• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Como contratar um assessor que não tenha conflito de interesses?

A falta de clareza sobre o papel do assessor de investimentos limita o necessário crescimento do mercado de consultoria e análise independente

Por Luciana Seabra

06/05/2024 | 8:02 Atualização: 06/05/2024 | 8:02

Receba esta Coluna no seu e-mail
 Foto: Envato Elements
Foto: Envato Elements

Dia desses recebi a seguinte pergunta de um seguidor no Instagram: “Como contratar um assessor que não tenha conflito de interesses?”. Essa pergunta, pra mim, reflete uma compreensão errada do papel que o assessor de investimentos deve prestar na construção de patrimônio.

Leia mais:
  • Previdência privada: por que limitar investimentos em ações a 70%?
  • Por que bons fundos de investimento fecham?
  • Progressiva ou regressiva: o que falta saber sobre a nova lei da previdência
Cotações
04/03/2026 6h22 (delay 15min)
Câmbio
04/03/2026 6h22 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Afinal a maior parte deles trabalha atrelada a uma corretora e é remunerada pela oferta de ativos financeiros – e, mesmo nos arranjos do tipo “fee fixo”, o conflito com frequência ainda permanece, conforme já expliquei nesta coluna.

Diante desse cenário, um investidor falar em contratar um assessor sem conflitos equivale a eu querer encontrar uma vendedora independente na loja de roupas da esquina da minha casa. O conflito de interesses existe. Ponto final.

Publicidade

Ainda que eu quisesse pagar pelo trabalho dela, a vendedora estaria limitada à oferta selecionada pela loja – assim como seria treinada por ela.

No mercado financeiro, também funciona assim. Bom lembrar que, apesar da evolução recente da regulação para permitir que um assessor trabalhe para diferentes corretoras, muitos têm contratos de exclusividade já assinados e, na prática, isso não ocorre.

O que vemos na realidade é o assessor atuando como uma espécie de vendedor ou filial de uma corretora. O papel dele, segundo o regulador, assim como o do gerente, é prestar informações sobre os produtos oferecidos e sobre os serviços prestados pela corretora ou banco.

Não cabe ao assessor análise e recomendação de investimentos, que são papéis de outros personagens do mercado, validados com outras certificações, como os analistas de valores mobiliários e os consultores.

Publicidade

Quando não são remunerados pela oferta de ativos financeiros, mas sim somente pelos clientes, e não têm qualquer vínculo com corretora ou banco, aí sim esses profissionais se livram do conflito de colocar comissões por produto acima do interesse financeiro de clientes.

Veja bem, isso não significa que o assessor necessariamente vai cair no conflito, mas ele está ali presente. Dependendo do investimento que o cliente da corretora faz, o assessor ganha mais ou menos comissão.

Então o interesse dele não está alinhado com o de investidores.

Quem já leu “A (Honesta) Verdade Sobre a Desonestidade”, do pesquisador Dan Ariely, teve contato com diversos estudos que mostram que, expostas a conflitos, as pessoas costumam ceder a eles.

Publicidade

Profissionais respondem a estímulos financeiros.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado, tem se preocupado com o tema. A Resolução 179, que tem sido aplicada em fases, é firme sobre a transparência.

Ela exige, por exemplo, o envio de um extrato trimestral aos clientes com a remuneração recebida pelo intermediário em virtude dos investimentos feitos.

Além do valor ganho pela corretora, deverá estar clara a parcela correspondente à remuneração do assessor. A transparência é um primeiro passo, mas os estudos citados por Ariely despertam outra preocupação.

Publicidade

Em um deles, é preciso acertar a quantidade de dinheiro contida em um jarro com assessoria de alguém com mais tempo e proximidade do que você para examiná-lo.

No experimento, o conselheiro sem conflitos de interesses é o mais eficiente em ajudar, privilegiando o retorno do cliente. E um conselheiro com conflitos escondidos oferece um resultado pior para o assessorado – o que era de se esperar certo?

O inusitado é que um conselheiro com conflitos transparentes, devidamente divulgados, é pior para o cliente do que os outros dois.

Ariely conclui que as pessoas trapaceiam até o limite suficiente para se sentirem bem com elas mesmas. E a sensação de que estão sendo transparentes, por ser positiva, reduz a culpa e cria um viés maior nos conselheiros, levando-os a fazer indicações ainda piores.

Publicidade

Ou seja, para mim um mercado financeiro melhor para investidores não passa por fazer clientes entenderem os conflitos de seus assessores, mas sim enxergá-los como vendedores da corretora e, portanto, não as melhores pessoas para recomendar investimentos a eles.

Assim como você vai ao médico, pega a receita, e depois vai à farmácia comprar o remédio (onde pode contar com a ajuda do vendedor), você deveria recorrer a uma análise ou consultoria independente a fim de saber onde investir seus recursos. E, somente com essa prescrição, ir à corretora ou banco executar o plano com o auxílio de um assessor ou gerente.

O assessor segue tendo o seu papel, principalmente nos casos de investidores que não se viram tão bem com tecnologia e precisam de auxílio na hora de executar o plano: aqui vão se destacar os profissionais que prestarem informações sobre os produtos e serviços oferecidos da melhor forma.

A falta de clareza sobre o papel do assessor é hoje um problema, porque limita o crescimento do mercado de consultoria e análise independente – tão necessário para garantir investidores que constroem portfólios saudáveis, focados no longo prazo.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Assessor de investimento
  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
  • Instagram

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje sobe, petróleo dispara e juros avançam com guerra no Oriente Médio; Petrobras ganha mais de 4%

  • 2

    Ibovespa hoje derrete 3,2% e dólar sobe quase 2% em meio à guerra no Oriente Médio

  • 3

    Quem é o investidor estrangeiro que banca o rali do Ibovespa rumo aos 200 mil pontos

  • 4

    "O mercado não é mais de oportunidade geral, é de seleção de papéis”, diz Dalton Gardimam, da Ágora

  • 5

    Guerra no Oriente Médio: faz sentido adotar alguma estratégia de proteção do portfólio?

Publicidade

Quer ler as Colunas de Luciana Seabra em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IPVA SP 2026: vencimento não caiu em dia útil, o que fazer?
Logo E-Investidor
IPVA SP 2026: vencimento não caiu em dia útil, o que fazer?
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como consultar a situação do vale de recarga pelo Portal Cidadão CAIXA
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como consultar a situação do vale de recarga pelo Portal Cidadão CAIXA
Imagem principal sobre o Aposentados do INSS: qual grupo recebe hoje (03)?
Logo E-Investidor
Aposentados do INSS: qual grupo recebe hoje (03)?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS: nascidos em janeiro têm até este dia para retirar valores em 2026
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS: nascidos em janeiro têm até este dia para retirar valores em 2026
Imagem principal sobre o IPVA SP 2026: quais são as consequências do atraso no pagamento?
Logo E-Investidor
IPVA SP 2026: quais são as consequências do atraso no pagamento?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as despesas médicas não confirmadas?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as despesas médicas não confirmadas?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que são as despesas médicas não dedutíveis?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que são as despesas médicas não dedutíveis?
Imagem principal sobre o Aposentados do INSS: qual grupo recebe hoje (02)?
Logo E-Investidor
Aposentados do INSS: qual grupo recebe hoje (02)?
Últimas: Colunas
Foto fraca, filme promissor: a Isa Energia (ISAE4) consegue sustentar dividendos com dívida perto do limite?
Katherine Rivas
Foto fraca, filme promissor: a Isa Energia (ISAE4) consegue sustentar dividendos com dívida perto do limite?

Com lucro em queda e dívida crescente, a transmissora promete manter o payout de 75% enquanto aposta que novos projetos resolverão a equação da alavancagem

03/03/2026 | 18h00 | Por Katherine Rivas
Guerra, petróleo e juros: o risco que pode bagunçar o plano econômico dos EUA, do Brasil e do mundo
Vitor Miziara
Guerra, petróleo e juros: o risco que pode bagunçar o plano econômico dos EUA, do Brasil e do mundo

Escalada entre Estados Unidos e Irã, disparada do petróleo e fechamento do Estreito de Ormuz podem reacender a inflação global e mudar a trajetória de juros que o mercado já dava como certa para 2026

03/03/2026 | 14h29 | Por Vitor Miziara
Empresas de qualidade ainda negociam com desconto na bolsa brasileira
Marco Saravalle
Empresas de qualidade ainda negociam com desconto na bolsa brasileira

Filtro quantitativo conservador aponta companhias com EBIT positivo, alto Earnings Yield e desconto patrimonial relevante — mas exige análise criteriosa para evitar armadilhas

02/03/2026 | 14h55 | Por Marco Saravalle
A reforma tributária agora vai muito além do universo empresarial tradicional
Samir Choaib
A reforma tributária agora vai muito além do universo empresarial tradicional

Sob o discurso da simplificação, nova lógica amplia o alcance da tributação sobre atividades econômicas e pressiona o modelo associativo a se reorganizar

28/02/2026 | 07h30 | Por Samir Choaib

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador