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Colunista

A queda da Netflix

A gigante do streaming reportou a primeira queda de assinantes da história. Entenda o que isso significa

Foto: REUTERS/Lucy Nicholson/File Photo
Foto: REUTERS/Lucy Nicholson/File Photo

A Netflix divulgou esta semana seus resultados do primeiro trimestre. A empresa perdeu 200 mil assinantes, coisa que nunca havia acontecido. A receita também ficou abaixo do previsto.

A explicação oficial para os números veio do cenário econômico e outros fatores. Mas o que chamou a atenção foi o número de usuários “piratas”: 100 milhões. A empresa tem cerca de 222 milhões de assinantes ao redor do mundo.

Segundo o comunicado oficial da companhia, a perda de assinantes no segundo semestre deve ser 10 vezes maior, chegando a 2 milhões de usuários. É um cenário muito ruim no curto prazo. Ainda mais em um mercado cada vez mais competitivo, com nomes de peso como Disney, HBO, Amazon e outros que estão chegando.

Investimento incerto?

O cenário também é ruim por outro aspecto: nos últimos anos, a Netflix gastou muito mais dinheiro em produção de conteúdo do que no desenvolvimento de tecnologia.

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Isso fez com que a empresa perdesse muitos talentos, já que não há novos desafios, diferente da época onde a construção da plataforma e do algoritmo de recomendação eram atraentes.

Por fim, a empresa disse que vai passar a priorizar as margens ao invés do crescimento da sua base de clientes. O objetivo é subir o lucro da companhia e fazer dinheiro com quem já está dentro de casa.

História de disrupção

Muita gente se espanta quando descobre que a Netflix foi fundada há 25 anos, lá em 1997. Isso acontece pelo fato de que a escala global da empresa veio quando foi lançado o serviço de streaming.

Quando ela fez seu IPO, em 2002, não existia o Facebook, o Uber, o Airbnb e o iPhone estava longe de ser lançado. Nesta época, a marca fazia somente a venda e aluguel de DVDs.

Foi só em 2007 que ela lançou seu serviço de streaming. Aqui no Brasil o serviço só chegou efetivamente em 2012. Um dos recursos tecnológicos mais importantes da Netflix veio de uma competição para desenvolvedores criada pela empresa.

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A BellKor’s Pragmatic Chaos criou o algoritmo de recomendação da Netflix, que sugere filmes e séries de acordo com o perfil de cada usuário. Foi a virada que fez a empresa descolar definitivamente do passado de locadora online.

Hoje, a gigante também investe no mercado de games, eventos e merchandising. Certa de que o futuro do entretenimento está além do streaming, assim como também estava além dos DVDs. Agora é acompanhar para ver como ela vai se sair nessas novas apostas de transformação.

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