• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O fim dos juros baixos no mundo. A sua carteira está preparada?

Ritmo acelerado de vacinação nos EUA alerta para um risco real de sobreaquecimento da economia e inflação

Por Marilia Fontes

05/03/2021 | 7:21 Atualização: 05/03/2021 | 12:04

Receba esta Coluna no seu e-mail
Curva de juros ascendente (Foto: Evanto Elements)
Curva de juros ascendente (Foto: Evanto Elements)

Em 2008, estourou nos Estados Unidos uma crise financeira brutal, que contaminou a economia do mundo todo. O juro americano foi reduzido a zero e mesmo assim a economia rumava para uma grande depressão.

Leia mais:
  • A Selic vai subir em março?
  • O que é dominância fiscal e o que ela tem a ver com os seus investimentos
  • Como a autonomia do BC pode ajudar os investimentos
Cotações
27/04/2026 17h09 (delay 15min)
Câmbio
27/04/2026 17h09 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Como reação à crise, o Federal Reserve inventou um programa de estímulos monetários jamais visto: o Quantitative Easyning, ou QE para os íntimos.

O QE era basicamente um programa de recompra de títulos do governo americano e títulos de crédito securitizados. Essa recompra comprimia as taxas da curva de juros de prazos mais longos, assim como provia liquidez ao mercado de crédito público e privado.

Publicidade

O resultado dessa política de compressão generalizada de taxas foi a valorização nos preços dos ativos, aumento de confiança, liquidez brutal no sistema financeiro e busca por investimentos mais arriscados.

A melhora também transbordou para a economia real, mas em forma de uma recuperação lenta, desigual e frágil. Ao contrário do que muitos economistas alertaram, a impressão monetária e aquecimento da atividade não gerou nenhuma inflação. E o início da retirada dos estímulos jogou a economia de volta para baixo.

Esta era a realidade do mundo até o ano passado: estímulos, crescimento baixo, liquidez global, queda de juros e alta nos preços dos ativos.

Mas em 2020 algo mudou! Chega no mundo a maior e mais cruel pandemia da história. Países inteiros foram obrigados a fecharem suas economias para proteger a população. Cadeias produtivas foram quebradas, empregos foram exterminados, saúde se tornou uma barreira.

Publicidade

O mercado rapidamente entrou em modo “pânico”, se livrando de todos os ativos de risco, frente a incerteza de não saber no que aquilo tudo iria dar. Ações viraram pó, circuit breakers entraram no jogo, moedas emergentes se desvalorizaram e o crédito secou.

Diante de um novo cenário desafiador, e novamente sem espaço algum para política monetária estimulativa, o governo americano decidiu atacar a crise de uma forma diferente: através de uma expansão fiscal sem precedentes.

Dois trilhões foram injetados na economia e, dentre outras formas, tivemos vouchers diretamente transferidos aos mais necessitados. Isso mudou tudo!

Essa foi a primeira vez que vimos um pacote fiscal tão amplo e relevante. Até então, os recursos dos QEs iam para os detentores de títulos públicos e privados, ou seja, para os poupadores. Valorizar o patrimônio dos poupadores não gerou mais consumo de forma consistente, afinal, quem já tem recursos não vai aumentar tanto seu nível de gasto.

Publicidade

Já o estímulo fiscal teve um efeito diferente. O dinheiro foi transferido diretamente para a mão da população de baixa renda. População essa que tem um consumo proporcionalmente maior em relação à renda.

Aí estava a grande diferença! O estímulo monetário beneficiou os mais ricos, enquanto o fiscal beneficiou os mais necessitados.

O resultado dessa política também se mostrou bem diferente. Observamos, nos dados, a mais rápida recuperação econômica já vista na história. Enquanto em 2008 o desemprego demorou 10 anos para retornar a níveis pré-crise, as estimativas para o retorno dos EUA ao nível de desemprego anterior giram em torno de apenas 2 anos. Dados de produção industrial, vendas no varejo e PIB mostram níveis impressionantes de atividade.

Além disso, o novo governo de Joe Biden pressionou o Congresso a aprovar um novo pacote de 1,9 trilhão de dólares. Novos vouchers serão distribuídos em cima de uma economia já em recuperação. Somado a isso teremos nos próximos meses a finalização da vacinação em massa com o retorno da população à normalidade.

Publicidade

Temos um risco real de sobreaquecimento da economia e inflação!

Não diria que o cenário esperado é de hiperinflação. Mas o risco de alta nos preços irá obrigar o Fed a retirar os estímulos monetários e reverter a compra de títulos. Ou seja, exatamente o que mantinha as taxas de juros longos em patamares artificialmente baixos.

O próprio risco inflacionário já seria o suficiente para levar o mercado a pedir mais prêmio nessas curvas de juros, fato esse que já está acontecendo. Desde a vitória de Biden, e de seu programa agressivo de estímulos, estamos vendo os juros americanos de 10 anos subirem.

Após 40 anos de tendência cadente da taxa de juros considerada “livre de risco” no mercado mundial, podemos finalmente estar diante de uma reversão. Vale lembrar que a queda dos juros trouxe diversos efeitos colaterais para a economia e os mercados: busca por ativos de risco, aumento de investidores no mercado, empreendedorismo de fé, múltiplos esticados, liquidez, e o mais importante de todos: alavancagem!

Publicidade

É preciso estar muito atento à possibilidade de reversão deste cenário. Podemos entrar em um mercado que é diferente do que todos os gestores recentes já vivenciaram. E você, como investidor, deve se perguntar: será que a minha carteira está preparada para isso?

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Inflação
  • Juros
  • Taxa Selic

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Dólar abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos: viajar agora ou esperar? Veja se vale a pena comprar

  • 2

    O novo luxo: como itens raros, de guitarras a vinhos, viraram símbolo de status entre bilionários

  • 3

    Robôs dominam mais da metade das negociações na B3; o que isso muda para quem investe?

  • 4

    Buffett devia só US$ 7 em impostos aos 14 anos — veja sua 1ª declaração

  • 5

    Ibovespa hoje repercute tensão EUA-Irã, Focus e semana de Super Quarta

Publicidade

Quer ler as Colunas de Marilia Fontes em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Passaporte EUA: quanto custa a emissão do 1º documento para assistir à Copa do Mundo 2026?
Logo E-Investidor
Passaporte EUA: quanto custa a emissão do 1º documento para assistir à Copa do Mundo 2026?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: alunos podem movimentar o dinheiro em lotéricas?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: alunos podem movimentar o dinheiro em lotéricas?
Imagem principal sobre o Starlink mini para viagem: veja quanto tempo dura o período de teste do plano
Logo E-Investidor
Starlink mini para viagem: veja quanto tempo dura o período de teste do plano
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: o que acontece com o dinheiro quando o aluno encerra a conta no Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: o que acontece com o dinheiro quando o aluno encerra a conta no Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Se você fizer isso, pode acabar recebendo a sua restituição do IR mais tarde
Logo E-Investidor
Se você fizer isso, pode acabar recebendo a sua restituição do IR mais tarde
Imagem principal sobre o IR 2026: até quando idosos com mais de 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição mais cedo?
Logo E-Investidor
IR 2026: até quando idosos com mais de 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição mais cedo?
Imagem principal sobre o Como conseguir a sua restituição do IR mais cedo? Descubra
Logo E-Investidor
Como conseguir a sua restituição do IR mais cedo? Descubra
Imagem principal sobre o 5 dicas para idosos fugirem das dívidas e salvar as finanças
Logo E-Investidor
5 dicas para idosos fugirem das dívidas e salvar as finanças
Últimas: Colunas
A (última?) decepção com o Banco do Brasil reacende o alerta
Marco Saravalle
A (última?) decepção com o Banco do Brasil reacende o alerta

Após frustrar expectativas, banco lança dúvidas sobre risco político e enfraquece a tese de dividendos

27/04/2026 | 14h18 | Por Marco Saravalle
Imposto de Renda: quando incluir dependentes pode sair mais caro
Samir Choaib
Imposto de Renda: quando incluir dependentes pode sair mais caro

Somar a renda do dependente à declaração pode elevar a alíquota e anular o ganho com deduções

25/04/2026 | 06h30 | Por Samir Choaib
O preço do dólar não deveria guiar seu investimento no exterior
William Castro
O preço do dólar não deveria guiar seu investimento no exterior

Mais do que a cotação, estratégia, diversificação global e tempo de mercado explicam o retorno de quem investe fora do Brasil

24/04/2026 | 17h52 | Por William Castro
Lavagem de dinheiro com cripto: nada mais (in)discreto do que lavar dinheiro em público
Fabrício Tota
Lavagem de dinheiro com cripto: nada mais (in)discreto do que lavar dinheiro em público

Rastro público das blockchains desafia o mito do anonimato e expõe o papel — ainda minoritário — das criptomoedas na lavagem global

24/04/2026 | 14h10 | Por Fabrício Tota

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador