• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Salário mínimo sobe, produtividade não. A conta, como sempre, chega depois

Reajuste de 6,79% eleva o piso para R$ 1.621, mas expõe o descompasso entre aumento por decreto, produtividade estagnada e custo crescente para empresas e Estado

Por Fabrizio Gueratto

29/01/2026 | 16:00 Atualização: 29/01/2026 | 14:36

Receba esta Coluna no seu e-mail
O salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 com ganho real, mas a produtividade segue estagnada. Entenda os impactos sobre emprego, informalidade, preços e contas públicas. (Imagem: Adobe Stock)
O salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 com ganho real, mas a produtividade segue estagnada. Entenda os impactos sobre emprego, informalidade, preços e contas públicas. (Imagem: Adobe Stock)

O reajuste de 6,79% do salário mínimo em 2026 foi apresentado como uma vitória social. O piso passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, aumento nominal de R$ 103. O discurso oficial celebra ganho real, proteção ao trabalhador e estímulo ao consumo. A economia, porém, segue o velho hábito brasileiro, aplaude-se o resultado e ignora-se o processo. O salário sobe por decreto. A produtividade, não.

Leia mais:
  • Guardem dinheiro: em breve, o brasileiro vai precisar se aposentar com 75 anos
  • É melhor gastar tempo brigando por política nas redes ou aprender sobre finanças?
  • O investidor entra em 2026 diante de um cenário com menos mistério do que parece
Cotações
29/01/2026 16h00 (delay 15min)
Câmbio
29/01/2026 16h00 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O aumento não veio de um surto de eficiência nacional. Ele segue a regra em vigor, correção pela inflação do INPC somada a um bônus vinculado ao crescimento do PIB. Ou seja, o país cresce um pouco, o mínimo sobe um pouco. O detalhe incômodo é que o crescimento do PIB não tem se traduzido em salto de produtividade. O Brasil continua produzindo praticamente o mesmo por trabalhador, ano após ano. Dados de institutos que acompanham produtividade mostram variações mínimas e até retrações recentes. Nada que explique, do ponto de vista econômico, um país mais rico por hora trabalhada.

O PIB, é verdade, segue positivo. O IBGE registrou crescimento sustentado pelo setor de serviços e pelo consumo das famílias ao longo de 2025. O país não está parado. Mas crescer não significa produzir melhor. Crescer puxado por consumo, crédito caro e serviços de baixa intensidade tecnológica não transforma produtividade estrutural. Em outras palavras, a economia anda, mas não acelera.

Publicidade

O resultado é um velho conhecido. O custo do trabalho formal sobe sem que a produção por trabalhador acompanhe. Pequenas e médias empresas, responsáveis pela maior parte dos empregos formais, absorvem a diferença como podem. Algumas repassam preços. Outras adiam investimentos. Outras contratam menos. Não por maldade empresarial, mas por aritmética simples.

O discurso de que o aumento “coloca dinheiro na economia” também não é falso. Apenas incompleto. Coloca dinheiro no curto prazo, mas aumenta o custo no médio. É como comemorar a compra parcelada sem olhar a fatura do mês seguinte. A conta sempre chega, apenas não no mesmo discurso.

Fora dos palanques, o mercado de trabalho segue convivendo com um contingente estrutural de quase 40 milhões de trabalhadores informais. Tornar o emprego formal mais caro em um país de produtividade estagnada não elimina informalidade, apenas a torna mais atraente. A formalização exige produtividade. Sem ela, o custo pesa.

E há ainda o efeito silencioso sobre o Estado. O salário mínimo indexa aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. Cada R$ 1 de aumento eleva a despesa previdenciária em R$ 420 milhões. Com o aumento de R$ 103, o impacto adicional estimado é de R$ 43 bilhões ao ano. Parece pouco no anúncio, mas atravessa a Previdência, o assistencialismo e toda a máquina pública, multiplicando o efeito.

Publicidade

Nada disso significa que o salário mínimo não deva subir. O problema é tratá-lo como solução social isolada em um país que evita discutir eficiência, tecnologia, qualificação e ambiente de negócios. Países que sustentam aumentos reais de renda primeiro elevam produtividade. Aqui, eleva-se o número e espera-se que o resto acompanhe.

Até acompanha, às vezes. Preços sobem. Margens comprimem. O investimento recua. A informalidade persiste. A economia se ajusta. Não por vontade política, mas por necessidade matemática.

No fim, o ciclo é conhecido. Comemora-se o reajuste. Meses depois, procura-se entender por que o emprego desacelerou, o crédito encareceu e o custo de vida apertou. O problema não é o salário subir. É subir sozinho, enquanto a produtividade segue estacionada, observando, como sempre, da arquibancada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Crédito
  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
  • mercado de trabalho
  • Produto Interno Bruto (PIB)
  • Salário mínimo

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    XP, BTG e Nubank são alvo de ação judicial no caso Master; promotoria vai analisar

  • 2

    Selic a 15%: como investir em juros altos sem travar a carteira no curto prazo

  • 3

    Ibovespa hoje renova recorde em dia de decisão de juros no Brasil e nos EUA

  • 4

    Ibovespa bate recordes em 2026 com entrada de capital gringo; movimento deve continuar?

  • 5

    Vale com desconto de 36%: o que o preço de holding de Bradespar esconde sobre dividendos e risco

Publicidade

Quer ler as Colunas de Fabrizio Gueratto em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Aposentadoria: como fica a regra dos pontos para professoras em 2026?
Logo E-Investidor
Aposentadoria: como fica a regra dos pontos para professoras em 2026?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (29)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (29)?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia Licenciaturas 2026: o que é preciso para manter a bolsa?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia Licenciaturas 2026: o que é preciso para manter a bolsa?
Imagem principal sobre o 5 requisitos que você precisa cumprir se quiser antecipar o saque-aniversário do FGTS
Logo E-Investidor
5 requisitos que você precisa cumprir se quiser antecipar o saque-aniversário do FGTS
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia Licenciaturas 2026: veja o calendário completo
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia Licenciaturas 2026: veja o calendário completo
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: é preciso se inscrever no programa para receber o benefício?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: é preciso se inscrever no programa para receber o benefício?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: veja quem pode receber o benefício
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: veja quem pode receber o benefício
Imagem principal sobre o Saiba como encontrar uma agência do INSS perto de você
Logo E-Investidor
Saiba como encontrar uma agência do INSS perto de você
Últimas: Colunas
Stablecoins: quais são os benefícios delas em um mundo extremamente instável?
William Castro
Stablecoins: quais são os benefícios delas em um mundo extremamente instável?

Moedas digitais atreladas ao dólar ganham escala, regulação e podem mudar a forma como brasileiros pagam, investem e protegem patrimônio

29/01/2026 | 14h32 | Por William Castro
Por que Trump não teme um dólar fraco e o que isso revela sobre o risco cambial em 2026
Thiago de Aragão
Por que Trump não teme um dólar fraco e o que isso revela sobre o risco cambial em 2026

Indiferença da Casa Branca ao enfraquecimento do dólar expõe uma mudança estrutural: a moeda deixa de ser pilar simbólico da hegemonia americana

28/01/2026 | 15h23 | Por Thiago de Aragão
Allos: colocamos à prova o ‘FII da bolsa’
Katherine Rivas
Allos: colocamos à prova o ‘FII da bolsa’

Em um ano de proventos magros na B3, a companhia mantém a promessa de pagar R$ 0,30 por mês e até 12% ao ano. Vai vingar?

27/01/2026 | 14h40 | Por Katherine Rivas
Entre o mercado e os púlpitos: os desafios iniciais de Flávio Bolsonaro
Erich Decat
Entre o mercado e os púlpitos: os desafios iniciais de Flávio Bolsonaro

Pré-campanha, religião e mercado financeiro se cruzam na avaliação da força política e da capacidade de articulação do senador rumo a 2026

26/01/2026 | 14h09 | Por Erich Decat

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador