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Colunista

Como a CPI das Pirâmides protege os investidores do setor cripto

A CPI tem emergido na defesa dos consumidores, visando a transparência e a ética no universo das criptomoedas

Por Fabrício Tota

15/09/2023 | 13:02 Atualização: 15/09/2023 | 13:02

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(Foto: Envato Elements)
(Foto: Envato Elements)

O nome “CPI” pode inicialmente soar alarmante, mas um mergulho em sua essência revela uma iniciativa vital para o futuro do mercado cripto. No Brasil, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras tem emergido como um baluarte na defesa dos consumidores, visando fortalecer a transparência e a ética no universo das criptomoedas.

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Instituída com uma missão definida, a CPI busca descortinar a teia de enganos tecida por certas entidades que seduziam suas vítimas com promessas ilusórias de rendimentos astronômicos, alegadamente advindos de operações com criptomoedas, enquanto, na realidade, manipulavam informações para ludibriar os desavisados.

Essencialmente, o foco da CPI está voltado para desvendar e confrontar os esquemas de pirâmide, e não descredenciar as criptomoedas per se. A revolução tecnológica e financeira proposta pelo universo cripto não deve ser eclipsada por condutas escusas de indivíduos inescrupulosos. Contudo, o histórico de lucros expressivos no mercado cripto, aliado ao véu de mistério tecido pela inovação, acabou por criar um ambiente fértil para predadores financeiros.

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Outro ponto relevante a se destacar são os tipos de convites emitidos pela CPI e que têm gerado algumas confusões de entendimento:

  • Investigados: são indivíduos sob suspeita de envolvimento direto nas atividades irregulares e que podem estar sujeitos a medidas punitivas;
  • Testemunhas: pessoas que podem fornecer informações relevantes para a investigação, mas não estão necessariamente envolvidas de forma direta nas atividades irregulares;
  • Convidados: são solicitados para sanar dúvidas ou oferecer sua expertise, sem qualquer implicação de envolvimento nos atos investigados.

Um contingente significativo foi convocado na qualidade de convidados para a CPI. Isso não surpreende, dado que a Câmara dos Deputados desempenhou um papel decisivo na elaboração da Lei 14.478/22, que normatiza os prestadores de serviços em criptoativos. Após um processo legislativo extenso, essa lei, de vital importância para o setor, se destaca e não deve ser confundida ou associada injustamente com as ações dos denominados “piramideiros”.

Identificando uma Pirâmide Financeira

Infelizmente, as pirâmides financeiras podem se esconder atrás de tecnologias inovadoras, como as criptomoedas. Por aqui, existem desafios que tornam os brasileiros ainda mais vulneráveis a esse tipo de prática, como a desigualdade de renda e a falta de educação financeira que, frequentemente, acabam levando as pessoas a buscarem soluções rápidas, tornando-as alvos fáceis para esquemas fraudulentos.

Então, faz-se necessário esclarecer: uma pirâmide financeira é um esquema ilícito em que investidores são seduzidos com promessas de altos retornos. Contudo, o capital investido pelos novos participantes é frequentemente usado para remunerar os primeiros investidores. Embora essa estrutura possa até ser lucrativa temporariamente, ela é inerentemente instável e inevitavelmente desaba.

Porém, existem alguns sinais que podem ajudar a identificar uma pirâmide financeira.

  • Promessa de lucros elevados: pirâmides financeiras costumam prometer lucros elevados, muitas vezes sem base sólida;
  • Impossibilidade de resgatar o investimento: se os investidores enfrentam dificuldades para retirar seu capital, devido a carências, multas ou regras complicadas, isso é suspeito;
  • Incentivo para recrutar novos investidores: pirâmides financeiras dependem da entrada de novos investidores, incentivando os atuais a trazerem novos clientes;
  • Publicidade com estilo de vida ostentatório: esquemas fraudulentos costumam usar publicidade agressiva com imagens de carros de luxo, viagens e estilo de vida ostentatório;
  • Falta de histórico confiável: geralmente, pirâmides financeiras são criadas por indivíduos sem experiência em negócios;
  • Operação obscura: empresas legítimas explicam como obtêm lucros, enquanto as pirâmides frequentemente se escondem atrás de termos como “algoritmo secreto” ou “robô de alta tecnologia”. “Inteligência artificial” tem sido a bola da vez nesses esquemas, por exemplo;
  • Associação com personalidades de renome: algumas pirâmides tentam melhorar sua imagem convidando figuras conhecidas para se associarem à marca.

É crucial destacar que nem todas as pirâmides exibirão todos esses indicativos. Da mesma forma, a presença isolada de um desses sinais não rotula automaticamente uma iniciativa como “pirâmide”. No entanto, se você identificar três ou mais destes pontos, é fundamental abordar com extrema cautela.

Reflexões sobre o futuro deste mercado no Brasil

Certamente, a propagação desses esquemas impacta a economia brasileira e mina a confiança dos investidores em potencial. A CPI está decidida em avaliar a magnitude destes danos e apontar os responsáveis por tais esquemas. E vale ressaltar: se algum player cripto agiu negligentemente, dando abrigo a malfeitores, mantendo contas ativas sem procedimentos adequados de KYC ou prevenção à lavagem de dinheiro, que também seja posto sob escrutínio. Até o momento, aproximadamente 50 depoimentos foram coletados, com muitos outros ainda por acontecer.

Com o avanço das investigações, almejamos que o mercado brasileiro de ativos digitais fortaleça sua transparência e resiliência. O Brasil tem um vasto potencial para liderar a economia tokenizada, mas é fundamental uma ação conjunta para combater as práticas fraudulentas e destacar as legítimas oportunidades trazidas pela tecnologia. A abrangente atuação da CPI, que inclui mais de 200 nomes em requerimentos, é essencial nessa caminhada, garantindo espaço para as vozes legítimas do setor. E com a regulação aguardada do Banco Central para o próximo ano, caminhamos para consolidar um mercado de criptoativos mais seguro e de maior confiança.

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