• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Tudo bem uma casa de análise ter seu próprio fundo?

Colunista debate o conflito de interesses amplamente encontrado no mercado atual

Por Luciana Seabra

13/02/2023 | 8:10 Atualização: 13/02/2023 | 13:31

Receba esta Coluna no seu e-mail
Pode a casa de análise continuar se chamando de independente tendo produto próprio?(Foto: Bluebay/Shutterstock)
Pode a casa de análise continuar se chamando de independente tendo produto próprio?(Foto: Bluebay/Shutterstock)

Virou moda. É cada vez mais comum casa de análise criar seu próprio fundo de investimento, passando a ganhar nas duas pontas: nos relatórios de recomendação, via assinatura, e também no produto, via taxa de administração.

Leia mais:
  • Será a morte dos fundos espelho?
  • Por que não investir só em renda fixa ao juro de 13,75% ao ano?
  • Por que o Banco Central deve ser independente? As vantagens e desvantagens
Cotações
22/02/2026 17h27 (delay 15min)
Câmbio
22/02/2026 17h27 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Pode a casa de análise continuar se chamando de independente tendo produto próprio? Ora, seu papel é analisar investimentos. A partir do momento em que ela tem seu próprio produto e ganha receita nele, ela tem mesmo independência para avaliar todos os produtos do mercado? Ou tende a favorecer o que adiciona receita ao seu bolso?

O mesmo vale para os gurus financeiros. Nesse mercado os patrocínios já são comuns há algum tempo, mas lamento também que a poderosa influência digital, antes usada de forma tão sadia para criticar produtos ruins, seja cada vez mais usada para jogar fluxo em produtos que vão encher os bolsos dos influenciadores de dinheiro. Perdemos soldados.

Publicidade

Pode um juiz apitar um jogo com independência quando ganha dinheiro com a vitória de um dos times?

E a desconfiança (legítima) que fica em quem acompanha as recomendações ou segue a orientação de influenciadores? Ei, espera, está me recomendando porque é bom ou porque ganha dinheiro se eu investir?

E a verdade é que o mercado financeiro não precisava de mais pessoas conflitadas indicando investimentos. É como se a nutricionista passasse a ganhar do supermercado – recebendo mais quando eu compro um Suflair do que um morango.

Todos os dias as pessoas me perguntam por que não faço, como analista independente, meu próprio fundo. É tão óbvio: além da receita de cursos e relatórios de recomendação, vou passar a ganhar taxa de administração. Por que não?

Publicidade

Quando digo que destruiria minha independência de análise, elas se defendem: é só fazer um fundo de fundos, em que você só compra fundos que recomenda. Parece totalmente livre de conflitos, né?

Não, não é. Se o produto colocar receita no meu bolso, terei uma série de tentações.

Tentação um: deixar o fundo crescer sem limites, sendo que os melhores fundos do mercado têm capacidade limitada. O desejo de fazer o fundo de fundos grande – porque isso colocaria mais dinheiro no meu bolso – me levaria a investir em produtos piores ou em diluir os melhores para não limitar o crescimento do produto.

Tentação dois: cobrar mais caro no fundo de fundos. Em vez de avaliar os custos do mercado a partir de uma perspectiva independente, eu teria um conflito de maximizar minha receita com uma taxa alta na casca, que se soma às taxas dos fundos que recheiam a carteira.

Publicidade

Tentação três: incluir fundos de gestão própria na alocação, em que ganho a taxa de administração completa, em vez de fazer uma seleção independente do que está disponível no mercado.

Não é à toa que os três problemas citados acima – diluição dos melhores fundos, taxa alta e concentração em fundos próprios – são os que tornam a maior parte dos fundos de fundos disponíveis no mercado ruins. É um excelente instrumento usado da forma errada. Está aí o preço do conflito.

Ainda posso listar uma quarta tentação: e se para o cliente for melhor comprar os fundos avulsos? Fora da previdência, em geral essa costuma ser uma solução melhor. É na previdência que os fundos de fundos trazem mais eficiência, como a possibilidade de aportar produtos não-previdenciários para a carteira, com tributação mais favorável.

Outra possibilidade?

E se não for um fundo de fundos? Ou seja, se a tal da casa de análise escolhe as ações e títulos que vão rechear o fundo? Aí piora. Mais dois problemas.

Um: ela passa a usar seu poder de influência digital para recomendar fundos novatos, pouco testados, que de forma alguma são competitivos em relação a fundos já consolidados disponíveis no mercado.

Publicidade

E dois: por mais que o relatório de recomendação de ações seja lido de forma simultânea pela gestora do fundo de ações e pelo cliente – vamos supor que a ética vigore aqui – quem vai comprar mais rápido? O gestor profissional, suponho. Dependendo da liquidez do ativo, quando clientes do relatório de recomendação forem investir, pode ser que o preço já esteja pior.

Defendo o resgate da análise independente de verdade porque vejo um conflito claro – e pouco documentado – a partir do momento em que os sócios da casa de análise passam a receber receita de produto. A partir desse momento, a análise independente está sob risco.

Se você me conhece, talvez se pergunte neste momento: mas e a SuperPrev? Ela não é um produto meu, é uma carteira teórica de previdência. Qualquer corretora ou banco pode se inspirar nela. Escolhi não ganhar um real pelo produto. Recomendo fundos de fundos que se inspiram nela, porque é prático para clientes, mas só se tiverem um custo decente – até 0,6% ao ano está de bom tamanho – e se a capacidade for controlada (tanto que estão fechados há bastante tempo).

Se deixar de ser bom, paro de recomendar. E isso não vai mudar nem um real na quantidade de dinheiro que entra no meu bolso. O produto não é meu – escolhi o caminho da independência, mesmo que isso signifique abrir mão de muita receita. Para mim, ou você ganha dinheiro no produto ou na recomendação. Nos dois, não.

Publicidade

Mas o que vejo por aí é muito diferente disso: é a receita de produto crescendo nas casas de análise e criando uma tentação para derrubar o preço dos relatórios e cursos, que passam a ser meros canais para levar clientes ao produto próprio.

Lamento que um mercado tão novo, de casas de análise não atreladas a bancos ou corretoras, esteja sendo tomado pelos conflitos. E gostaria de ver clientes identificando o problema e evitando alimentá-lo. Afinal, a demanda tem alto poder de influenciar os rumos do mercado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ágora Investimentos | E-Investidor

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    O ouro está se tornando o “novo dólar”, diz um dos gestores de fundos de hedge mais temidos de Wall Street

  • 2

    A reação do mercado à derrubada das tarifas de Trump pela Suprema Corte

  • 3

    Ibovespa fecha em patamar recorde, acima dos 190 mil pontos, após Suprema Corte derrubar tarifas de Trump

  • 4

    Ibovespa hoje: Vale (VALE3) e Santander (SANB11) saltam mais de 3%; Raízen (RAIZ4) tomba

  • 5

    Proximidade de corte da Selic abre novas apostas entre gestoras; veja as estratégias

Publicidade

Quer ler as Colunas de Luciana Seabra em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IPVA São Paulo 2026: qual placa tem o vencimento hoje (22)?
Logo E-Investidor
IPVA São Paulo 2026: qual placa tem o vencimento hoje (22)?
Imagem principal sobre o Foi demitido e aderiu ao saque-aniversário do FGTS? Veja o que fazer
Logo E-Investidor
Foi demitido e aderiu ao saque-aniversário do FGTS? Veja o que fazer
Imagem principal sobre o Harry Styles no Brasil: veja quais são os Pacotes VIP e preços
Logo E-Investidor
Harry Styles no Brasil: veja quais são os Pacotes VIP e preços
Imagem principal sobre o IPVA de São Paulo 2026: qual placa tem o vencimento hoje (21)?
Logo E-Investidor
IPVA de São Paulo 2026: qual placa tem o vencimento hoje (21)?
Imagem principal sobre o Harry Styles no Brasil: veja os setores e os valores dos ingressos
Logo E-Investidor
Harry Styles no Brasil: veja os setores e os valores dos ingressos
Imagem principal sobre o PREVBarco do INSS: 6 cidades recebem atendimento ainda em fevereiro de 2026
Logo E-Investidor
PREVBarco do INSS: 6 cidades recebem atendimento ainda em fevereiro de 2026
Imagem principal sobre o Pix fora do ar? 3 maneiras simples de pagar as contas durante instabilidades
Logo E-Investidor
Pix fora do ar? 3 maneiras simples de pagar as contas durante instabilidades
Imagem principal sobre o Rolex 6 Horas de São Paulo: veja o valor dos ingressos e pacotes
Logo E-Investidor
Rolex 6 Horas de São Paulo: veja o valor dos ingressos e pacotes
Últimas: Colunas
Consórcio, carreira e aposta: quando a conta não fecha, a história convence
Ana Paula Hornos
Consórcio, carreira e aposta: quando a conta não fecha, a história convence

Decisões que parecem estratégicas podem esconder custos invisíveis: no dinheiro, no trabalho e no futuro

21/02/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
Agora o ano começou de verdade. E a sua estratégia já começou?
Carol Paiffer
Agora o ano começou de verdade. E a sua estratégia já começou?

Com um calendário fragmentado e mais feriados prolongados, 2026 exige planejamento tático, metas fracionadas e execução disciplinada para transformar energia em resultado

20/02/2026 | 15h26 | Por Carol Paiffer
OPINIÃO. Banco Master e as lições para o modelo de supervisão do Banco Central
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Banco Master e as lições para o modelo de supervisão do Banco Central

As liquidações recentes expõem fragilidades na supervisão bancária e levantam a necessidade de revisão permanente dos mecanismos de controle

19/02/2026 | 15h32 | Por Fabrizio Gueratto
Fundos de investimento, crédito bancário e a importância das plataformas
Einar Rivero
Fundos de investimento, crédito bancário e a importância das plataformas

Uma comparação simples mostra o impacto das plataformas de distribuição na desconcentração do mercado financeiro brasileiro

18/02/2026 | 14h21 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador