• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

FIDCs, Cetipados e COEs: mentiras sinceras te interessam?

Produtos sem volatilidade atraem clientes, mas escondem riscos e custos

Por Luciana Seabra

06/05/2025 | 15:00 Atualização: 06/05/2025 | 15:43

Receba esta Coluna no seu e-mail
Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)
Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)

Sou obrigada a concordar que grande parte dos investidores é avessa à volatilidade. Os fluxos não mentem: seja qual for o ativo, períodos de perdas costumam gerar resgates.

Leia mais:
  • Progressiva ou regressiva na previdência: não escolha agora
  • O erro que fez investidores deixarem de ganhar na Bolsa em janeiro – e como aprender com isso
  • Déjà vu dos fundos multimercados: a recuperação que nem todos esperaram
Cotações
26/02/2026 19h50 (delay 15min)
Câmbio
26/02/2026 19h50 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Ou, como costumam dizer nos bastidores do mercado, clientes não gostam da “volatilidade para baixo”; já “volatilidade para cima” todo mundo curte – como se fosse possível ter a segunda sem topar a primeira.

Interpreto tal fato como reflexo de falta de educação financeira e informação de qualidade para investidores. Um mínimo de estudo sobre investimentos de risco mostra que, para ter ganhos, é preciso aprender a lidar com prejuízos.

Publicidade

Agora, se você não conhece fogos de artifício e de repente ouve um estrondo e vê fumaça, sua tendência é correr. E essa é uma reação totalmente racional.

Solução óbvia, na minha opinião: é preciso investir mais em educação financeira, a fim de que as pessoas sejam capazes de montar uma carteira diversificada para o longo prazo sem fazer o pior possível, que é colocar dinheiro depois que subiu e retirar depois que caiu.

É isso que os agentes de mercado têm feito? Têm investido mais em educação financeira? De forma geral, não. É lamentável ver que eles buscaram a saída mais fácil – que, infelizmente, com frequência não é a melhor para quem investe.

O que tenho ouvido em minhas interações com o mercado é o foco na oferta e desenvolvimento de soluções que mascaram a volatilidade.

Publicidade

Nesses produtos o risco existe – e pode até ser maior do que em investimentos cujo valor oscila –, mas ele não aparece claramente para quem investe.

É o caso por exemplo do crescimento expressivo de patrimônio em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), de R$ 93 bilhões somente nos últimos 12 meses, conforme dados da Anbima, associação que representa o mercado. Tudo isso em um período em que houve saída de R$ 372 bilhões de multimercados e R$ 49 bilhões de fundos de ações.

Veja bem, não sou contra os FIDCs, mas contra a venda errada deles. Esses produtos promovem uma desintermediação bancária. Para simplificar, costumo explicá-los assim às pessoas físicas: imagine uma varejista de vestuário que oferece cartão de crédito para seus clientes. Ela prefere focar sua operação em moda e, por isso, repassa os recebíveis a um FIDC, em troca da antecipação do valor.

E assim a varejista recebe tudo hoje – claro, com um desconto. E os investidores do fundo ficam com o direito ao crédito futuro.

Publicidade

Há oportunidades em FIDCs, mas os produtos mais rentáveis – e, sendo assim, favoritos de quem investe de olho somente no retorno – estão entre os fundos mais arriscados do segmento de crédito privado.

De forma geral, as operações são mais complexas, menos transparentes e, em geral, o risco de inadimplência é maior do que em fundos de crédito privado tradicionais, que alocam em Certificados de Depósito Bancário (CDBs), letras financeiras e debêntures – e às vezes um pouco também em FIDCs. Antes de investir, é preciso analisar com cuidado as opções.

O pulo do gato para a venda é que, nos FIDCs, a volatilidade é praticamente ausente, porque as operações ficam restritas em geral a poucas carteiras.

Não há tanta negociação quanto nos demais ativos de crédito, que costumam ser detidos por vários investidores diferentes. E, assim, os preços não são marcados com tanta frequência. Afinal, só quando algo é vendido de fato que sabemos precisar com segurança seu preço.

Publicidade

Costumo recomendar FIDCs como parte de um portfólio diversificado, não como a totalidade da carteira. Acontece que esses fundos são frequentemente apresentados para investidores como alternativas aos fundos de crédito tradicionais, sem explicações quanto aos riscos. E a ausência de volatilidade – apesar de mascarar o risco – acaba facilitando a venda.

A falta de oscilação é também o que tem fortalecido, infelizmente, a venda dos chamados fundos cetipados. Eles são assim chamados porque, em vez de listados em Bolsa, são negociados fora do pregão – no chamado mercado de balcão, antiga Cetip.

Enquanto na Bolsa há negociação transparente com formação de preço a partir da interação entre compradores e vendedores, no mercado cetipado, o preço é definido unilateralmente pela corretora.

Ao manter para si a precificação, a corretora pode definir livremente os chamados spreads, na entrada e na saída.

Publicidade

Sem a tela do home broker que dá acesso ao valor real do ativo, resta a você aceitar o preço indicado pelo assessor ou gerente. Se eles venderem a você por mais do que o ativo realmente vale ou comprarem de você por menos do que isso, embolsam o restante.

Fundos de debêntures de infraestrutura ou imobiliários, por exemplo, naturalmente têm volatilidade – seja pela oscilação do valor dos ativos que carregam seja pela oferta e demanda em Bolsa. Na versão cetipada, entretanto, investidores não conseguem ver todo esse agito. Ao comprar ou vender, pedem o preço a quem lhes atende.

Ou seja, a redução da oscilação aparente pode custar caro a quem investe.

A demanda, entretanto, tem sido relevante – e também, pelo que tenho ouvido nos corredores da Faria Lima, a pressão de distribuidores para que os gestores façam fundos neste formato. Alguns mais responsáveis se recusam, por entenderem que investidores acabam reféns da estratégia de venda dos distribuidores nesses casos, o que é fato.

Publicidade

Reforço: nos fundos cetipados, o risco continua existindo. Ele é mascarado, entretanto, por meio da ausência de negociação em mercado aberto. O que em geral as pessoas não percebem é que, no escuro, também podem levar uma mordida nada agradável em seu retorno, graças ao conflito de interesses de quem vende.

Os Certificados de Operação Estruturada (COEs), por sua vez, já estão bastante queimados, mas ainda aparecem nas carteiras de investidores, muitas vezes com peso relevante. Ainda recebo com frequência relatos de clientes que se arrependeram de ter os recursos travados em operações de longo prazo que mal entenderam.

Aqui assessores e gerentes apostam no argumento do capital garantido, ou seja, de que o capital investido inicialmente não encolherá. Preciso lembrar que R$ 50 mil daqui a cinco anos não equivalem a R$ 50 mil hoje? Pode haver sim perda de poder de compra.

Seduzidos pelo capital garantido, entretanto, investidores topam deixar o dinheiro travado por longos períodos. Em muitos casos, entretanto, quem realmente ganha é a corretora – e não eles.

Bom dizer que abrir mão de liquidez por anos pode fazer muito sentido na composição de portfólio – desde que seja para uma parcela do patrimônio com horizonte condizente, que haja uma expectativa de retorno relevante e transparência quanto aos custos.

Se o objetivo for proteger o cliente do impulso de resgate antes da hora, há formas melhores de fazê-lo. Sou defensora, por exemplo, de fundos com prazo de carência longo, como fundos de crédito estruturado com resgate em 90, 180 ou 360 dias. Nesse caso, a volatilidade segue visível e as regras estão mais claras, assim como os custos. O gestor protege a estratégia (e clientes) ao não ter que vender ativos às pressas em casos de crise.

Produtos com volatilidade e carência são mais difíceis de vender nas plataformas e por isso menos comuns – é o que eu ouço por aí. Claro, exigem vendedores dispostos a explicar e educação financeira. E isso deveria ser parte do negócio.

O que investidores não percebem ao topar a oferta ostensiva de produtos como FIDCs, COEs e fundos cetipados sem uma análise mais profunda é que estão assinando embaixo da menor transparência.

Lembre-se: os buracos seguem na estrada, você somente topou entrar nela de olhos vendados. E abrir mão de olhos bem abertos em um mercado financeiro tão conflitado não costuma acabar bem.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs)
  • Investidores
  • Investimentos
  • mercado
  • volatilidade

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde com tarifas de Trump no radar e impulso de Vale e Petrobras

  • 2

    Isa Energia, Taesa e Axia: quem sustenta dividendos na nova safra de balanços

  • 3

    Como o negócio de “dívida infinita” do Master sobreviveu a duas liquidações de bancos

  • 4

    JP Morgan lança JEPI39 na B3 e traz ao Brasil o maior ETF ativo do mundo

  • 5

    Imposto sobre herança deve mudar em SP

Publicidade

Quer ler as Colunas de Luciana Seabra em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como o valor do vale é definido?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como o valor do vale é definido?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (26)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (26)?
Imagem principal sobre o INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (26)?
Logo E-Investidor
INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (26)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como regularizar pendências do CPF?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como regularizar pendências do CPF?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS: o saldo é bloqueado após antecipação?
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS: o saldo é bloqueado após antecipação?
Imagem principal sobre o Gás do Povo: 3 meios práticos para consultar a situação do vale de recarga
Logo E-Investidor
Gás do Povo: 3 meios práticos para consultar a situação do vale de recarga
Imagem principal sobre o PREVBarco do INSS iniciou atendimento em três cidades nesta semana; veja quais
Logo E-Investidor
PREVBarco do INSS iniciou atendimento em três cidades nesta semana; veja quais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: o vale para recarga é cumulativo? Entenda
Logo E-Investidor
Gás do Povo: o vale para recarga é cumulativo? Entenda
Últimas: Colunas
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software
William Castro
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software

Nova onda de inteligência artificial domina as atenções em Wall Street e reacende o debate sobre o futuro das empresas de SaaS

26/02/2026 | 17h04 | Por William Castro
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai
Fabrizio Gueratto
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai

Brasil envelhece rápido e terá menos contribuintes; sem poupança própria, depender da Previdência ou dos filhos será cada vez mais incerto

26/02/2026 | 14h27 | Por Fabrizio Gueratto
Liquidez explode na B3 e coloca 2026 na rota do 2º maior volume da história


Einar Rivero
Liquidez explode na B3 e coloca 2026 na rota do 2º maior volume da história



Com entrada recorde de capital estrangeiro e Ibovespa em máximas históricas, mercado à vista da B3 recupera profundidade e sinaliza mudança de fase no ciclo acionário brasileiro

25/02/2026 | 17h28 | Por Einar Rivero
O trunfo na mão de Lula que pode redefinir as negociações com Trump
Thiago de Aragão
O trunfo na mão de Lula que pode redefinir as negociações com Trump

Brasil é hoje o segundo país do mundo em reservas de terras raras: governo deve usar isso a seu favor, articulando BNDES, fundos de pensão e investidores estrangeiros

25/02/2026 | 14h31 | Por Thiago de Aragão

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador