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Colunista

De meme à boa pagadora de dividendos: o rebranding real e não assumido da Itaúsa (ITSA4)

Uma das maiores holdings do País saiu do período de vacas magras e agora vai provar o seu valor para o mercado

Por Katherine Rivas

27/05/2025 | 15:43 Atualização: 28/05/2025 | 13:05

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Priscila Grecco, CFO da Itaúsa.  Foto: divulgação
Priscila Grecco, CFO da Itaúsa. Foto: divulgação

Na vida e na bolsa de valores, um dia viramos assunto nas redes sociais e perdemos a confiança. No outro, damos uma reviravolta e vivemos dias de glória. Essa é a história da Itaúsa (ITSA4), uma das maiores holdings do País. Entre 2020 e 2022, acionistas faziam piada dos proventos de R$ 0,02 por ação. Não eram tempos de vacas magras — eram anoréxicas. Mas já houve fases melhores. De 2015 a 2019, a holding era vista como a “poupança” da bolsa. Tinha quem preferisse deixar o dinheiro na Itaúsa do que na caderneta.

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Na pandemia, tudo mudou. Com cenário macro difícil e limitação regulatória, o Itaú, responsável por mais de 90% da receita da holding, passou a pagar o mínimo. Os dividendos da Itaúsa despencaram.

Virou piada. Investidores pularam fora do barco. Em 2022, o megainvestidor Luiz Barsi Filho me disse em entrevista: “Não me interessa ter Itaúsa”. A frase rodou a internet.

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Barsi reforçaria isso em outras entrevistas, podcasts. Não foi o único. Tiago Reis, fundador da Suno Research, comparou a holding com a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett: investe bem, mas não paga dividendos.

Mas, em 2023, a Itaúsa reduziu a dívida, fez novos investimentos e, com a recuperação do Itaú, voltou a elevar os dividendos. O payout (parcela do lucro destinada a proventos) saiu de 25% e quase encostou em 70% em 2024. O Itaú acordou, surpreendeu o mercado, e ameaça a liderança do Banco do Brasil em proventos.

Hoje a Itaúsa tem geração de caixa sólida, dívida controlada, ações descontadas e baixo apetite por novos investimentos, efeito dos juros elevados. Analistas já falam em vacas gordas. Será?

Nos 50 anos da empresa, veio o rebranding: uma nova marca para comunicar consistência e um portfólio focado em setores que transformam o Brasil. Os marqueteiros capricharam. Mas sejamos francos: na minha opinião, o verdadeiro rebranding foi outro. A Itaúsa quer deixar de ser “meme” e retomar sua fama de boa pagadora de dividendos.

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Entrevistei Priscila Grecco, CFO da Itaúsa. A seguir, explico por que acredito que os bons tempos estão voltando.

Portfólio

A Itaúsa investe em sete empresas: Itaú (ITUB3), Alpargatas (ALPA4), Dexco (DXCO3), Motiva (MOTV3), Aegea (saneamento), Copa Energia (gás) e NTS (transporte de gás). O Itaú representa 90% a 95% da receita.

A CFO diz que o foco são setores relevantes da economia, como bancos, saneamento e infraestrutura. Cada cheque gira em torno de R$ 2 bilhões.

A holding gosta de atuar nos Conselhos ou comitês das investidas. “Fazemos gestão ativa de portfólio e reciclagem de capital”, afirma Grecco.

A presença de empresas com baixo pagamento de dividendos, como Alpargatas, Dexco e Motiva, já gerou críticas. A CFO defende a estratégia híbrida. Copa Energia e NTS geram caixa, enquanto outras têm perfil de crescimento e potencial de pagar mais no médio e longo prazo.

Novos investimentos

Segundo a CFO, ao avaliar se vai investir em uma nova empresa, a meta da Itaúsa é ganhar pelo menos 2 pontos percentuais acima do custo de capital. Pode ser mais se o setor for arriscado.

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A holding não divulga publicamente seu índice de capital. Mas, a título de exemplificação, o de sua principal investida, o Itaú, é de 14,1%.

Recentemente, a gestão da Itaúsa afirmou que novas aquisições só devem sair se o retorno nominal for próximo a 20%.  Mas faltam ativos que entreguem isso. “Estamos atentos a oportunidades fora da curva, mas o momento não é favorável”, avalia Grecco.

A prioridade em 2025 é cortar dívida e melhorar a estrutura de capital, abrindo espaço para dividendos maiores. Com endividamento quase no ponto ideal, a Itaúsa diz estar pronta para voltar a investir em 2026, se os juros ajudarem.

A ideia é reforçar o portfólio atual, com foco em infraestrutura, e apoiar as mais endividadas, como Aegea e Motiva. Novos investimentos continuam no radar.

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Um setor em análise é o agronegócio. Mas o ticket médio de R$ 2 bilhões complica: a empresa precisa ser grande, e boa parte das líderes em sementes, fertilizantes e vacinas já são dominadas por estrangeiros. A Itaúsa não jogou a toalha, mas, entre 2025 e 2026, não espere anúncios no agro.

Dívida

A Itaúsa já quitou todo o principal da dívida dos próximos três anos, restando apenas pagar os juros desse período (2025-2028). Tem R$ 4,4 bilhões em caixa e só volta a pagar dívidas em 2029 — R$ 1 bilhão por ano, caindo para R$ 500 milhões em 2032.

Neste ano, a prioridade ainda é reduzir a dívida, mas Grecco considera que, com mais um pagamento, o endividamento já estará equilibrado, sem comprometer os dividendos. Atualmente, a dívida é paga com os dividendos das empresas não financeiras.

Dividendos

Com a dívida controlada e sem novos investimentos no radar, 2025 deve trazer dividendos gordos, puxados pelo Itaú, que deve repetir os pagamentos robustos.

Se dá para esperar um payout de 60% como novo normal? A CFO é cautelosa: depende do Itaú. Mas com ROE (retorno sobre patrimônio líquido) do banco entre 22% e 23%, lucro em alta e desempenho superior à concorrência, ela afirma que o cenário é positivo – tudo o que vem do Itaú é 100% repassado aos acionistas da Itaúsa.

Já os dividendos das investidas não financeiras ainda servem para dívida, custo e investimento. A ideia é que isso mude em até três anos, segundo Grecco.

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Com o Itaú voando, mencionei um payout de 80% ou 90% para este ano, como visto em 2017 e 2018. Grecco não descartou. “Se o banco pagar dividendo extraordinário, a Itaúsa pode turbinar o payout e o retorno ao investidor”, comentou ela.

A holding segue com JCP (juros sobre capital próprio) trimestrais de R$ 0,02 por ação, pagos em janeiro, abril, julho e outubro e não descarta fazer bonificação de ações em 2025.

Grecco cita que há muita desinformação no mercado e reforça que os R$ 0,02 são proventos fixos e previsíveis, mas há dividendos complementares em agosto e no começo do ano seguinte.

Ela recomenda olhar o dividend yield (retorno em dividendos) e não apenas o dividendo por ação. “Uma coisa é receber R$ 1 de dividendo de uma ação de R$ 30, outra é o mesmo R$ 1 vindo de uma ação que custa R$ 9.” O dividend yield no primeiro é de 3% e no segundo, de 11%.

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Em 2024, a Itaúsa entregou um  retorno em dividendos de 7,2%. Analistas já projetam dividend yield de até 10% em 2025, com payout de até 70%.

Ou seja, os R$ 0,02 são o pingado. Mas, se o Itaú encher a garrafa, o copo transborda.

Pechincha

O desconto da Itaúsa chegou a 24,2% no 1TRI25, acima da média histórica de 21,5%. As investidas valiam R$ 135,2 bilhões, contra R$ 102,5 bilhões da holding na bolsa.

Com a Reforma Tributária e fim da bitributação sobre JCP em 2027, o desconto pode cair pela metade, se o mercado colaborar (mas a gente sabe como é). Hoje, a tributação custa até R$ 650 milhões por ano para Itaúsa, representando 7 a 8 pontos percentuais do desconto.

Grecco diz que o mercado ainda não precificou direito, por confusão ou aposta em novos impostos. Para ela o desconto justo seria de 10%. Mas acha improvável que caia tanto. Contudo, acredita que vai melhorar quando todo portfólio pagar dividendos, reciclar capital ou alguma investida abrir capital, mas não  há nada no radar de curto prazo.

Outra polêmica é o cálculo do desconto. Muitos criticam usar ITUB4 (preferencial), mais cara, em vez de ITUB3 (ordinária), que Itaúsa realmente detém. Isso infla o desconto da holding.

Grecco rebate: ITUB4 é mais líquida e, numa venda, renderia prêmio a holding. Por isso, faz mais sentido usá-la no cálculo.

Somos mais do que um meme

Como disse no início, a Itaúsa mandou o recado no rebranding: é “uma holding sólida, que conduz bons negócios e olha para oportunidades que impactam o país e os brasileiros”.

Mas talvez o verdadeiro rebranding seja outro: cansou de ser meme. Agora quer dividendos no centro da estratégia e no bolso do investidor. Dívida sob controle, investimentos comedidos e geração de caixa reforçam isso. A virada pode se consolidar em 2028, quando as investidas não financeiras devem, enfim, passar a compor os dividendos que são pagos aos acionistas.

Recuperar a confiança dos mais de 900 mil acionistas virou prioridade, por interesse de todos: holding, controladores, investidores e até da CFO, que investe na empresa desde 2013 e participa de programa de remuneração com ações. Se mexe no bolso, o discurso muda de tom. Afinal, um executivo que investe na empresa em que atua, traz uma camada de segurança maior para os pequenos acionistas.

E a pecha de “meme da bolsa”? Essa já está em novas mãos. Depois de anunciar JCP de só R$ 0,09 no meio da crise, o Banco do Brasil virou piada nas redes e foi comparado à velha Itaúsa. Estaria nascendo a BBúsa? Ou Bebeúsa, para os íntimos.

E você, investidor, acredita no rebranding real da Itaúsa (ITSA4) ou segue com um pé na porta?

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