• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Como as transformações na economia do Japão afetam o investidor

A inflação moderada pode impulsionar os lucros das empresas e fortalecer a competitividade das exportações do país

Por Karina Saade

18/04/2024 | 7:10 Atualização: 18/04/2024 | 7:11

Receba esta Coluna no seu e-mail
Japão. Imagem: Adobe Stock
Japão. Imagem: Adobe Stock

Após três décadas de estagnação marcada pela deflação, o Japão, com seus 126 milhões de habitantes, está finalmente testemunhando um fenômeno há muito tempo aguardado: a inflação. Vemos com um olhar positivo este acontecimento, pois significa que o país e sua economia também voltaram a crescer.

Leia mais:
  • Da gestão passiva aos bitcoins: a evolução do mercado de ETFs
  • Estas são as tendências globais de gestão de patrimônio
  • Investidores estrangeiros ainda não descobriram o potencial do Brasil
Cotações
24/05/2026 23h16 (delay 15min)
Câmbio
24/05/2026 23h16 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Um exemplo é o aumento dos ganhos salariais, que atingiram 5,3%, o maior crescimento em 30 anos. Essa transformação é acompanhada por uma série de mudanças significativas que oferecem uma nova perspectiva para os investidores atentos.

Há alguns meses, percebemos que a economia nipônica começa, finalmente, a colher os frutos de uma política monetária orientada para impulsionar seu crescimento. Vários movimentos fortaleceram a situação favorável em que o país se encontra hoje. E quais foram eles?

Publicidade

Como primeiro ponto, destaco a determinação do Banco do Japão (BOJ) para enfrentar persistentes pressões deflacionárias, o que resultou em medidas agressivas como a expansão quantitativa e a política de taxas de juros ultrabaixas. Essas estratégias interromperam a espiral deflacionária e pavimentaram o caminho para a inflação sustentada que vemos hoje.

As grandes mudanças de paradigmas no setor macroeconômico são um segundo ponto de atenção. Este ambiente de inflação emergente traz uma série de implicações positivas, que sinalizam uma recuperação econômica robusta, alimentada pelo aumento do consumo e do investimento. Além disso, a inflação moderada pode impulsionar os lucros das empresas e fortalecer a competitividade das exportações japonesas.

Para os investidores, é evidente que esse cenário oferece uma oportunidade única de capitalizar em setores estratégicos que se beneficiarão desse crescimento, como tecnologia, saúde e infraestrutura. Os próprios membros do maior grupo sindical do Japão garantiram aumentos médios anuais de 5,28%, ultrapassando os 3,8% do ano passado, que representou o maior aumento em 30 anos, segundo dados da BlackRock.

Além das mudanças na política monetária, o Japão está passando por uma revolução silenciosa no âmbito corporativo. Foram várias as reformas significativas nas normas de governança corporativa, com foco na bolsa de valores de Tóquio, alteradas a favor dos investidores e acionistas. Tudo isso promoveu uma cultura de transparência e responsabilidade. A devolução de capital, por meio de recompras de ações, também é positiva para os acionistas.

Publicidade

É importante destacar que os investidores estrangeiros voltaram a investir em peso no Global ETP Japão (produto que representa a bolsa japonesa). Ainda de acordo com a BlackRock foram mais de US$ 16,5 bi em entradas líquidas no país, em nível mundial, em 2023. Mais da metade destes fluxos vieram de investidores dos EUA e da Europa.

Mesmo com esses investidores alocando em grande quantidade no Japão em 2023, é possível notar que eles estão neutros em comparação com o benchmarking. Com isso, existe ainda uma oportunidade de eles continuarem alocando em fundos onde os fluxos podem continuar fortes. Costumamos falar que eles não estão overweight, mas podem estar.

Mesmo com o retorno dos investidores estrangeiros em 2023, só agora estamos vendo o retorno das alocações aos índices de referência à neutralidade. Isso ocorre tanto no fluxo de ETFs iShares, quanto no fluxo de investidores institucionais estrangeiros, reforçando uma grande oportunidade de realocação nesse cenário. Esses fluxos positivos são o terceiro ponto a favor de investir no Japão.

Pensando nos investidores domésticos, a transição do Japão de uma economia deflacionária para uma inflacionária também abre uma janela de oportunidade. Com uma variedade de ativos em caixa, agora potencialmente ainda mais atrativos, esses investidores podem diversificar suas carteiras e buscar retornos mais elevados. Além disso, o aumento da inflação pode estimular a busca por ativos reais, como imóveis e commodities.

Publicidade

Embora reconheçamos que o fim da política de taxas de juro negativas do BOJ possa causar alguma volatilidade provisória, este fato deve ser visto como uma vitória na luta para sair da deflação. Vemos que as ações japonesas não estão caras. Seja na compração com a sua própria história, ou em relação às ações dos EUA, justamente pelo capital de fluxo apresentado. De acordo com o BlackRock Investment Institute, os analistas de mercado têm uma estimativa consensual de crescimento dos lucros de 7,9% em 12 meses. No entanto, neste último ano, essas companhias japonesas apresentaram um crescimento dos lucros de 24%, ou seja, conseguem entregar mais do que já está precificado.

A conclusão é que a continuidade das políticas monetárias acomodatícias sugere que os ativos de renda fixa manterão sua importância no panorama de investimentos do Japão. Embora possa haver volatilidade temporária associada ao fim da política de taxas de juro negativas do BOJ, é essencial reconhecer isso como um passo positivo em direção à recuperação da deflação. Diante dessas perspectivas e oportunidades, os investidores estão se posicionando para aproveitar ao máximo o potencial de crescimento e mudança no cenário econômico do Japão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Commodities
  • Conteúdo E-Investidor
  • Governança corporativa
  • Inflação
  • japão
  • Juros
  • Salário

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Os novos hábitos da alta renda para economizar no dia a dia sem abrir mão de viagens e hotéis de luxo

  • 2

    BOVA11 supera R$ 1 bi por dia e vira um dos ativos mais negociados da Bolsa em 2026

  • 3

    IR 2026: Receita abre consulta ao maior lote de restituição da história; veja quem entra

  • 4

    FIIs ainda têm espaço para subir, mas juros altos freiam ganhos; veja quais podem dar mais retorno

  • 5

    China suspende importações de três frigoríficos brasileiros; Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) lideram perdas do Ibovespa

Publicidade

Quer ler as Colunas de Karina Saade em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o MEC Livros: passo a passo para encontrar um livro gratuito na plataforma
Logo E-Investidor
MEC Livros: passo a passo para encontrar um livro gratuito na plataforma
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: quem ganha R$ 3,2 mil pode comprar casa neste valor
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: quem ganha R$ 3,2 mil pode comprar casa neste valor
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Imagem principal sobre o Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Logo E-Investidor
Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Imagem principal sobre o Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Últimas: Colunas
O que o contribuinte precisa entender sobre ter investimentos no exterior e Imposto de Renda
Samir Choaib
O que o contribuinte precisa entender sobre ter investimentos no exterior e Imposto de Renda

Entenda as regras que continuam confundindo e assustando investidores brasileiros em 2026

24/05/2026 | 07h00 | Por Samir Choaib
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás
Fabrício Tota
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás

O Brasil pode liderar a nova infraestrutura financeira, mas corre o risco de expulsar usuários e empresas se exagerar na regulação das stablecoins

22/05/2026 | 17h44 | Por Fabrício Tota
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos
Fabrizio Gueratto
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos

O erro não está em comprar imóvel, mas em transformar essa compra na primeira grande meta da vida adulta

21/05/2026 | 17h18 | Por Fabrizio Gueratto
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando
Thiago de Aragão
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando

Reaproximação entre Donald Trump e Xi Jinping reacende compras agrícolas dos EUA e expõe fragilidade do protagonismo recente do Brasil no mercado chinês

20/05/2026 | 16h02 | Por Thiago de Aragão

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador