• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O que mais incomoda no pacote de cortes de gastos do governo?

Enquanto o governo se esforça para ajustar a política fiscal, as reformas mais profundas ficam de fora

Por Fabrizio Gueratto

29/11/2024 | 18:40 Atualização: 29/11/2024 | 18:40

Receba esta Coluna no seu e-mail
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O pacote de medidas de corte de gastos anunciado pelo governo Lula esta semana entrou na mira dos analistas econômicos, especialmente em relação ao trabalho de Fernando Haddad à frente da Fazenda. O objetivo era, claro, controlar o déficit fiscal e tentar equilibrar as contas públicas, especialmente com a inflação em alta, conforme mostram as previsões do Boletim Focus. Porém, após o anúncio, o dólar bateu sua máxima histórica acima dos R$ 6, valor mais alto desde a criação do Plano Real.

Leia mais:
  • Selic a 11,25%: Quanto rendem R$ 10 mil investidos?
  • OPINIÃO: Corte de gastos: solução ou o preço de um desastre?
  • Como ganhar dinheiro com o dólar acima de R$ 6?
Cotações
10/03/2026 4h40 (delay 15min)
Câmbio
10/03/2026 4h40 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

À primeira vista, parece que o governo estava adotando as medidas necessárias para melhorar a economia, com uma estimativa de até 2026, para economizar R$ 70 bi e, em 5 anos, de R$ 327 bilhões, com mudanças no reajuste do salário mínimo, no abono salarial, aposentadorias dos militares, entre outros. Mas, ao olhar mais de perto, ficou evidente que alguns setores estão sendo pouco ou nada impactados pelos cortes, enquanto outros, como o reajuste do salário mínimo e áreas essenciais como saúde e educação, estão na mira. Para mim o mais impressionante foi que, deste pacote todo, em 5 anos os R$ 156,9 bilhões arrecadados serão apenas as custas dos mais pobres, ou seja, quase a metade do valor total do previsto no arcabouço.

  • Leia mais: Disparada do dólar expõe mau humor do mercado com o Governo. Moeda vai subir ainda mais?

O que mais me incomoda nessa história toda é que, enquanto o governo se esforça para ajustar a política fiscal, as reformas mais profundas ficam de fora. A falta de mudanças estruturais em setores estratégicos, como os gastos com os militares e as despesas políticas, coloca em xeque a real disposição do governo em promover uma transformação mais justa e eficaz nas finanças públicas.

Uma das principais mudanças sinalizadas no arcabouço é o reajuste do salário mínimo. Hoje, o piso salarial é atualizado com base na inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, o que garante um aumento real para os trabalhadores. Este ano, por exemplo, o reajuste foi de 6,97%, com 3,85% de reposição da inflação e o restante de crescimento real. Com a nova regra anunciada pelo ministro Fernando Haddad, o aumento real do salário mínimo vai ficar sujeito ao limite imposto pelas regras do arcabouço fiscal, já que muitas das despesas da União estão indexadas ao salário mínimo.

Publicidade

A proposta é manter a regra de crescimento real pelo PIB, mas a variação real estará nos limites do arcabouço fiscal, que é de 0,6% a 2,5%. Isso significa que o governo busca que o crescimento das despesas seja controlado, alinhando-se à inflação e ao crescimento econômico do país, economizando só com essa medida 109,8 bilhões em cinco anos. Isso pode ser uma medida necessária para controlar os gastos, mas me preocupa bastante, pois coloca em risco o poder de compra dos trabalhadores mais pobres, que dependem diretamente do salário mínimo para sobreviver.

Abono salarial, Bolsa Família e BPC

Outro anúncio de corte para a população está relacionado ao Abono Salarial, o proposto foi uma redução do limite de renda para ser elegível ao benefício. Pela regra atual, tem direito ao abono salarial o trabalhador que recebe até 2 salários mínimos, ou seja, 2.824 reais, já com a nova regra, o limite será fixado em R$ 2.640 e  será corrigido pelo INPC até chegar ao limite máximo de 1,5 salário mínimo; economizando aí para o governo por volta de R$ 18,1 bilhões em 5 anos. Além disso, outros cortes e um pente fino estão previstos no BPC e no Bolsa Família, somando R$ 29 bilhões até 2030.

  • As 10 ações que superam o risco fiscal e valorizam até 180% em 1 ano, enquanto o Ibovespa estaciona

O maior problema do pacote de corte de gastos do governo, porém, está na exclusão de certos setores dos cortes e em cortes mínimos em setores que são de fato um gasto para o país. A começar pelas Forças Armadas e as áreas políticas, que parecem estar livres de ajustes significativos. Enquanto o governo tenta cortar gastos em áreas como saúde, educação e assistência social, os militares continuam com privilégios que oneram as contas públicas, sem que se faça um debate mais profundo sobre isso. Esse privilégio se torna ainda mais evidente quando olhamos para o acordo recente entre o governo e as Forças Armadas sobre a mudança nas regras da Previdência militar, alterações essas que ainda são pequenas, especialmente quando se considera o custo elevado com salários, pensões e benefícios para esse setor.

Entre as poucas mudanças acertadas, está a perda do direito à pensão para familiares de militares expulsos das Forças Armadas (algo que, sinceramente, já deveria ter acontecido, pois muitas dessas expulsões são devido a crimes cometidos por eles), além do aumento da idade mínima para a transferência para a reserva remunerada, dos 50 para os 55 anos economizando assim segundo estimativa, 6 bilhões de reais em 5 anos. Embora essas mudanças representam um avanço em termos de disciplina fiscal dentro desse setor, o fato é que o governo ainda se abstém de um debate mais profundo sobre as regalias militares. O gasto com militares no Brasil é, historicamente, uma das maiores fontes de despesas públicas, e uma reforma mais robusta no setor poderia contribuir significativamente para a redução do déficit fiscal.

Além disso, há a questão das áreas políticas, com seus altos custos em cargos comissionados, salários e benefícios. A estrutura do governo, com tantos ministérios, estatais e cargos de confiança, representa uma fatia considerável do orçamento público. No entanto, o governo parece hesitar em tocar nesse sistema de privilégios, que envolve custos elevados para o contribuinte. Até o momento só foi mencionado o teto do salário que passará a ser “fiscalizado”, e até então não houve apresentação sobre o impacto na redução de gastos. O que mais uma vez reforça a sensação de que a austeridade fiscal está sendo aplicada de forma desigual.

A minha principal crítica a esse modelo de cortes do pacote fiscal é a sua seletividade. O governo parece proteger setores com maior poder político e econômico, como os militares e a política, enquanto áreas essenciais para a população, como saúde e educação, enfrentam ajustes severos. Isso cria um descompasso entre o discurso de austeridade e a realidade das contas públicas, evidenciando que os cortes não estão sendo distribuídos de maneira justa. O Brasil enfrenta uma crise fiscal estrutural, e a solução precisa passar por reformas profundas em diversos setores. Contudo, a falta de um ajuste mais amplo e a aplicação seletiva de cortes arriscam minar a credibilidade do governo e aprofundar as desigualdades sociais.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Economia
  • Fernando Haddad
  • gastos
  • governo federal
  • Luiz Inácio Lula da Silva
  • orçamento

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Como declarar investimentos do exterior no Imposto de Renda 2026

  • 2

    Holding Familiar: blindagem patrimonial ou ilusão fiscal? O que está por trás da estratégia que virou febre entre famílias de alta renda

  • 3

    Imposto de Renda 2026: 6 dicas para já se preparar para a declaração

  • 4

    Ray Dalio: ordem global desmoronou e mundo entra agora na ‘lei da selva’; entenda a comparação com o período pré-Segunda Guerra

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em alta, com disparada da Petrobras e falas de Trump sobre fim do conflito no Oriente Médio

Publicidade

Quer ler as Colunas de Fabrizio Gueratto em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS 2026: qual é a data limite para o resgate do valor em março?
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS 2026: qual é a data limite para o resgate do valor em março?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS 2026: quem ainda pode realizar o saque em março de 2026?
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS 2026: quem ainda pode realizar o saque em março de 2026?
Imagem principal sobre o Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento do Ceará
Logo E-Investidor
Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento do Ceará
Imagem principal sobre o Bolsa Família: a antecipação depende do final do NIS?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: a antecipação depende do final do NIS?
Imagem principal sobre o Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento da Bahia
Logo E-Investidor
Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento da Bahia
Imagem principal sobre o Gás do Povo: quem pode receber até quatro vales por ano?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: quem pode receber até quatro vales por ano?
Imagem principal sobre o Saque calamidade do FGTS: como funciona a habilitação do município?
Logo E-Investidor
Saque calamidade do FGTS: como funciona a habilitação do município?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como é feita a declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como é feita a declaração?
Últimas: Colunas
É verdade que ficou “impossível” morar em Portugal?
Valéria Bretas
É verdade que ficou “impossível” morar em Portugal?

A inflação perdeu força nos últimos anos, mas o mercado imobiliário segue pressionando o custo de vida no país

08/03/2026 | 06h30 | Por Valéria Bretas
Mulheres aprendem a cuidar de todos. Não do próprio dinheiro
Ana Paula Hornos
Mulheres aprendem a cuidar de todos. Não do próprio dinheiro

Quando o cuidado com os outros não vem acompanhado de autonomia financeira, a generosidade pode se tornar vulnerabilidade

07/03/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
O maior erro de quem decide empreender no Brasil é abrir um CNPJ sem mudar a mentalidade
Carol Paiffer
O maior erro de quem decide empreender no Brasil é abrir um CNPJ sem mudar a mentalidade

O empreendedor precisa lidar com risco, incerteza e adaptação constante, senão vai continuar pensando como funcionário

06/03/2026 | 14h04 | Por Carol Paiffer
Mercados em alerta: o que a guerra entre Irã, EUA e Israel pode significar para seus investimentos?
William Eid
Mercados em alerta: o que a guerra entre Irã, EUA e Israel pode significar para seus investimentos?

O mundo passa por mais uma crise. E novamente o epicentro é o Oriente Médio. O que fazer com seu portfólio?

05/03/2026 | 15h55 | Por William Eid

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador