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Colunista

Como as transformações na economia do Japão afetam o investidor

A inflação moderada pode impulsionar os lucros das empresas e fortalecer a competitividade das exportações do país

Por Karina Saade

18/04/2024 | 7:10 Atualização: 18/04/2024 | 7:11

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Japão. Imagem: Adobe Stock
Japão. Imagem: Adobe Stock

Após três décadas de estagnação marcada pela deflação, o Japão, com seus 126 milhões de habitantes, está finalmente testemunhando um fenômeno há muito tempo aguardado: a inflação. Vemos com um olhar positivo este acontecimento, pois significa que o país e sua economia também voltaram a crescer.

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Um exemplo é o aumento dos ganhos salariais, que atingiram 5,3%, o maior crescimento em 30 anos. Essa transformação é acompanhada por uma série de mudanças significativas que oferecem uma nova perspectiva para os investidores atentos.

Há alguns meses, percebemos que a economia nipônica começa, finalmente, a colher os frutos de uma política monetária orientada para impulsionar seu crescimento. Vários movimentos fortaleceram a situação favorável em que o país se encontra hoje. E quais foram eles?

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Como primeiro ponto, destaco a determinação do Banco do Japão (BOJ) para enfrentar persistentes pressões deflacionárias, o que resultou em medidas agressivas como a expansão quantitativa e a política de taxas de juros ultrabaixas. Essas estratégias interromperam a espiral deflacionária e pavimentaram o caminho para a inflação sustentada que vemos hoje.

As grandes mudanças de paradigmas no setor macroeconômico são um segundo ponto de atenção. Este ambiente de inflação emergente traz uma série de implicações positivas, que sinalizam uma recuperação econômica robusta, alimentada pelo aumento do consumo e do investimento. Além disso, a inflação moderada pode impulsionar os lucros das empresas e fortalecer a competitividade das exportações japonesas.

Para os investidores, é evidente que esse cenário oferece uma oportunidade única de capitalizar em setores estratégicos que se beneficiarão desse crescimento, como tecnologia, saúde e infraestrutura. Os próprios membros do maior grupo sindical do Japão garantiram aumentos médios anuais de 5,28%, ultrapassando os 3,8% do ano passado, que representou o maior aumento em 30 anos, segundo dados da BlackRock.

Além das mudanças na política monetária, o Japão está passando por uma revolução silenciosa no âmbito corporativo. Foram várias as reformas significativas nas normas de governança corporativa, com foco na bolsa de valores de Tóquio, alteradas a favor dos investidores e acionistas. Tudo isso promoveu uma cultura de transparência e responsabilidade. A devolução de capital, por meio de recompras de ações, também é positiva para os acionistas.

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É importante destacar que os investidores estrangeiros voltaram a investir em peso no Global ETP Japão (produto que representa a bolsa japonesa). Ainda de acordo com a BlackRock foram mais de US$ 16,5 bi em entradas líquidas no país, em nível mundial, em 2023. Mais da metade destes fluxos vieram de investidores dos EUA e da Europa.

Mesmo com esses investidores alocando em grande quantidade no Japão em 2023, é possível notar que eles estão neutros em comparação com o benchmarking. Com isso, existe ainda uma oportunidade de eles continuarem alocando em fundos onde os fluxos podem continuar fortes. Costumamos falar que eles não estão overweight, mas podem estar.

Mesmo com o retorno dos investidores estrangeiros em 2023, só agora estamos vendo o retorno das alocações aos índices de referência à neutralidade. Isso ocorre tanto no fluxo de ETFs iShares, quanto no fluxo de investidores institucionais estrangeiros, reforçando uma grande oportunidade de realocação nesse cenário. Esses fluxos positivos são o terceiro ponto a favor de investir no Japão.

Pensando nos investidores domésticos, a transição do Japão de uma economia deflacionária para uma inflacionária também abre uma janela de oportunidade. Com uma variedade de ativos em caixa, agora potencialmente ainda mais atrativos, esses investidores podem diversificar suas carteiras e buscar retornos mais elevados. Além disso, o aumento da inflação pode estimular a busca por ativos reais, como imóveis e commodities.

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Embora reconheçamos que o fim da política de taxas de juro negativas do BOJ possa causar alguma volatilidade provisória, este fato deve ser visto como uma vitória na luta para sair da deflação. Vemos que as ações japonesas não estão caras. Seja na compração com a sua própria história, ou em relação às ações dos EUA, justamente pelo capital de fluxo apresentado. De acordo com o BlackRock Investment Institute, os analistas de mercado têm uma estimativa consensual de crescimento dos lucros de 7,9% em 12 meses. No entanto, neste último ano, essas companhias japonesas apresentaram um crescimento dos lucros de 24%, ou seja, conseguem entregar mais do que já está precificado.

A conclusão é que a continuidade das políticas monetárias acomodatícias sugere que os ativos de renda fixa manterão sua importância no panorama de investimentos do Japão. Embora possa haver volatilidade temporária associada ao fim da política de taxas de juro negativas do BOJ, é essencial reconhecer isso como um passo positivo em direção à recuperação da deflação. Diante dessas perspectivas e oportunidades, os investidores estão se posicionando para aproveitar ao máximo o potencial de crescimento e mudança no cenário econômico do Japão.

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