O barulho foi causado principalmente na rede X, antigo Twitter, após a imagem ser compartilhada pela página de fofoca “poponze”. O valor da bolsa, de acordo com a página, ultrapassava os R$ 14 mil. Nos comentários e compartilhamentos, os usuários demonstravam revolta e apoio a pautas como a taxação das pessoas de alta renda.
“Ricos podem gastar R$ 14 mil em uma bolsa para uma criança, mas não querem pagar imposto como os pobres”, disse um dos internautas, cujo comentário recebeu mais de 4,2 mil curtidas.
A bolsa vale tudo isso mesmo?
Após a polêmica, foi constatado que a bolsa usada por Vicky Justus era da grife de luxo Fendi e, de acordo com muitos sites, vale por volta de R$ 14 mil. A bolsa, laranja e de tamanho pequeno, é do modelo “Peekaboo” da marca.
No site oficial da empresa, uma bolsa muito semelhante à que a criança segurava está disponível para compra no valor de US$ 5.450,00, o que, convertendo para o real, daria aproximadamente R$ 29,8 mil.
Ainda assim, não é possível saber com precisão se a bolsa da filha de Justus é exatamente esta, tendo em vista que os modelos Peekaboo podem variar de preço, dependendo do tamanho e do material usado para confeccionar a bolsa. O acessório mais em conta encontrado está sendo vendido por US$ 1,5 mil (R$ 8,2 mil) e é do tamanho nano, ou seja, uma micro bolsa.
Já a peça deste modelo mais cara disponível no site é a Peekaboo IseeU Petite, feita em pele de crocodilo. Para adquirir esta bolsa, além de ser necessário fazer o pedido com antecedência, o comprador precisa desembolsar US$ 26,3 mil (R$ 143,8 mil).
O pronunciamento de Roberto Justus e Ana Paula Siebert
A polêmica gerou muitos comentários de ódio contra a família, como o de um professor de universidade pública que sugeriu “guilhotina” como solução do “problema”. Preocupados com a gravidade das alegações, os pais de Vicky se pronunciaram no último domingo (6).
No vídeo, Justos e Siebert esclarecem que essa bolsa foi, na verdade, um presente. “Ela apareceu com uma bolsinha, que inclusive nem compramos, foi um presente. Mas, mesmo que tivéssemos comprado, não cabe a alguém julgar”, disseram.
Ao longo do pronunciamento, Roberto Justus e Ana Paula Siebert alegaram que tomarão as providências cabíveis no caso e que, para servir de exemplo, resolverão a situação em âmbito judicial.