• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Saiba por que 2022 vai ser o ano do mineral raro

Os governos de Pequim e Washington entendem que controle de suprimentos minerais dará vantagem

Por Thiago de Aragão

05/01/2022 | 7:55 Atualização: 05/01/2022 | 8:15

Receba esta Coluna no seu e-mail
Bens tecnológicos de uso recreativo, como os celulares, necessitam de minerais raros para fabricação. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Bens tecnológicos de uso recreativo, como os celulares, necessitam de minerais raros para fabricação. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

O caos que se instalou no mundo nos últimos 24 meses não impediu que certos planejamentos nacionais saíssem do esperado. Obviamente, temos países mais e menos capacitados na arte de planejar.

Leia mais:
  • China: Revolução 3.0
  • As opções do governo chinês com o colapso da Evergrande
  • EUA versus China: vários diálogos, diferentes interpretações
Cotações
18/02/2026 2h45 (delay 15min)
Câmbio
18/02/2026 2h45 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A China, por exemplo, dada a natureza do seu sistema de governo, que observa a sociedade por todos os ângulos e está sempre de olho no ambiente político que vigora em países amigos e rivais, mantém seu planejamento de forma precisa.

Manter o planejamento funciona como um mecanismo de autoproteção, controle e de preservação do poder absoluto do Partido Comunista Chinês à frente do governo do país.

Publicidade

O ano de 2022 tem tudo para ser, de uma forma mais explícita do que em outros anos, o ano do controle, da aquisição e da garantia de recursos minerais. Poucas vezes na História vimos a importância estratégica da existência no território de um país de diversos tipos de minerais, raros ou não, ser encarada de forma tão evidente em suas políticas nacionais.

Em 1985, a China já possuía 300 centros de pesquisa dedicados à pesquisa, estudo de cadeia de fornecedores, análise aplicada, inclusive para potenciais riscos futuros condicionados a minerais raros.

Em 1986, o sétimo “Plano Nacional de 5 anos para Minerais Raros” estipulou uma atenção central por parte de Pequim no controle estatal de todos os processos na cadeia de aquisição, aplicação e exportação. Assim, designaram seis empresas estatais que poderiam operar nessa área, eliminando empresas menores e mineradores ilegais que operavam no país.

Os governos de Pequim e Washington, e possivelmente de mais alguns países no mundo (como Rússia, Franca, Japão, Austrália, Canadá etc.) entendem que recuperação econômica, projeção de poder, crescimento e modernização militar e vantagem comparativa de um país para o outro passarão invariavelmente pelo controle ou inserção na cadeia global de suprimentos minerais.

Publicidade

O que o mundo deseja, comercialmente, hoje em dia? Bens tecnológicos de uso recreativo (telefone, videogames, computadores, televisores etc.), equipamentos geradores de energia limpa (painéis solares, turbinas eólicas), bens tecnológicos de uso empresarial (servidores, satélites, baterias), entre outros. Tudo isso necessita do uso de minerais raros que não são igualmente “divididos” entre regiões no mundo. Todas essas necessidades escoam para subcategorias que ilustram grande parte das disputas existentes entre EUA e seus aliados versus China e seus aliados:

– Comunicações: A computação quântica possibilitará um marco na modernização da comunicação militar, tornando as atuais tecnologias de interceptação de mensagens praticamente obsoletas. Além disso, na esfera do uso comercial, os avanços do 5G pelo mundo requerem kits de 5G e linhas de fibra ótica que, obviamente, necessitam de uma variedade de minerais.

– Energia Limpa: Seja na produção de energia via painéis solares, turbinas eólicas ou em outras formas, o uso de baterias de lítio, polisilicones, cobre refinado, fibras de carbono etc são cada vez mais demandados no mundo.

– Militar: Não só na área da comunicação, mas no desenvolvimento tecnológico de computação quântica e na inteligência artificial, esse desenvolvimento traz uma aplicabilidade imediata à área militar para quem souber aproveitar.

Publicidade

Tomemos como exemplo a produção de baterias. As matérias primas para produzir baterias são Cobalto, Lítio, Nióbio-Níquel, Manganês, Silicone, Cobre, Titânio, Alumínio, Fósforo, Flúor e Estanho.

Essas matérias primas estão distribuídas da seguinte forma: 32% na China, 21% na Africa, 21% na América Latina e 26% espalhadas em outros lugares do mundo.

O passo seguinte é a necessidade de materiais de processamento (matérias para cátodos e materiais de ânodo). Hoje, 52% desses materiais estão na China, 31% no Japão e 8% na União Europeia.

Em seguida, os componentes necessitam de cátodos, ânodos, eletrólitos e separadores, divididos da seguinte forma: 52% na China, 31% no Japão e 9% na União Europeia. Por fim, as baterias de lítio-ion são montadas na China (66%), EUA (13%) e resto da Asia (13%).

Publicidade

O que isso nos revela? À medida que o mundo depende cada vez mais de baterias de lítio (veículos elétricos, celulares, computadores, painéis solares, turbinas eólicas, brinquedos, eletrônicos em geral, equipamentos médicos etc), a China amplia uma vantagem estratégica em relação a outros países, principalmente aos EUA, por conta de sua predominância em todas as fases da cadeia de produção.

Mesmo na fase das matérias-primas, o cobalto já está sendo explorado por empresas chinesas na República Democrática do Congo, dono de uma das principais reservas no mundo (60% do cobalto usado na China vem do Congo). Sobre o lítio, abundante na Argentina, Chile e Bolívia, já observamos empresas mineradoras chinesas conquistando o direito de exploração partilhada ou total dessas reservas. Hoje, 80% da capacidade global de produção de baterias concentra-se na China.

Os riscos geopolíticos existentes nas rotas marítimas de importação das matérias primas e exportação dos produtos acabados traz enorme preocupação para Pequim, fazendo com que a própria ideia de invasão de Taiwan seja avaliada cuidadosamente para que, caso ocorra, não prejudique as rotas essenciais para a manutenção da máquina econômica chinesa.

Em 2022, fui incumbido por alguns clientes a observar sinais e movimentações em áreas que me deixariam muito surpreso há alguns anos: a dinâmica das relações entre China e Congo, China e Bolívia/Argentina/Chile. Há estabilidade econômica, política e sanitária nas províncias chinesas que refinam, mineram muitos desses minerais, assim como as províncias produtoras dos produtos acabados.

Publicidade

Devo observar também a logística das rotas de navegação e como elas poderiam ser impactadas por eventualidades militares (mesmo não relacionadas diretamente à China, como os conflitos próximos ao Mar Vermelho).

Enfim, acontecimentos inesperados que 2022 nos trará deverão ser muitos, no entanto, algumas surpresas poderão ser identificadas por meio de pequenos sinais que podem surgir em locais esquecidos do mundo, como Kinshasa ou Xian.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • China
  • Conteúdo E-Investidor
  • Estados Unidos

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Queremos cobrar menos por assinatura e aproximar o investidor, diz CEO da Empiricus

  • 2

    Carnaval: bancos têm modo de proteção para golpes; veja como ativar nos apps

  • 3

    Do samba ao pregão: 5 filmes e 1 série sobre mercado financeiro para maratonar no feriado prolongado

  • 4

    Do glitter ao hotel: ficou mais caro curtir o carnaval este ano?

  • 5

    Folia sem ficar no vermelho: especialistas ajudam a gastar menos e se planejar para a vida pós carnaval

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Saque FGTS: veja 3 documentos necessários para o trabalhador avulso
Logo E-Investidor
Saque FGTS: veja 3 documentos necessários para o trabalhador avulso
Imagem principal sobre o Imposto de Renda MEI: onde consultar o recibo após a entrega da DASN?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda MEI: onde consultar o recibo após a entrega da DASN?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Bahia: como efetuar o pagamento?
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Bahia: como efetuar o pagamento?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Bahia: veja o calendário de vencimento das parcelas
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Bahia: veja o calendário de vencimento das parcelas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda MEI: como fazer a declaração de 2026?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda MEI: como fazer a declaração de 2026?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Carnaval 2026: campanha premiará até R$ 4,7 milhões
Logo E-Investidor
Tele Sena de Carnaval 2026: campanha premiará até R$ 4,7 milhões
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é o Benefício Primeira Infância (BPI)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é o Benefício Primeira Infância (BPI)?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é o Benefício Extraordinário de Transição (BET)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é o Benefício Extraordinário de Transição (BET)?
Últimas: Colunas
Seis carnavais depois, o mapa da recuperação global pós-pandemia expõe vencedores, retardatários e uma lição em dólares
Einar Rivero
Seis carnavais depois, o mapa da recuperação global pós-pandemia expõe vencedores, retardatários e uma lição em dólares

Ibovespa despencou 52,09% em dólares em 2020. Mas avançou 185% desde então, rebote vigoroso mas insuficiente para recolocá-lo entre líderes globais

17/02/2026 | 13h28 | Por Einar Rivero
O paradoxo de 2026: investidor estrangeiro toma risco, local busca proteção e a curva longa fecha
Marco Saravalle
O paradoxo de 2026: investidor estrangeiro toma risco, local busca proteção e a curva longa fecha

Enquanto o investidor local mantém postura defensiva e privilegia o CDI, o capital estrangeiro entra com força na B3, apostando no fechamento da curva de juros e na compressão dos prêmios de risco no Brasil

16/02/2026 | 11h00 | Por Marco Saravalle
Imposto sobre grandes fortunas: a tributação que o mundo abandonou e que o Brasil insiste em ressuscitar
Samir Choaib
Imposto sobre grandes fortunas: a tributação que o mundo abandonou e que o Brasil insiste em ressuscitar

O Projeto de Lei Complementar 5/2026 reacende o debate sobre taxar grandes fortunas e evidencia a escolha política de ampliar a arrecadação em vez de controlar despesas públicas

14/02/2026 | 06h30 | Por Samir Choaib
O Brasil corre risco de quebrar em 2027?
Eduardo Mira
O Brasil corre risco de quebrar em 2027?

Com dívida perto de 85% do PIB, déficit nominal ao redor de 8% e juros reais acima de 6%, País enfrenta riscos; entenda

13/02/2026 | 14h36 | Por Eduardo Mira

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador