• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Como Haddad consegue driblar as derrotas no Congresso

No Senado, o veto à chamada “saidinha” caiu com 52 votos a favor, 11 contra e uma abstenção

Por Erich Decat

03/06/2024 | 15:40 Atualização: 03/06/2024 | 15:40

Receba esta Coluna no seu e-mail
Fernando Haddad, ministro da Fazenda. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil).
Fernando Haddad, ministro da Fazenda. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil).

A semana que passou foi marcada por derrotas em série do governo na sessão realizada no Congresso Nacional. Na ocasião, os parlamentares derrubaram o veto do presidente Lula à chamada “saidinha”, benefício que permitia a alguns presos em regime semiaberto deixarem as penitenciárias em certas ocasiões “especiais”.

Leia mais:
  • Poderes têm acordo sobre folha de pagamentos, mas e a compensação?
  • Jabuti impõe mudança do poder de voto na Eletrobras
  • Lira contra Padilha e a pauta bomba no Congresso
Cotações
23/05/2026 13h30 (delay 15min)
Câmbio
23/05/2026 13h30 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Se olharmos para o painel da votação, vamos ver que a derrota foi acachapante. Na Câmara, o veto foi derrubado com 314 votos a favor, 126 contra e duas abstenções. No Senado, o veto caiu com 52 votos a favor, 11 contra e uma abstenção.

Esse não foi o único revés que o governo teve na sessão do Congresso, realizada na última terça-feira (28). Os congressistas também mantiveram o veto do ex-presidente Jair Bolsonaro à criminalização das fake news.

Publicidade

As derrotas ganharam as manchetes dos principais jornais, que trouxeram as mais diversas declarações dos líderes da base envolvidos nas negociações tentando justificá-las.

Já estava precificado

Digo sem nenhum medo de errar: as derrotas eram algo totalmente esperado no mundo político. Já estava precificado, para usarmos um termo comum no mercado financeiro. Até pelos líderes da base que se pronunciaram em público. A política é uma verdadeira arte cênica que deve ser vista não apenas sob o prisma de um único episódio, de um ato.

Como é de conhecimento de todos que acompanham o dia a dia de Brasília, o atual governo não tem maioria nas duas Casas. Por isso, sempre que a questão da “Ordem do Dia” envolver uma pauta ideológica, como foi no caso dos dois temas acima, é praticamente certo que o Palácio do Planalto vai perder.

Destaco, porém, que essa não é uma prerrogativa do Lula 3. Lembro que no primeiro ano de mandato, o então presidente Jair Bolsonaro apresentou um pacote para o Congresso com 35 propostas, que compreendiam temas da área econômica e projetos de cunho ideológico. Avançou a parte dos projetos elaborados pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes, e que tratava da reforma da previdência, da autonomia do Banco Central, da privatização da Eletrobras (ELET3), entre outros.

Por outro lado, dormitam até hoje nos arquivos do Congresso os projetos como a ampliação do porte de armas, excludente de ilicitude para militares, aumento de abuso de penalidade para menores, e por aí vai.

Publicidade

Por mais que sejam alvo de críticas, muitas vezes merecidas, a turma dos partidos do Centrão tem feito esse papel de árbitro das investidas “ideológicas” do presidente da República de plantão.

Fatiamento das sessões

Pontuo, entretanto, que o que vimos na semana passada era um jogo jogado. Apesar de as derrotas terem sido apontadas como “falhas na articulação do governo”, passou desapercebido por alguns jornalistas e analistas o fato de que parte da estratégia dos líderes do governo foi a de “fatiar” em dois a pauta do Congresso.

Se voltarmos alguns dias no calendário, vamos ver que, no último dia 9 de maio, foi realizada uma sessão do Congresso. Na ocasião, o governo saiu vencedor da disputa que envolvia o veto das emendas de comissão (R$ 5,6 bilhões). Manteve o veto parcialmente como havia acordado. A votação ocorreu um dia depois de os congressistas aprovarem uma mudança no Marco Fiscal, que abriu caminho para o Executivo antecipar R$ 15,7 bilhões em crédito suplementar.

Perceba, o governo separou o que tinha impacto na agenda de Haddad das questões ideológicas e votou os temas em duas sessões do Congresso em datas distintas. Se a discussão das emendas de comissão tivesse ocorrido na mesma sessão do Congresso da semana passada, eram grandes as chances dos debates ideológicos sobre saidinha e fake news contaminarem a votação.

Adicionando mais uma peça neste quebra-cabeça, na mesma sessão que o governo sofreu “derrotas em série” no campo ideológico, ele assegurou o veto ao calendário da liberação das emendas dos parlamentares. A queda do veto seria uma dor de cabeça para Lula e Haddad porque o calendário das emendas teria um enorme potencial de engessar o Orçamento do Executivo neste ano.

Perder ganhando

A arte da política tem desses ingredientes em que perder ganhando ou ganhar perdendo muitas vezes assegura o objetivo traçado inicialmente de avançar com temas que estavam intrincados, como era o caso das emendas de comissão e a mudança do marco fiscal.

Publicidade

No paralelo, lembramos que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda conseguiu (mesmo sem defender publicamente) a aprovação na Câmara da taxação das compras até US$ 50. Os deputados aprovaram, na semana passada, uma alíquota de IPI de 20%. Esse era um tema tabu dentro do governo, dividia o Palácio do Planalto, a bancada do PT e setores da oposição. Parte das resistências tinha como base o fato de a proposta ser impopular.

Para evitar que os deputados fossem alvo de ataques, em especial nas redes sociais, o presidente da Câmara, Arthur Lira, realizou a votação de forma simbólica. Neste tipo de votação, o parlamentar apenas faz um gesto no plenário. Ou seja, o voto não fica registrado no painel, o que possibilitaria verificar quem foi contra ou a favor da proposta. Com essa estratégia, a proposta foi aprovada e deve ser votada no Senado ao longo desta semana.

“Para o ano de 2024, como a medida ainda não foi aprovada (no Senado), consideramos que a arrecadação será impactada a partir de julho, com a entrada no presente exercício de R$ 1,3 bilhões. Já para 2025, dadas as projeções de crescimento do PIB nominal, a arrecadação poderia chegar a R$ 2,7 bilhões”, diz o economista chefe da Warren Rena, Felipe Salto, em trecho do relatório distribuído aos clientes institucionais.

Juntando as peças desse quebra-cabeça, considero que fechamos o mês de maio com um governo sôfrego na articulação política (como desde o início), mas ainda assim encaixando peças importantes da agenda do ministro Haddad.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Eletrobras (ELET3)
  • Fernando Haddad
  • Jair Messias Bolsonaro (PL)
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Recuperação judicial da Estrela afeta 26 FIDCs; fundos concentram 70% da dívida

  • 2

    Os novos hábitos da alta renda para economizar no dia a dia sem abrir mão de viagens e hotéis de luxo

  • 3

    Ações de bancos tombam após rali e chegam perto das mínimas do ano; veja oportunidades

  • 4

    FIIs são melhores que REITs? Veja qual vale mais a pena para renda e crescimento

  • 5

    BOVA11 supera R$ 1 bi por dia e vira um dos ativos mais negociados da Bolsa em 2026

Publicidade

Quer ler as Colunas de Erich Decat em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Imagem principal sobre o Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Logo E-Investidor
Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Imagem principal sobre o Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Imagem principal sobre o FGTS: aposentados por invalidez podem sacar o dinheiro em todas as contas com saldo?
Logo E-Investidor
FGTS: aposentados por invalidez podem sacar o dinheiro em todas as contas com saldo?
Imagem principal sobre o 13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Logo E-Investidor
13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Últimas: Colunas
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás
Fabrício Tota
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás

O Brasil pode liderar a nova infraestrutura financeira, mas corre o risco de expulsar usuários e empresas se exagerar na regulação das stablecoins

22/05/2026 | 17h44 | Por Fabrício Tota
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos
Fabrizio Gueratto
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos

O erro não está em comprar imóvel, mas em transformar essa compra na primeira grande meta da vida adulta

21/05/2026 | 17h18 | Por Fabrizio Gueratto
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando
Thiago de Aragão
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando

Reaproximação entre Donald Trump e Xi Jinping reacende compras agrícolas dos EUA e expõe fragilidade do protagonismo recente do Brasil no mercado chinês

20/05/2026 | 16h02 | Por Thiago de Aragão
Day trade muda de perfil no Brasil e atrai investidores mais experientes
Einar Rivero
Day trade muda de perfil no Brasil e atrai investidores mais experientes

B3 quer atrair quem opera em plataformas irregulares para o ambiente legal, podendo dobrar o número de traders ativos no mercado

20/05/2026 | 14h02 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador