• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Crise fiscal no curto prazo e Bolsa barata no longo prazo

Maior probabilidade do governo não honrar com a dívida interna pode afetar a economia e investimentos; veja a análise

Por Marco Saravalle

09/12/2024 | 15:38 Atualização: 09/12/2024 | 15:50

Receba esta Coluna no seu e-mail
Pacote fiscal do governo ainda gera dúvidas no mercado. (Foto: Adobe Stock)
Pacote fiscal do governo ainda gera dúvidas no mercado. (Foto: Adobe Stock)

Desde o início do governo, nós da MSX Invest alertávamos para o risco fiscal. Enquanto parte do mercado seguia otimista com o “Lula pragmático” e a “bolsa podendo chegar a 150 mil pontos”, fomos céticos em relação à condução da política fiscal. Da campanha até o anúncio do arcabouço, os sinais sempre estiveram claros: foco na arrecadação e aumento de gastos.

Leia mais:
  • “Até 80% dos trabalhadores assalariados serão beneficiados”, diz Haddad sobre medida do pacote fiscal
  • 5 motivos que mostram por que o mercado está criticando o pacote fiscal
  • Apostas contra a Vale (VALE3) disparam; e isso pode ter a ver com outra empresa da Bolsa
Cotações
22/05/2026 17h46 (delay 15min)
Câmbio
22/05/2026 17h46 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Com o pacote fiscal anunciado na semana passada, não foi diferente. A proposta do governo não trouxe medidas de corte de gastos, mas apenas de retenção do crescimento das despesas – o que é bem diferente. Não tratou do fim dos mínimos constitucionais com saúde e educação e trouxe ainda a isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. Com essas propostas, o mercado entendeu que a conta não fecha e a dívida pública não vai se estabilizar.

A reação foi imediata e o risco foi para preço. O dólar rompeu R$ 6. Na curva, os juros futuros precificavam Selic superior a 14% ao ano.

  • Pacote de Haddad vai cobrar imposto sobre dividendos, mas não da maneira que você pensa. Veja exemplos

A piora fiscal traz dois problemas: aumento do risco de crédito do governo e elevação da inflação. A maior probabilidade de o governo não honrar o pagamento da dívida interna pode afetar a atividade econômica ao contaminar as expectativas dos investidores. Já vimos este filme durante o governo Dilma Rousseff. O Brasil crescia próximo de 3% e a taxa de desemprego rondava a casa de 6%, situação parecida com a de hoje. No entanto, a piora das expectativas fiscais reverteram rapidamente os ganhos da atividade econômica em duas quedas consecutivas do Produto Interno Bruto (PIB) superiores a 3%.

Publicidade

O outro problema da piora fiscal envolve a inflação. Atualmente, a economia brasileira cresce acima do seu potencial e há baixa ociosidade no mercado de trabalho. Nesse cenário, qualquer estímulo de demanda – aumento de gasto, crédito subsidiado ou isenção fiscal – pode se reverter em alta de preços, uma vez que a capacidade produtiva (oferta) não aumenta no curto prazo.

Para falar a verdade, esse processo já ocorre. O último Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) não deixou dúvidas. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,77% superior ao teto da meta (4,5%). Não só a inflação corrente piorou, como as expectativas inflacionárias seguem em alta, de acordo com as projeções do boletim Focus.

A política fiscal e o dólar

Outro fator que pode colocar mais gasolina na inflação é a forte alta do dólar, que também subiu por conta da piora fiscal. Como vários componentes e insumos do processo de produção no Brasil são cotados na moeda americana, o avanço da cotação do dólar pressiona o preço de diversos produtos, potencializando a inflação. É difícil prever para onde vai a moeda americana, mas já se pode dizer que o novo câmbio de equilíbrio do Brasil é de R$ 6, com viés de alta.

O dólar pode subir mais diante das políticas econômicas a serem adotadas por Donald Trump, presidente eleito nas últimas eleições americanas, consideradas mais inflacionárias. Se a inflação permanecer persistente nos EUA (“sticky”), a tendência é do Federal Reserve (Fed, o banco central do país) interromper o corte de juros, mantendo a taxa básica ao redor de 4,0% – patamar elevado para a maior economia do mundo.

Um fator que poderia contribuir para arrefecer a depreciação do real seria uma melhora em nossa balança de transações correntes. Porém, em relação a 2023, o déficit aumentou devido à queda nas exportações e aumento das importações. O arrefecimento do crescimento chinês somado ao elevado gasto do governo (déficit gêmeos), contribui para esse movimento.

Publicidade

O cenário de agora é bastante parecido com o governo Dilma, tanto na causa quanto nos sintomas. A diferença é que atualmente a situação fiscal está bem pior do que naquela época. No início do governo Dilma 1, a dívida bruta era de 56% do PIB, hoje está em 78,6%. Já o déficit primário acumulado em 12 meses está 2,02% atualmente, contra 0,35% em dezembro de 2014.

E a Bolsa nessa?

Por outro lado, ao contrário de outros tempos, o Banco Central (BC) age de maneira independente, compensando a política fiscal expansionista do governo com o endurecimento da política monetária. O mercado tem dúvida se a mão de ferro do Banco Central continuará com Gabriel Galípolo. Se o novo presidente do Banco Central e os demais diretores cederem às pressões políticas do governo, a crise está contratada.

  • Leia mais: Como a mudança de presidente do BC afeta a vida mesmo de quem não investe?

Cabe agora ao Banco Central continuar com a política monetária restritiva para compensar aventuras do lado fiscal. Compete também ao Congresso Nacional aprimorar o pacote fiscal.

No curto prazo, o comportamento desses atores será fundamental, para quem quer operar Bolsa, dólar e juros no Brasil. No longo prazo, a Bolsa continua muito barata, mas a correção poderá demorar para vir, pois depende da “troca de governo”, que pode impactar a política fiscal.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • bolsa
  • Dolar
  • Juros
  • pacote fiscal

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Recuperação judicial da Estrela afeta 26 FIDCs; fundos concentram 70% da dívida

  • 2

    Ações de bancos tombam após rali e chegam perto das mínimas do ano; veja oportunidades

  • 3

    Itaúsa cansou de andar atrás do Itaú – e agora o mercado percebe uma vantagem

  • 4

    Dólar perto de R$ 5 vira problema e muda o jogo para gigantes da Bolsa; veja vencedores e perdedores

  • 5

    FIIs são melhores que REITs? Veja qual vale mais a pena para renda e crescimento

Publicidade

Quer ler as Colunas de Marco Saravalle em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Imagem principal sobre o Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Imagem principal sobre o FGTS: aposentados por invalidez podem sacar o dinheiro em todas as contas com saldo?
Logo E-Investidor
FGTS: aposentados por invalidez podem sacar o dinheiro em todas as contas com saldo?
Imagem principal sobre o 13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Logo E-Investidor
13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Imagem principal sobre o Desenrola Fies 2026: passo a passo simples para renegociar dívidas
Logo E-Investidor
Desenrola Fies 2026: passo a passo simples para renegociar dívidas
Imagem principal sobre o Mega-Sena: vendas exclusivas para o sorteio especial de 30 anos estão abertas
Logo E-Investidor
Mega-Sena: vendas exclusivas para o sorteio especial de 30 anos estão abertas
Últimas: Colunas
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás
Fabrício Tota
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás

O Brasil pode liderar a nova infraestrutura financeira, mas corre o risco de expulsar usuários e empresas se exagerar na regulação das stablecoins

22/05/2026 | 17h44 | Por Fabrício Tota
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos
Fabrizio Gueratto
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos

O erro não está em comprar imóvel, mas em transformar essa compra na primeira grande meta da vida adulta

21/05/2026 | 17h18 | Por Fabrizio Gueratto
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando
Thiago de Aragão
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando

Reaproximação entre Donald Trump e Xi Jinping reacende compras agrícolas dos EUA e expõe fragilidade do protagonismo recente do Brasil no mercado chinês

20/05/2026 | 16h02 | Por Thiago de Aragão
Day trade muda de perfil no Brasil e atrai investidores mais experientes
Einar Rivero
Day trade muda de perfil no Brasil e atrai investidores mais experientes

B3 quer atrair quem opera em plataformas irregulares para o ambiente legal, podendo dobrar o número de traders ativos no mercado

20/05/2026 | 14h02 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador