos bancos centrais; veja o pior cenário para o investidor

  • 5

    Ibovespa hoje sobe 1,39% com Vale (VALE3) em alta e dólar fecha no menor valor desde março de 2024

Publicidade

Quer ler as Colunas de Eduardo Mira em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: quem deseja ser beneficiário deve ter este limite de renda
Logo E-Investidor
Gás do Povo: quem deseja ser beneficiário deve ter este limite de renda
Imagem principal sobre o BTS: ainda tem ingressos para os shows no Brasil? Entenda se há entrada disponível
Logo E-Investidor
BTS: ainda tem ingressos para os shows no Brasil? Entenda se há entrada disponível
Imagem principal sobre o Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Logo E-Investidor
Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Imagem principal sobre o Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Logo E-Investidor
Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Logo E-Investidor
IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Últimas: Colunas
O ano já está (quase) na metade. E agora?
Carol Paiffer
O ano já está (quase) na metade. E agora?

Com o ano avançando rapidamente, empresas ainda operam como se estivessem no início — e podem pagar caro por isso

01/05/2026 | 07h30 | Por Carol Paiffer
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos
Fabrizio Gueratto
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos

O avanço dos FIDCs para R$ 800 bilhões marca o fim do amadorismo e exige tecnologia para enfrentar a alta inadimplência

30/04/2026 | 14h34 | Por Fabrizio Gueratto
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor
Einar Rivero
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor

Patrimônio mais que dobra em dois anos, base de investidores avança e diversificação consolida ativo como peça cada vez mais relevante na carteira do brasileiro

29/04/2026 | 14h22 | Por Einar Rivero
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?
Vitor Miziara
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?

Fluxo estrangeiro explica a alta do ano, não os fundamentos. Com o valuation já acima da média, o investidor precisa recalcular o jogo

28/04/2026 | 17h45 | Por Vitor Miziara

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador