• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Equidade, diversidade e inclusão: uma questão moral ou econômica?

Se as políticas protegem os interesses de quem discrimina e exclui, por que sair da zona de conforto?

Por Luana Ozemela

11/05/2021 | 11:21 Atualização: 11/05/2021 | 11:21

Receba esta Coluna no seu e-mail
Diversidade (Foto: Evanto Elements)
Diversidade (Foto: Evanto Elements)

Eu estou envolvida em vários grupos de discussão onde participam CEOs e figuras públicas brasileiras preocupadas com as questões de equidade, diversidade e inclusão (EDI).

Leia mais:
  • Como alavancar o potencial de investimento da população negra
  • O exemplo da Califórnia com a cota de gênero obrigatória nas empresas
  • Saiba quando você precisa dizer não para um investidor
Cotações
15/04/2026 22h53 (delay 15min)
Câmbio
15/04/2026 22h53 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Em um destes grupos, uma grande proporção dos participantes é de pessoas brancas comprometidas com a causa e o desenho de soluções para o problema das desigualdades étnico-raciais. É muito interessante acompanhar as discussões e a visão destas pessoas bem como o que lhes chama atenção e o que compartilham ao respeito. Essa semana surgiu um debate com respeito à necessidade (ou não) de ter que justificar EDI em termos econômicos.

A discussão começou após um dos participantes ter compartilhado um artigo que fazia uma importante pergunta: “os dados provam que diversidade é bom para a empresa? O que falta agora?”.

Publicidade

Um dos comentários foi sobre a constante necessidade de ter que justificar com evidências que EDI é bom para os negócios. Uma questão importantíssima foi levantada “se estes estudos [sobre os benefícios econômicos de EDI] indicassem que tanto faz ter diversidade, seria um motivo para deixar tudo como está?”. Ou seja, sugerindo que EDI deva ser encarada mais como uma questão moral do econômica.

Este tema está no cerne do avanço ou da paralisia dos investimentos em EDI, sobretudo investimentos na população negra. Isto porque é fácil de se desconectar da problemática racial se você não é uma pessoa negra. Mas é mais difícil se desconectar da queda das ações da sua empresa.

A minha estratégia, portanto, tem sido criar uma narrativa com o objetivo de convencer quem está alienado aos temas EDI, mas que poderia fazer uma real diferença. Seja porque controlam o fluxo de capital, seja porque têm poder de tomar decisões políticas criticas que afetam a população negra diretamente.

Muitas vezes, dentro da multilateral e de multinacionais onde trabalhei, ouvi a seguinte frase: “aqui não fazemos ativismo, mas sim o que é mais inteligente economicamente para os países e para as empresas”, ou o chamado “smart economics”. Por isso, estudos que demonstram o impacto negativo das desigualdades ou os benefícios de EDI são cruciais para aumentar investimentos e priorizar ações.

Publicidade

O propósito dos dados não é convencer os convencidos, mas os céticos, que estão confortáveis com o status quo. Dados e evidências foram cruciais para o avanço dos temas de sustentabilidade e de igualdade de gênero, portanto, não será diferente com igualdade racial.

EDI sem dúvida produz valor econômico, é mais eficiente e reduz riscos institucionais. Ou seja, a pergunta importante não é “porque temos que sempre provar que EDI é bom?”, mas “quem temos que convencer?”

Pode parecer surreal, mas por muito tempo economistas investiram capital intelectual para provar que a diversidade étnica racial produz custos econômicos, ou seja, é ruim para a economia dos países. E, de que a segregação racial de bairros ou do chão de fábrica era bom, porque reduziria conflitos entres grupos étnicos.

A separação de negros e brancos seria uma solução ótima para aumentar a produtividade da força de trabalho. O objetivo desses economistas era convencer governos e legisladores de que passassem leis sancionando dita política ou ter juízes decidindo a favor da segregação e da discriminação racial. Por mais imoral que as políticas de segregação pudessem ser, elas estavam embasadas num argumento econômico nas cortes norte americanas.

Publicidade

O nosso storytelling, ou o que eu chamo de ativismo baseado em evidências, tem o objetivo de convencer céticos, aqueles onde a moralidade não tem valor intrínseco. Entretanto, desconhecemos a nossa audiência. Hoje em dia, todos dizem ser a favor de EDI, mas na prática, muitos ainda se questionam porque realmente precisam fazer isso.

Ignorância a respeito dos custos e a ganância frequentemente prevalecem acima da moralidade. E, se não tornamos obvio que a exclusão dói no bolso, a incredulidade nas políticas EDI prevalecerão. O discurso da moralidade convencerá alguns poucos, mas voltaremos a ter EDI apenas como filantropia. Se quisermos mudanças efetivas, a nossa narrativa terá que falar diretamente com quem detém o capital, e estes falam o idioma chamado Taxa Interna de Retorno (TIR).

Se for possível seguir ganhando dinheiro em um contexto de exclusão, por que é preciso mudar? Se as políticas protegem os interesses de quem discrimina e exclui, por que sair da zona de conforto? E é isso que temos hoje.

Celebrar superávit ainda que morram 400 mil pessoas. Não estou dizendo que a narrativa econômica seja a melhor, mas que precisamos de melhores estratégias para convencer os céticos. Ou aqueles que não têm interesse nenhum em fazer parte destas discussões. Uma que consiga minar os alicerces da hegemonia da narrativa econômica que coloca a acumulação de capital acima das vidas humanas.

Publicidade

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ações
  • CEO
  • Conteúdo E-Investidor

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem IOF, cartões com criptos avançam no Brasil e prometem taxa de câmbio menor

  • 2

    Ibovespa ronda os 200 mil pontos: com rali em 2026, é hora de olhar mais para a Bolsa?

  • 3

    Resgates de crédito privado somam R$ 12,3 bi em 3 semanas — e acendem alerta no mercado

  • 4

    Ibovespa bate novo recorde com falas de Trump, dólar abaixo de R$ 5 e petróleo perto de US$ 100

  • 5

    Ibovespa bate 18º recorde do ano e se aproxima dos 200 mil pontos

Publicidade

Quer ler as Colunas de Luana Ozemela em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Logo E-Investidor
IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Imagem principal sobre o IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Logo E-Investidor
IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Imagem principal sobre o O que é um feriado forense?
Logo E-Investidor
O que é um feriado forense?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Logo E-Investidor
FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Imagem principal sobre o FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o 8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Logo E-Investidor
8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Últimas: Colunas
Dívida das empresas brasileiras bate R$ 2,1 trilhões e expõe um novo risco
Einar Rivero
Dívida das empresas brasileiras bate R$ 2,1 trilhões e expõe um novo risco

Mesmo com melhora na estrutura financeira, empresas listadas na B3 veem encolher o “colchão” entre geração de caixa e juros, o menor em quase uma década

15/04/2026 | 14h41 | Por Einar Rivero
Bets travestidas de previsões invadiram o mercado financeiro
Vitor Miziara
Bets travestidas de previsões invadiram o mercado financeiro

Popular no exterior, o mercado de revisões começa a ganhar espaço no Brasil, mas levanta preocupações sobre o risco de estimular apostas disfarçadas de investimentos

14/04/2026 | 14h18 | Por Vitor Miziara
Estrangeiro compra Bolsa; brasileiro foge para a renda fixa — o que explica essa divisão
Marco Saravalle
Estrangeiro compra Bolsa; brasileiro foge para a renda fixa — o que explica essa divisão

Juros elevados travam o capital doméstico, enquanto estrangeiros usam o Brasil como proteção em meio ao choque global de commodities

13/04/2026 | 14h43 | Por Marco Saravalle
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?
Samir Choaib
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?

O caso envolvendo herdeira das Casas Pernambucanas reacende um ponto ignorado por famílias ricas: quem decide quando você não pode mais decidir?

11/04/2026 | 06h00 | Por Samir Choaib

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador