• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O que bets e jogos de azar causam no cérebro e por que são tão viciantes?

Popularização das apostas online têm causado uma série de problemas, como endividamento, vício e maior vulnerabilidade aos mais pobres

Por Evandro Mello

28/09/2024 | 6:00 Atualização: 28/09/2024 | 8:51

Receba esta Coluna no seu e-mail
Jogos de apostas (Foto: Envato Elements)
Jogos de apostas (Foto: Envato Elements)

A popularização das bets, jogos de azar e rifas online têm gerado preocupação. Como mostrou o Estadão, isso tem causado endividamento em famílias; se popularizado entre os mais pobres, como beneficiários do Bolsa Família; e atingido até mesmo adolescentes, que estão ficando viciados.

Leia mais:
  • Vício em bets é reflexo da falta de educação financeira no Brasil
  • 5 lições sobre dinheiro que Silvio Santos deixa de legado
  • Pare de emprestar seu cartão de crédito para familiares e amigos. Entenda por quê
Cotações
01/05/2026 22h53 (delay 15min)
Câmbio
01/05/2026 22h53 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Não faltam conteúdos sobre os riscos dessas apostas e as pessoas que jogam são conscientes, em boa parte, de que podem perder – afinal, para que os prêmios sejam distribuídos, uma minoria tem que ganhar e uma maioria deve perder. Mas, então, o que faz as pessoas viciarem em bets e outros jogos de azar?

Segundo Renata Taveiros de Saboia, neuroeconomista especializada em comportamento financeiro, a resposta é a sensação de prazer que a perseguição pelo resultado dos jogos causa no nosso cérebro.

Publicidade

“Esse ato de perseguir está diretamente ligado aos circuitos de atos de recompensa no cérebro, onde temos principalmente a dopamina, que traz essa antecipação pela recompensa”, afirma a especialista, que é conselheira científica da Multiplicando Sonhos, nosso projeto de educação financeira em escolas.

De acordo com ela, quando jogamos guiados por uma fé no ganho rápido, no enriquecimento por sorte, sem esforço, há uma descarga química no seu cérebro que nos faz antecipar o prazer pela recompensa.

“Aliás, este é um dos motivos pelos quais a gente cai em golpes financeiros”, afirma a especialista. Mesmo com sinais de que aquela oferta pode ser um golpe, a sensação de recompensa por lucro com a transação supostamente vantajosa causa um efeito de cegueira momentânea.

Voltando aos jogos, por que, então, continuamos jogando mesmo depois de perder não uma, mas várias vezes? A resposta não é tão simples: o prazer não está só em ganhar, mas sim em perseguir os resultados e os possíveis ganhos. É a possibilidade de ganhar e não o ganho em si.

Publicidade

É por isso que, quando perdem, os viciados tendem a acreditar que aquela perda foi somente mais um passo até a vitória. E também o motivo pelo qual, mesmo quem já ganhou, pode continuar jogando e buscando cada vez mais – algumas vezes, perdem todo o prêmio já conquistado.

O vício

O reforçamento do comportamento causado pelo prazer proporcionado pelo excesso de dopamina tende a levar à repetição, que pode resultar no vício. “Os mesmos mecanismos que aparecem nos vícios aparecem nos jogos”, enfatiza Renata.

O que caracteriza problemas ligados a vícios, como a adicção ao álcool, drogas e jogos de apostas, é o aumento da tolerância ao efeito do neurotransmissor ligado ao sistema de recompensa, segundo a neuroeconomista.

Esse aumento da tolerância a esse neurotransmissor faz com que a pessoa precise jogar mais vezes para se sentir satisfeita. Da mesma forma, viciados em álcool têm aumento da tolerância à bebida e precisam beber cada vez mais para se sentirem satisfeitos. “Esse aumento da tolerância, por menor que seja, já é um alerta para vício.”

“O que acontece no minuto seguinte é que a pessoa sente um efeito rebote, como se fosse uma ressaca, não pelo álcool, mas pela diminuição do efeito da dopamina. Isso causa irritabilidade e mal estar quando a pessoa tenta parar de fazer aquilo. E aí, ela vai querer perseguir novamente a sensação de bem-estar que sentiu ao jogar ou beber”, explica Renata.

Publicidade

Algumas pessoas têm mais risco de chegar ao vício que outras, conforme estudos científicos – muitos deles, ainda com resultados não consolidados. A ciência tem percebido que alguns conseguem controlar melhor a impulsividade que outros e isso pode estar ligado à variação nas conexões entre neurônios ligados ao sistema de recompensa.

Por isso, quem tem histórico de qualquer tipo de vício, tem maior predisposição a se tornar viciado em jogos e apostas também.

Por que os mais pobres, como os beneficiários do bolsa família, tendem a ser mais suscetíveis a esses jogos?

Quanto menor a autoestima da pessoa – e aqui, incluímos se a pessoa tem baixa autoestima financeira e do seu potencial em conseguir ascender socialmente – maiores são as chances dela cair no que a neuroeconomia chama de “efeito halo”, uma espécie de endeusamento de pessoas que elas admiram.

É por isso que pessoas mais pobres tendem a acreditar e confiar em influenciadores que mostram que enriqueceram por meio desses jogos de apostas. “Causa a ideia de que alguém tem uma autoridade que, na verdade, não tem”, diz Renata.

Outro dado importante sobre isso é que homens, chefes de família e pessoas em situação de vulnerabilidade, muitas vezes já endividadas, compõem boa parte dos apostadores desses jogos ilegais.

Publicidade

“Ter dinheiro para viver uma vida confortável é uma possibilidade tão distante para essas pessoas, que a única saída que elas vêm é tentar a sorte”, explica a especialista. “Elas não têm essa perspectiva de ficarem ricas ou terem uma vida confortável por meio do trabalho que elas conhecem. Isso as torna mais vulneráveis ainda.”

Ou seja: a lógica dessas pessoas é de que, se vivem uma vida miserável e não têm perspectiva de melhora por métodos tradicionais, não têm muito mais o que perder. Há mais vantagens em jogar até ganhar, mesmo que isso possa causar uma piora momentânea em sua situação, do que em não jogar e ficar fadado àquela situação por toda a vida.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Apostas
  • Bets
  • dinheiro
  • Dívida
  • Familias
  • Fraude
  • Golpe
  • jogo de azar
  • Jogos online
  • vício

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Dólar cai ao menor nível desde 2024, mas cenário é frágil; veja o que esperar para maio

  • 2

    Copom confirma Selic a 14,5%: onde investir com segurança agora

  • 3

    Ibovespa hoje tem 6ª queda seguida após Federal Reserve manter juros nos EUA; dólar sobe

  • 4

    Superquarta: mercado vê risco no recado dos bancos centrais; veja o pior cenário para o investidor

  • 5

    Ibovespa hoje sobe 1,39% com Vale (VALE3) em alta e dólar fecha no menor valor desde março de 2024

Publicidade

Quer ler as Colunas de Evandro Mello em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: quem deseja ser beneficiário deve ter este limite de renda
Logo E-Investidor
Gás do Povo: quem deseja ser beneficiário deve ter este limite de renda
Imagem principal sobre o BTS: ainda tem ingressos para os shows no Brasil? Entenda se há entrada disponível
Logo E-Investidor
BTS: ainda tem ingressos para os shows no Brasil? Entenda se há entrada disponível
Imagem principal sobre o Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Logo E-Investidor
Álbum da Copa do Mundo 2026: veja quanto custam os modelos na pré-venda
Imagem principal sobre o Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Logo E-Investidor
Restituição do IR 2026: por que idosos com 80 anos devem ficar atentos à ordem de prioridade?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: os alunos conseguem solicitar o cartão do programa pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Logo E-Investidor
IR 2026: este grupo de pessoas tem grandes chances de receber a restituição no 1º lote
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: é possível consultar se o dinheiro está rendendo pelo Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: é possível retornar ao programa depois de cancelar o benefício?
Últimas: Colunas
O ano já está (quase) na metade. E agora?
Carol Paiffer
O ano já está (quase) na metade. E agora?

Com o ano avançando rapidamente, empresas ainda operam como se estivessem no início — e podem pagar caro por isso

01/05/2026 | 07h30 | Por Carol Paiffer
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos
Fabrizio Gueratto
Por que só os FIDCs de primeira linha sobreviverão nos próximos 10 anos

O avanço dos FIDCs para R$ 800 bilhões marca o fim do amadorismo e exige tecnologia para enfrentar a alta inadimplência

30/04/2026 | 14h34 | Por Fabrizio Gueratto
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor
Einar Rivero
ETFs no Brasil: crescimento consistente e uma alternativa eficiente para o investidor

Patrimônio mais que dobra em dois anos, base de investidores avança e diversificação consolida ativo como peça cada vez mais relevante na carteira do brasileiro

29/04/2026 | 14h22 | Por Einar Rivero
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?
Vitor Miziara
Ibovespa sobe no ano com dinheiro de fora — mas o barato já ficou para trás?

Fluxo estrangeiro explica a alta do ano, não os fundamentos. Com o valuation já acima da média, o investidor precisa recalcular o jogo

28/04/2026 | 17h45 | Por Vitor Miziara

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador