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Investimentos para se proteger da inflação em 2022

Fundos imobiliários e Tesouro IPCA estão entre as opções de investimentos que podem proteger o investidor

Por Fabrizio Gueratto

18/01/2022 | 11:44 Atualização: 18/01/2022 | 12:02

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Se o investidor pegar os fundos em uma janela de 1 ano, os FIIs acabam sendo uma opção para se blindar contra a inflação.
(Foto: Envato Elements)
Se o investidor pegar os fundos em uma janela de 1 ano, os FIIs acabam sendo uma opção para se blindar contra a inflação. (Foto: Envato Elements)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede o aumento da inflação no País, terminou o ano de 2021 em 10,06%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando o dado ficou em 10,67%. Mesmo o brasileiro sendo um povo que já está praticamente “vacinado” contra o aumento dos preços, ainda mais tendo enfrentando diversas crises inflacionárias no final do século passado, esta é uma situação que preocupa o mercado financeiro e grande parte dos investidores. 

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Claro que o momento é outro, e os motivos desse aumento também, mas a galera está começando a se perguntar como se proteger com uma inflação de dois dígitos. O esperado é que esse ano teremos novamente um IPCA  relativamente alto. Talvez não mais do que 10%, mas provavelmente muito acima do teto da meta. Tranquilamente, podemos chegar a uns 6% em 2022. Portanto, é muito importante ficar atento aos investimentos que superem esse valor. A aplicação mais popular e tradicional é o Tesouro IPCA+, que está diretamente atrelado ao índice, mas existem outras opções bastante eficientes.

Comprar bitcoin para se proteger da inflação?

O bitcoin (BTC) foi um dos poucos investimentos que superaram a inflação no ano passado. Porém, acredito que essa aplicação serve mais como reserva de valor potencial e forma de diversificar a carteira do que proteção contra a inflação. Afinal, não existe nenhuma correlação concreta que seu valor aumente de acordo com o aumento dos preços. Por exemplo, se o Brasil tiver um índice IPCA muito elevado, usar essa moeda digital para se proteger não garante nada. 

Por outro lado, já foi comprovado que o bitcoin é um ativo deflacionário. Isso acontece porque só existem 20 milhões de unidades em todo o mundo digital. Portanto, essa é a única moeda no mundo que não dá para fabricar mais e tem uma oferta limitada. Assim como o ouro, pode servir como uma boa reserva de valor. 

Fundos Imobiliários baratos e com grande diversificação

Se levar em conta os reajustes de aluguéis baseados no Índice Geral de Preços – Mercado (IGPM), os fundos imobiliários ficaram mais inflacionados que o próprio IPCA. Afinal, a taxa acumulou uma alta de 17,78% em 2021. Se o investidor pegar os fundos em uma janela de 1 ano, os FIIs acabam sendo uma opção para se blindar contra a inflação. Por outro lado, quando o preço do fundo cai, o yield dos dividendos sobe. Sendo assim, estou conseguindo comprar bastante fundos abaixo do valor patrimonial e com dividendos altos. Não só porque pagam muito bem, mas porque os preços estão atrativos.

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Além disso, olhando também para os fundos de papéis, o investidor pode ver as composições e entender o quanto tal aplicação está indexada ao IPCA, IGPM e até mesmo CDI. Dentro desses fundos existe bastante diversificação, então alguns conseguem fazer uma entrega relativamente boa. Tem gente que não gosta de fundo de papel, mas mesmo nesse cenário, eles podem performar bem, ainda mais se tiverem um portfólio atrelado aos índices de inflação. 

Política de juros nos Estados Unidos

O presidente do Fed (Banco Central dos EUA), Jerome Powell, fez um discurso recentemente falando que pretende seguir a política monetária com calma, sem mexer muito nos juros do país ou tomar medidas drásticas. Além disso, a autoridade afirmou também que eles não venderão os títulos do balanço a princípio e vão deixar vencer. 

Graças a esse posicionamento, o mercado internacional reagiu bem. Isso porque o grande medo era uma alta forte dos juros americanos ou mudança na política do Fed. Apesar da inflação americana ter tido a maior alta dos últimos anos, a mesma veio em linha com o esperado. Além disso, diferente de países emergentes como o Brasil, onde o governo opta por subir bastante a taxa Selic, a economia dos Estados Unidos depende do consumo e do livre mercado. Portanto, tal mudança afetaria o mundo todo.

Com o aumento da inflação e taxa Selic, a B3 morreu? 

O pessoal fica especulando muito sobre esse momento da Bolsa de Valores, falando que estamos caindo, que existe um grande risco dos investidores estrangeiros tirarem os incentivos, a taxa de juros aumentar e dar ruim no curto prazo. No entanto, a gente teve uma entrada muito grande de “gringos” no ano passado.

Não adianta ficar falando “a B3 morreu” ou “é melhor investir lá fora”. O importante é diversificar a carteira e não ir na euforia do mercado internacional. Muitos investidores estão olhando para outros mercados enquanto o nosso está relativamente barato e com ótimas oportunidades. Lógico, a Bolsa brasileira oferece um risco maior, mas não adianta massacrar o mercado nacional. Tem que olhar o cenário e pensar no longo prazo. Afinal, do mesmo jeito que é importante estar lá fora, é importante estar aqui, em criptomoedas, fundos imobiliários, Tesouro Direto ou qualquer outro investimentos.

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Leia mais sobre investimentos para se proteger da inflação em: https://1bilhao.com.br/acoes/100-bilhoes-de-motivos-para-ficar-otimista-com-a-bolsa

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