• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O que o governo ganha com o não reajuste da tabela do Imposto de Renda

Sucessivos governos vêm se apropriando da renda do trabalhador de forma escancarada. Entenda

Por Rafael Paschoarelli

02/07/2021 | 7:34 Atualização: 02/07/2021 | 7:34

Receba esta Coluna no seu e-mail
Foto: Felipe Rau/Estadão
Foto: Felipe Rau/Estadão

Sucessivos governos vêm se apropriando da renda do trabalhador de forma escancarada, deixando o sistema tributário ainda mais regressivo. De forma escancarada, pois é notório que a faixa de isenção de IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) dos assalariados não foi devidamente corrigida desde 1996, pelo menos.

Leia mais:
  • Como investir a restituição do imposto de renda?
  • Mentiras socialmente aceitas: financiamento sem juros
  • Restituição do IR: conheça tudo sobre o assunto
  • Entenda a taxação de IR na renda fixa e nos dividendos
Cotações
20/03/2026 9h51 (delay 15min)
Câmbio
20/03/2026 9h51 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A regressividade aumenta porque o não ajuste da tabela do IRRF atinge de forma mais contundente as camadas da população com os menores salários. Passar a pagar IR pelo simples fato de o salário ter sido corrigido pela inflação (e a tabela de isenção não ter sido) é injusto. Significa literalmente menos comida na mesa.

Ao não reajustar a tabela de IR dos assalariados, o governo se apropriou e continua se apropriando indevidamente de uma parcela considerável da renda do trabalhador. Alegar que precisa repor a perda de receita decorrente do reajuste da faixa de isenção é, para dizer o mínimo, um insulto à inteligência do contribuinte.

Publicidade

Vamos aos números:

Em 1996, a faixa de isenção para os assalariados era de R$ 900. Se fosse devidamente corrigido pelo IPCA (índice oficial de inflação), estes mesmos R$ 900 estariam em R$ 4.149 em maio de 2021. A título de comparação, se corrigido pelo IGP-M desde 1996, a faixa de isenção de IR chegaria em R$ 7.639,00!

Atualmente, a faixa de isenção para os assalariados é de R$ 1.903,98 e o governo propõe reajustar a faixa de isenção para R$ 2.500, muito abaixo dos R$ 4.149.

Não é exagero dizer que, enquanto a tabela de IRRF não for atualizada automaticamente, independente da boa vontade do governante ou do Congresso Nacional, a renda do trabalhador assalariado continuará a ser expropriada. Este efeito é tão ou mais intenso quanto maior for a inflação, atingindo de maneira mais incisiva os assalariados de menor renda.

Reforma tributária

Na proposta de reforma tributária, apresentada no dia 25 de junho, o governo alegou que precisa compensar a perda de arrecadação com o ajuste da tabela do IRRF.

Publicidade

Conforme explanado, não é exatamente uma perda de receita, dado que o governo já se apropriou indevidamente da renda do trabalhador. Suponhamos outros setores sejam tributados para financiar as “perdas” de receita ao elevar, ainda que parcialmente, o patamar de isenção de IR para os trabalhadores. Suponha também que o ajuste das faixas de isenção continue a não ser automático, exatamente como é hoje.

Mais alguns anos se passarão sem que a tabela do IRRF seja reajustada e, digamos, que em 2026 o novo governante se disponha a reajustar a faixa de isenção. Agora, tente adivinhar o que ele/ela candidamente argumentará para conseguir fazer este ajuste?

Acertou na mosca quem disse que o governante de plantão argumentará que para aumentar a faixa de isenção dos assalariados será necessário tributar “um pouco mais” outros segmentos mais aquinhoados da sociedade.

Este processo simplesmente não terá fim!

Publicidade

Concluo enfatizando que enquanto o ajuste da tabela de IRRF não for anual e automático, a renda do trabalhador continuará sendo tungada e o governo terá mais pretextos para aumentar a carga tributária da sociedade como um todo usando como justificativa a necessidade de repor as “perdas” de receita advindas do reajuste tabela do IRRF.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Governo
  • Imposto de Renda
  • Inflação
  • Reforma tributária

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Copom corta a Selic e reforça cautela — o que fazer com seus investimentos agora

  • 2

    Tesouro injeta R$ 42 bi em dois dias e faz maior intervenção em 13 anos

  • 3

    Warren Buffett tem uma regra simples para a aposentadoria — e muita gente ignora

  • 4

    Nova poupança do investidor brasileiro? CDB ganha espaço, mas exige cuidados

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em queda com expectativa por decisão de juros do Copom

Publicidade

Quer ler as Colunas de Rafael Paschoarelli em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Bolsa Família: descumprimento das condicionalidades pode bloquear o benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: descumprimento das condicionalidades pode bloquear o benefício?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: CPF com pendência pode bloquear o benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: CPF com pendência pode bloquear o benefício?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (20)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (20)?
Imagem principal sobre o FGTS: documentos que aposentados devem apresentar ao solicitar o saque
Logo E-Investidor
FGTS: documentos que aposentados devem apresentar ao solicitar o saque
Imagem principal sobre o Salário-maternidade: veja a duração do benefício em casos de adoção
Logo E-Investidor
Salário-maternidade: veja a duração do benefício em casos de adoção
Imagem principal sobre o Auxílio-reclusão: quem é considerado dependente?
Logo E-Investidor
Auxílio-reclusão: quem é considerado dependente?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (19/03)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual NIS recebe hoje (19/03)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 6 despesas para considerar ao escolher o modelo de declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 6 despesas para considerar ao escolher o modelo de declaração
Últimas: Colunas
OPINIÃO: Vorcaro fez o Lobo de Wall Street virar estagiário
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO: Vorcaro fez o Lobo de Wall Street virar estagiário

Para igualar o estrago de Vorcaro, Belfort precisaria repetir seu esquema mais de 50 vezes consecutivas

19/03/2026 | 14h26 | Por Fabrizio Gueratto
Com provisões para calotes em níveis recordes, bancos refletem novo ambiente de risco e juros altos
Einar Rivero
Com provisões para calotes em níveis recordes, bancos refletem novo ambiente de risco e juros altos

O sistema bancário está provisionando mais, devido ao crescimento da economia e o maior risco de crédito

18/03/2026 | 14h21 | Por Einar Rivero
Enquanto o país torcia pelo Oscar, o Brasil perdia relevância econômica
Vitor Miziara
Enquanto o país torcia pelo Oscar, o Brasil perdia relevância econômica

Indicadores como dívida pública, juros elevados e alta nas recuperações judiciais levantam alertas sobre a economia

17/03/2026 | 16h00 | Por Vitor Miziara
Fundo matrioska: o problema das taxas em camadas
Luciana Seabra
Fundo matrioska: o problema das taxas em camadas

Luciana Seabra analisa a questão dos fundos de investimento em ouro da XP e explora o tema das taxas em camadas

17/03/2026 | 14h02 | Por Luciana Seabra

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador