• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

A expansão do BRICS e os reflexos na sua carteira de investimentos

Entenda quais mudanças o bloco econômico está prestes a fazer e por que isso pode mexer com o mercado

Por Eduardo Mira

01/09/2023 | 10:28 Atualização: 01/09/2023 | 15:50

Receba esta Coluna no seu e-mail
(Foto: Envato Elements)
(Foto: Envato Elements)

O BRICS, bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, anunciou, em 24 de agosto, sua expansão com a formalização do convite a novos países a se tornarem membros: Argentina, Egito, Irã, Etiópia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Leia mais:
  • BRICS serve para um único país consolidar sua liderança. Veja
  • Como a educação financeira pode ajudar no combate à violência contra a mulher
  • Entenda o comportamento que pode colocar em risco seus investimentos
Cotações
18/03/2026 5h36 (delay 15min)
Câmbio
18/03/2026 5h36 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Essa expansão representa uma mudança importante para o bloco, que passa a ser mais diverso, globalizado, e com maior protagonismo no comércio mundial,  promovendo mudanças macroeconômicas relevantes no longo prazo.

É interessante que você, como investidor, compreenda um pouco as variáveis envolvidas e por que isso mexe com o mercado. Dependendo de sua estratégia de investimentos, manter no radar as movimentações em torno do tema pode ajudá-lo a avaliar futuros ajustes de rota em seu planejamento de médio e longo prazo.

Mudanças geopolíticas são eventos de peso na economia mundial

Os mercados cada vez mais globalizados e altamente tecnológicos tornaram exponencial a força com que o capital transita entre nações, com grandes investidores migrando de um mercado a outro em busca de oportunidades. Isso não é novidade, porém a expansão de um bloco econômico com as características do BRICS coloca em pauta possíveis mudanças na correlação de forças entre países, mediante novas parcerias comerciais.

Publicidade

Reordenamentos geopolíticos de tamanha grandeza sempre impactam o câmbio, a balança comercial dos países, o resultado de empresas exportadoras, setores da economia e, consequentemente, as projeções que agentes econômicos do mundo todo realizam diariamente para tomar decisões de investimento nos mais variados mercados.

O impacto no mercado financeiro brasileiro

Os países convidados a integrar o Brics ainda precisam formalizar seu aceite, mas isso é dado como certo, porque todos já aspiravam essa entrada há algum tempo, dadas as perspectivas positivas para suas economias em decorrência de sua integração ao bloco.

Tão logo a nova configuração do bloco econômico esteja consolidada, é possível que a bolsa de valores apresente alguma volatilidade no curto prazo, até que fique clara a correlação de forças políticas e as questões de ordem prática, como, por exemplo, a desvinculação do dólar para o comércio entre países do bloco, agendas de cooperação, acordos comerciais, etc.

No médio e longo prazo, o aumento do volume de comércio entre o Brasil e os países membros do BRICS pode beneficiar as exportações brasileiras, considerando a provável fluidez que o bloco pode gerar com a ampliação de mercados consumidores, o que certamente irá estimular o crescimento econômico. Além disso, a cooperação tecnológica pode tornar o Brasil mais competitivo no cenário internacional.

Um ponto de destaque é a relevância que o bloco alcança, quando pensamos em recursos naturais, potencializando o acesso facilitado dos países membros a bens de produção derivados de petróleo, produtos químicos e fertilizantes, o que pode significar, no longo prazo, incremento de negócios brasileiros no setor de commodities.

Um novo núcleo de convergência geopolítica

É fato que inúmeras questões políticas em cada um dos países convidados para o BRICS perpassam as decisões que devem acontecer nos próximos meses, e os efeitos práticos disso, em termos de crescimento econômico, em parte, ainda são difíceis de dimensionar.

Publicidade

O BRICS ainda carece de avanços quanto à institucionalização mais ampla e, para tal, esbarra em questões como trajetórias de crescimento econômico desiguais e ausência de princípios ideológicos comuns que assegurem sua influência concreta enquanto bloco econômico dentro da ordem mundial, sem que os entraves diplomáticos ligados às questões nacionalistas de cada um de seus membros torne o bloco um ente disfuncional.

A maioria das análises ainda vê com cautela o potencial que o novo bloco pode realmente exercer comercialmente frente à força hegemônica do G7 e do G20, no sentido de consolidar novos sistemas econômicos. Contudo é inegável que, superadas questões políticas e de governança, a nova configuração do BRICS tem potencial  para reescrever os rumos do comércio internacional, já que o bloco passa a concentrar mais de 35% do PIB global em termos de Paridade do Poder de Compra (PPC) e quase 46% da população mundial.

Além disso, o BRICS torna-se o grande detentor global das reservas de petróleo, gás natural e produção agrícola mundial, e essa hegemonia estratégica em commodities pode redesenhar a geopolítica global.

A economia brasileira ganha ou perde? 

Ainda é precoce fazer qualquer afirmação definitiva quanto às vantagens ou desvantagens que o Brasil pode ter a partir dessa nova configuração do BRICS. É possível inferir que, do ponto de vista da relevância política dentro do bloco, a tendência é de alguma perda de protagonismo, principalmente para Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Por outro lado, no âmbito do crescimento econômico, há grande potencial de expansão de mercados, especialmente para o agronegócio e a economia verde. Imagino que já seja possível vislumbrar o Brasil se consolidando como grande exportador de commodities de energia sustentável, apesar do longo caminho que ainda temos a percorrer quanto à descarbonização e sustentabilidade para nossas indústrias.

Publicidade

O Brasil é um dos grandes players mundiais na produção de commodities, e a perspectiva de novas parcerias comerciais sinaliza boas oportunidades para investimentos neste setor, cujas empresas listadas podem ter suas ações valorizadas, a depender de como vão evoluir as tratativas.

Reforço, porém, que tudo isso ainda está no campo das expectativas e a consolidação do bloco ainda tem um complexo percurso que precisa ser acompanhado com atenção. O fato é que estamos vivendo um momento importante da história, em que um possível redesenho da ordem mundial pode reorganizar também a forma como planejaremos nossos investimentos de longo prazo. É aguardar para ver.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • comércio exterior
  • economia mundial
  • mercado
  • Mercado financeiro

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Imposto de Renda 2026: Receita anuncia as regras deste ano; veja todas as mudanças

  • 2

    Como investir em renda fixa com guerra no Irã e queda da Selic: CDI, prefixado ou IPCA+

  • 3

    Ibovespa fecha em alta com Focus e IBC-Br no radar, em meio à guerra no Oriente Médio

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em alta com novo salto do petróleo e decisões do Fed e Copom no radar

  • 5

    Petróleo a US$ 80 deve turbinar caixa da Petrobras, mas dividendos geram dúvida

Publicidade

Quer ler as Colunas de Eduardo Mira em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que significa o sinal de erro na declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que significa o sinal de erro na declaração?
Imagem principal sobre o Perdeu o cartão do Bolsa Família? Entenda se você consegue pedir a 2ª via
Logo E-Investidor
Perdeu o cartão do Bolsa Família? Entenda se você consegue pedir a 2ª via
Imagem principal sobre o Auxílio-reclusão: entenda qual é a duração do benefício
Logo E-Investidor
Auxílio-reclusão: entenda qual é a duração do benefício
Imagem principal sobre o Salário-maternidade: saiba qual é a duração do benefício
Logo E-Investidor
Salário-maternidade: saiba qual é a duração do benefício
Imagem principal sobre o Vai se aposentar? Entenda se você pode sacar o FGTS
Logo E-Investidor
Vai se aposentar? Entenda se você pode sacar o FGTS
Imagem principal sobre o Dupla Sena: quando os sorteios regulares serão pausados em 2026?
Logo E-Investidor
Dupla Sena: quando os sorteios regulares serão pausados em 2026?
Imagem principal sobre o Gás do Povo: quem pode receber até 6 vales para a recarga de botijões?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: quem pode receber até 6 vales para a recarga de botijões?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: avisos na declaração impedem o envio?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: avisos na declaração impedem o envio?
Últimas: Colunas
Enquanto o país torcia pelo Oscar, o Brasil perdia relevância econômica
Vitor Miziara
Enquanto o país torcia pelo Oscar, o Brasil perdia relevância econômica

Indicadores como dívida pública, juros elevados e alta nas recuperações judiciais levantam alertas sobre a economia

17/03/2026 | 16h00 | Por Vitor Miziara
Fundo matrioska: o problema das taxas em camadas
Luciana Seabra
Fundo matrioska: o problema das taxas em camadas

Luciana Seabra analisa a questão dos fundos de investimento em ouro da XP e explora o tema das taxas em camadas

17/03/2026 | 14h02 | Por Luciana Seabra
Ouro a US$ 6.200 e Selic em risco? O dilema de Ormuz e o choque que pode travar a queda dos juros
Marco Saravalle
Ouro a US$ 6.200 e Selic em risco? O dilema de Ormuz e o choque que pode travar a queda dos juros

Escalada dos preços do petróleo impõe um obstáculo substancial ao ciclo de queda da Selic, previsto para começar nesta semana

16/03/2026 | 14h19 | Por Marco Saravalle
O Imposto de Renda que revela seu patrimônio
Samir Choaib
O Imposto de Renda que revela seu patrimônio

Enquanto em muitos países se declara apenas a renda, o contribuinte brasileiro precisa atualizar anualmente um verdadeiro inventário perante o Estado

14/03/2026 | 06h30 | Por Samir Choaib

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador