• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

OPINIÃO. Por que o Copom não conseguirá controlar expectativas de inflação

Quando o BC é incapaz de gerar previsibilidade, os reajustes saem do controle e entram em espirais inflacionárias

Por Marilia Fontes

25/03/2025 | 15:46 Atualização: 25/03/2025 | 16:00

Receba esta Coluna no seu e-mail
Comitê de Política Monetária (Copom), que decide a Selic. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Comitê de Política Monetária (Copom), que decide a Selic. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em maio de 2016, logo depois de a inflação bater 10,67% no fechamento do ano anterior, Ilan Goldfajn era anunciado como presidente do Banco Central.

Leia mais:
  • Podemos reduzir ainda mais as taxas de juros em 2024?
  • A reunião do Copom deixou claro o que antes era impossível
  • O que inflação em queda e juros altos têm a ver com IA e globalização
Cotações
09/02/2026 14h40 (delay 15min)
Câmbio
09/02/2026 14h40 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O relatório Focus apontava para uma expectativa de inflação para 2016 de 7,62%, e de 6% para 2017, enquanto a meta de inflação era de 4,5%. Ao mesmo tempo o mercado precificava uma queda forte da atividade, com possibilidade de recessão no ano seguinte.

Muitos defenderam que o Banco Central deveria iniciar um ciclo de queda nos juros imediatamente, para aliviar a pressão negativa na atividade. Mas não foi a estratégia que eles escolheram. Com expectativas de inflação completamente desancoradas e muito acima do centro da meta, o comitê se manteve austero com juros estáveis até outubro, quando iniciou o primeiro corte de apenas 25 pontos base.

Publicidade

Acelerando o cenário para julho do ano seguinte, a inflação esperada para 2017 era de apenas 3,38% e para 2018 de 4,24%, ambas abaixo do centro da meta de 4,5%.

Em entrevista naquele mesmo mês, Illan disse que BC ‘quebrou a espinha dorsal’ da inflação, expressão que ficou famosa por descrever com perfeição a rigidez do processo inflacionário.

Por conta da credibilidade alcançada e das reformas estruturantes promovidas pelo novo governo, como o Teto de Gastos, o Banco Central conseguiu realizar um longo ciclo de queda dos juros com a taxa Selic chegando em 6,5%. Nunca tínhamos alcançado um juro tão baixo.

A expectativa de inflação é uma das variáveis que mais influenciam a inflação de fato. Os agentes econômicos reajustam seus preços para garantir uma margem de lucro de seus negócios e sua continuidade.

Publicidade

Quando a entidade monetária é incapaz de gerar previsibilidade, os reajustes saem do controle, e entram em espirais inflacionárias, que deságuam para toda a cadeia produtiva e o mercado de trabalho através da indexação.

Galípolo perdeu uma excelente oportunidade de se mostrar preocupado com os rumos das expectativas

A atual gestão do Banco Central, liderada por Gabriel Galípolo, não parece estar preocupada com os efeitos nocivos da desancoragem das expectativas. Mesmo diante de um Focus de 5,65% para 2025 e 4,5% para 2026, números bem acima da meta de 3%, o comitê anunciou que irá reduzir o passo dos ajustes da Selic para sentir os efeitos defasados dos ajustes anteriores.

Embora essa estratégia seja suficiente para evitar novas ondas de aumento do prêmio de risco nos juros longos e no câmbio, definitivamente não convenceu os agentes da capacidade do colegiado de trazer a inflação de volta para o centro da meta.

Ao iniciar sua gestão de 4 anos, Galípolo perdeu uma excelente oportunidade de se mostrar preocupado com os rumos das expectativas e quebrar de vez a “espinha dorsal da inflação”. Caso tivesse feito, poderíamos ter a esperança de uma expectativa no centro da meta e posteriormente um juro voltando para patamares bastante baixos.

Mas reduzir o passo da alta e começar a tatear o fim do ciclo enquanto as expectativas estão desancoradas não ajuda a reduzir os prêmios de risco, demandando um juro de longo prazo mais alto por mais tempo.

Publicidade

É importante pontuar também que o juro que mais influencia nosso crescimento potencial e nível de investimento não é o de curto prazo. As empresas tomam a decisão de investir ou não baseadas nos juros que são utilizados em empréstimos de longuíssimo prazo.

Uma Selic mais alta no curto prazo que represente um ganho de credibilidade pode fazer com que os juros de longo prazo caiam, fortalecendo os investimentos.

Uma taxa mais baixa no curto prazo pode até ajudar um pouco na atividade, e talvez até na eleição, mas é um desserviço à estabilidade das expectativas e dos investimentos.

Em 2016 a equipe do Banco Central teve que demonstrar pulso firme em um momento de atividade baixa, desemprego alto e medo de recessão. Atualmente estamos com crescimento acima de 2% e taxa de desemprego nas mínimas históricas.

Publicidade

Demoramos décadas para quebrar a espinha dorsal da inflação, controlar as expectativas e aprovar autonomia da instituição garantidora da estabilidade. Mas agora parece que estamos dando um passo para trás, colocando a credibilidade em segundo plano, em troca de um estímulo econômico que o Brasil tampouco precisa.

O ciclo de alta da Selic mira exatamente no esfriamento da econômica, para que a inflação possa ceder. Mas a política monetária se torna completamente ineficaz se o governo, por outro lado, segue anunciando medidas de estímulo ao crédito e ao consumo.

Diante desse cenário e da proximidade dos pacotes de bondades eleitorais, é crucial que o Banco Central reavalie suas estratégias, priorizando ações que reforcem a credibilidade e a confiança dos agentes econômicos. Um compromisso claro com a meta de inflação pode não apenas estabilizar as expectativas, mas também pavimentar o caminho para um ambiente econômico mais sólido e previsível.

Diante desse contexto e na iminência de pacotes de incentivos eleitorais, é fundamental que o Banco Central reavalie suas estratégias, priorizando ações que solidifiquem a credibilidade e a confiança dos agentes econômicos. Um compromisso claro com a meta de inflação não apenas estabilizará as expectativas, mas reduzirá as oscilações da atividade, motivo inicial pelo qual o Banco Central foi criado.

Publicidade

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Copom
  • Inflação
  • Taxa de juros
  • Taxa Selic

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Os melhores cartões de crédito de 2026 para milhas, cashback e mais vantagens

  • 2

    O luxo do isolamento total: por que investidores estão comprando vilas inteiras na Europa

  • 3

    Ibovespa na semana: Direcional (DIRR3) lidera ganhos; Raízen (RAIZ4) tomba 18%

  • 4

    Filho de Warren Buffett sinaliza mudança na filantropia com doação de US$ 150 bilhões

  • 5

    Violência patrimonial e financeira contra Idosos: como identificar abusos e proteger a autonomia na velhice

Publicidade

Quer ler as Colunas de Marilia Fontes em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGTS Digital: passo a passo prático para acessar a plataforma
Logo E-Investidor
FGTS Digital: passo a passo prático para acessar a plataforma
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: como saber se fui aprovado no programa?
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: como saber se fui aprovado no programa?
Imagem principal sobre o Calendário 2026 do Abono Salarial PIS/PASEP
Logo E-Investidor
Calendário 2026 do Abono Salarial PIS/PASEP
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: veja o calendário de pagamento do mês de fevereiro
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: veja o calendário de pagamento do mês de fevereiro
Imagem principal sobre o Aposentados INSS: veja calendário de fevereiro 2026 para quem recebe acima do salário mínimo
Logo E-Investidor
Aposentados INSS: veja calendário de fevereiro 2026 para quem recebe acima do salário mínimo
Imagem principal sobre o FGTS Digital: o que é e para que serve?
Logo E-Investidor
FGTS Digital: o que é e para que serve?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: 3 cuidados que você deve ter para manter o benefício
Logo E-Investidor
Bolsa Família: 3 cuidados que você deve ter para manter o benefício
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é a segunda carta enviada aos aprovados no benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é a segunda carta enviada aos aprovados no benefício?
Últimas: Colunas
Mercado financeiro: a dúvida sobre um possível apoio de Tarcísio a Flávio
Erich Decat
Mercado financeiro: a dúvida sobre um possível apoio de Tarcísio a Flávio

Mercado financeiro avalia cenários para 2026 e 2030 diante do avanço de Flávio Bolsonaro e da possível ausência de Tarcísio de Freitas na disputa presidencial

09/02/2026 | 14h38 | Por Erich Decat
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho
Ana Paula Hornos
Crise de saúde mental: todos veem, poucos encaram o custo no trabalho

Por que o sofrimento psíquico deixou de ser assunto privado e entrou na agenda das empresas, da governança e da lei (NR-01)

07/02/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
Investir em conexões fortalece o futuro dos negócios
Carol Paiffer
Investir em conexões fortalece o futuro dos negócios

Em um mundo obcecado por performance, relações genuínas ganham peso estratégico ao impulsionar bem-estar, longevidade e inovação nos negócios

06/02/2026 | 19h29 | Por Carol Paiffer
OPINIÃO. Caso Fictor revela como o investidor brinca de cassino
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Caso Fictor revela como o investidor brinca de cassino

Episódio expõe a ilusão do retorno fácil e como a falta de diligência transforma investimento em aposta

05/02/2026 | 16h55 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador