• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Ouro a US$ 6.200 e Selic em risco? O dilema de Ormuz e o choque que pode travar a queda dos juros

Escalada dos preços do petróleo impõe um obstáculo substancial ao ciclo de queda da Selic, previsto para começar nesta semana

Por Marco Saravalle

16/03/2026 | 14:19 Atualização: 16/03/2026 | 14:29

Receba esta Coluna no seu e-mail
Cenário de alta do petróleo força bancos centrais a repensar a trajetória de juros, reeditando o temor contracionista de 2022. (Imagem: fotofabrika em AdobeStock)
Cenário de alta do petróleo força bancos centrais a repensar a trajetória de juros, reeditando o temor contracionista de 2022. (Imagem: fotofabrika em AdobeStock)

O ano de 2026 desenrola-se marcado por uma dualidade evidente. Enquanto as ações globais têm demonstrado uma surpreendente resiliência, negociando próximas às suas máximas históricas, o cenário macroeconômico enfrenta um teste de estresse severo. O conflito no Oriente Médio e o impasse no Estreito de Ormuz deixaram de ser um risco de cauda para se tornarem o principal vetor de reprecificação dos ativos.

Leia mais:
  • Guerra no Oriente Médio muda rumo do dólar e pressiona o Brasil; cotação pode chegar a R$ 5,50
  • ‘Cenário de pesadelo’: mercado teme maior interrupção do petróleo da história
  • Raízen e GPA: crise expõe fundos de Itaú, BB e grandes gestoras; veja a lista
Cotações
16/03/2026 14h29 (delay 15min)
Câmbio
16/03/2026 14h29 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Para calibrar as expectativas globais, um alerta recente do UBS traçou a matemática do risco: se o petróleo à vista estacionar acima de USD 90 por barril por mais de seis meses, a inflação norte-americana sofrerá um acréscimo de 60 pontos-base em 2026. Se o choque romper os USD 120 por barril no mesmo horizonte, a inflação nos Estados Unidos avançará expressivos 150 pontos-base.

Esse cenário forçaria os bancos centrais a repensar a trajetória de juros, reeditando o temor contracionista de 2022.

 

Gráfico da escalada da cotação do petróleo Brent e WTI o mercado internacional.
Fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial do petróleo, fez os preços dos contratos da commodity dispararem após o início da guerra de EUA e Israel contra o Irã.

A transmissão do choque para o Brasil

O que esse dado internacional significa na prática para o investidor brasileiro?

Publicidade

A resposta está nos canais de transmissão da economia real. A inflação brasileira vinha a dar sinais de desaceleração, abrindo espaço para um debate cada vez mais presente sobre o afrouxamento da política monetária. No entanto, como bem pontuado pelo economista André Braz em recente análise para o blog o da Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), a escalada do petróleo impõe um obstáculo substancial a esse ciclo.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o petróleo é uma variável de altíssima sensibilidade. O impacto direto começa pela gasolina, que possui um peso próximo de 5% no índice, refletindo rapidamente a alta do barril no consumidor final. O agravante, contudo, reside nos efeitos indiretos.

  • Saiba mais: Entenda a situação do petróleo com a guerra no Irã e como afeta todo o mercado

Como Braz detalha, o transporte rodoviário responde por cerca de 80% da movimentação de cargas no Brasil, fazendo do diesel o insumo central para a formação de preços de praticamente toda a economia. O encarecimento do frete pressiona simultaneamente os custos de alimentos, bens industriais e serviços.

Além disso, o choque atinge a base da cadeia produtiva e o agronegócio. Derivados petroquímicos são essenciais para fertilizantes e defensivos agrícolas, elevando os custos no campo. Soma-se a isso o setor elétrico: em períodos de maior demanda ou restrição hídrica, o acionamento de usinas termoelétricas movidas a derivados de petróleo ou gás natural adiciona uma nova camada de pressão tarifária.

Política monetária

A disseminação de custos por todas essas cadeias produtivas torna o choque inflacionário muito mais persistente, dificultando o processo de convergência para a meta. Com a inflação pressionada de forma sistêmica, o principal risco que se desenha é a limitação estrutural do ciclo de afrouxamento monetário.

Embora ainda exista espaço para cortes na taxa Selic no curtíssimo prazo — como a redução esperada para a reunião de março —, a persistência desse choque de custos ameaça encurtar a janela de quedas, impedindo que o Banco Central (BC) do Brasil entregue um alívio monetário tão consistente e profundo quanto o mercado financeiro inicialmente precificou.

  • Escalada do conflito no Oriente Médio pode desacelerar corte da Selic pelo Copom; veja projeções do mercado

Diante desta neblina, como o investidor deve posicionar-se?

Publicidade

A evidência histórica mostra que drawdowns (medida da queda porcentual de um ativo) gerados por geopolítica no S&P 500 tendem a durar, na mediana, apenas 16 dias. Portanto, o pânico é um mau conselheiro, assim como tentar adivinhar o fundo do mercado.

A transição pelos próximos meses exige uma alocação tática estruturada em proteção. Globalmente, o ouro deve retomar o seu protagonismo como porto seguro geopolítico, com projeções do UBS a apontarem para a faixa de USD 6.200/oz até meados de 2026.

No mercado local, o cenário reforça a necessidade de seletividade: a manutenção dos juros em patamares restritivos continuará a limitar o ímpeto da Bolsa de Valores para o investidor local, ao mesmo tempo que reforça o prêmio da renda fixa. A parcela de risco deve ser cirúrgica, focando em teses resilientes, ativos reais e empresas com inquestionável capacidade de repasse de custos.

Colaboração de Guilherme Carlini Carter, economista, professor de Finanças na FGV e coordenador acadêmico na B7 Business School; atua como managing director da DataBay.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Inflação
  • oriente médio
  • Petróleo

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Bilionários da tecnologia mantêm seus filhos longe das telas que os enriqueceram

  • 2

    Fundos do Itaú têm 64% de debêntures da Raízen e AZ Quest, 50% do GPA

  • 3

    Caixinhas e cofrinhos digitais viram febre entre investidores, mas são seguros?

  • 4

    Dia do Consumidor 2026: Amazon, Mercado Livre, Shopee e mais varejistas travam disputa com descontos de até 90%; veja as campanhas

  • 5

    Ibovespa hoje sobe com números do Focus e do PIB brasileiro em foco, e atento a notícias sobre a guerra no Irã

Publicidade

Quer ler as Colunas de Marco Saravalle em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: avisos na declaração impedem o envio?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: avisos na declaração impedem o envio?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: posso preencher dados com base na última declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: posso preencher dados com base na última declaração?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: o que são as vendas exclusivas?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: o que são as vendas exclusivas?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: prêmio de R$ 35 milhões pode acumular?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: prêmio de R$ 35 milhões pode acumular?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: o que são as vendas paralelas?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: o que são as vendas paralelas?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: quando começam as vendas exclusivas?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: quando começam as vendas exclusivas?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: veja o valor do prêmio milionário
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: veja o valor do prêmio milionário
Imagem principal sobre o O que é o aplicativo do FGTS?
Logo E-Investidor
O que é o aplicativo do FGTS?
Últimas: Colunas
O Imposto de Renda que revela seu patrimônio
Samir Choaib
O Imposto de Renda que revela seu patrimônio

Enquanto em muitos países se declara apenas a renda, o contribuinte brasileiro precisa atualizar anualmente um verdadeiro inventário perante o Estado

14/03/2026 | 06h30 | Por Samir Choaib
O mercado financeiro ainda não conversa com metade do país — as mulheres
Eduardo Mira
O mercado financeiro ainda não conversa com metade do país — as mulheres

A principal ameaça financeira para muitas mulheres não está no risco de investir — mas em permanecer fora do mercado de capitais

13/03/2026 | 14h25 | Por Eduardo Mira
OPINIÃO. Classe média no Brasil vive como rica e se aposenta como pobre
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Classe média no Brasil vive como rica e se aposenta como pobre

“Ah, eu ganho pouco, não dá para poupar”. Se todos os brasileiros ganhassem o dobro, também dobrariam os gastos. Poupar não é sobre salário, é sobre disciplina

12/03/2026 | 13h51 | Por Fabrizio Gueratto
Qual empresa da Bolsa paga o maior salário ao CEO? Líder do ranking recebe R$ 81,7 milhões
Einar Rivero
Qual empresa da Bolsa paga o maior salário ao CEO? Líder do ranking recebe R$ 81,7 milhões

Levantamento com 79 companhias com base em formulários de referências na CVM aponta que elas investiram R$ 1,35 bilhão com remuneração dos principais executivos

11/03/2026 | 16h46 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador