• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Brasil: não há jeitinho para a inovação tecnológica

Interesse do governo brasileiro, do atual e dos anteriores, em investimentos de tecnologia, é mínimo

Por Thiago de Aragão

24/11/2021 | 8:18 Atualização: 24/11/2021 | 8:19

Receba esta Coluna no seu e-mail
CEITEC poderia colocar o Brasil no mapa do debate de chips semicondutores. Foto: Denny Cesare/Estadão
CEITEC poderia colocar o Brasil no mapa do debate de chips semicondutores. Foto: Denny Cesare/Estadão

Nas relações internacionais, não existe atalho para buscar status ou garantir um assento na mesa lado a lado com as grandes nações influenciadoras. A coesão, a frieza, a tecnicidade e o abandono das paixões e reações emotivas são ingredientes obrigatórios no complexo jogo da diplomacia internacional. Quem fica ofendido com outro, não é considerado “player” de primeiro nível.

Leia mais:
  • China: Revolução 3.0
  • O que pensa o investidor estrangeiro sobre o Brasil de 2022
  • EUA versus China: vários diálogos, diferentes interpretações
Cotações
23/05/2026 17h30 (delay 15min)
Câmbio
23/05/2026 17h30 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O Brasil busca, há décadas, um papel na diplomacia internacional mais proeminente do que jamais teve. Não me leve a mal, o País é sim uma potência regional, mas está longe de ser uma potência global. Muito disso se deve ao fato de não termos foco, ou simplesmente, à eterna confusão entre políticas de governo e políticas de Estado.

Desde 1945, o Brasil luta timidamente por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Nos anos 2000, abraçamos o surreal BRICS, uma forçação de barra no anseio de criar um grupo relevante, onde, na prática, o melhor resultado foi garantir reuniões bilaterais entre seus membros, ainda que anualmente. O comércio entre Brasil e China, Brasil e Rússia etc, poderia ocorrer da mesma forma sem os BRICS. Recentemente, buscamos um lugar na OCDE e até mesmo na OTAN.

Publicidade

A relevância de um país na política internacional surge pela leitura detalhada do ambiente geopolítico global. Sabemos que as tensões entre EUA (e seus aliados) e China é o principal tema, com uma multitude de variantes. Entre essas variantes, temos questões geopolíticas claras (mar do sul da China, Taiwan etc), os Direitos Humanos, comerciais, financeiros, propriedade intelectual e tecnológia.

O embate tecnológico entre as duas potências envolve não só a busca pela primazia em Inteligência Artificial, Computação Quântica, Armas Eletromagnéticas e Planadores Hipersônicos, mas pelo acesso e controle a itens necessários para o desenvolvimento de todo o resto, como, por exemplo, chips semicondutores.

Não é mistério para ninguém que o mundo sofre uma crise de fornecimento de chips semicondutores, com forte tendência de piora nos próximos anos. A crise avançará fortemente em 2022, enquanto uma das principais fornecedoras de chips semicondutores no mundo, a taiwanesa TSMC, se vê exatamente num ponto central onde poderá surgir, nos próximos , um confronto militar.

Onde entra o Brasil nisso tudo? Calma, não quero argumentar que o Brasil poderia ser uma alternativa à crise de chips semicondutores no mundo. O fato de o governo brasileiro estar liquidando o CEITEC (Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada) é um exemplo da não compreensão do básico do básico dos grandes temas que movimentam o mundo hoje.

Publicidade

O CEITEC, por exemplo, com o mínimo de investimento inteligente ou até mesmo via uma parceria com alguma empresa norte-americana especializada, poderia colocar o Brasil (mesmo que perifericamente) no mapa do debate de chips semicondutores.

A empresa foi mal utilizada no passado? Sim. Poderia ser bem utilizada no futuro? Claro. E, dentro do eterno desejo de se colocar no epicentro de conversas estratégicas no mundo, a oportunidade existe, mas o fato de exigir um esforço mínimo faz com que ninguém no governo e no Congresso se interesse em pensar como se poderia inserir o Brasil no mapa de um produto desejado e necessário globalmente.

O interesse do governo brasileiro, o atual e os anteriores, em investimentos de pesquisa e tecnologia, é mínimo. Não há interesse amplo do meio político, imprensa ou formadores de opinião em pressionar os tomadores de decisão para que o Brasil amplie e invista em pesquisas tecnológicas.

Certamente, nosso País possui ilhas de excelência, como São José dos Campos, Embrapa, Butantã, Fiocruz entre outras. Porém, há pouco estímulo do governo em alinhar incentivos ao desenvolvimento tecnológico e sua gana de se colocar nos círculos relevantes da geopolítica global é quase zero.

Publicidade

O Brasil possui alguns poucos mecanismos de incentivos, como o PADIS – Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays. O PADIS, existente desde 2007, “objetiva fomentar a implantação no país de empresas que exerçam as atividades de concepção, desenvolvimento, projeto e fabricação de dispositivos semicondutores e de displays (mostradores de informação).”

Pois bem, não precisa ser um gênio para pensar: “o mundo vive uma crise sem precedentes na área de semicondutores. Eu tenho um programa de apoio ao desenvolvimento da indústria de semicondutores que está válido até janeiro de 2022. Renovo ou não?”

O PADIS se encerra em janeiro de 2022. Existem alguns projetos de lei que buscam ampliar esse programa, entre eles o PL 3042/2021, do deputado Vitor Lippi (PSDB/SP), que almeja expandir o PADIS até 2029. Estamos em novembro de 2021, esse tema não é tratado como prioridade, não há movimentação clara por parte do governo e o programa já tem data para acabar.

Ser relevante globalmente depende de esforços próprios e contínuos. Claro que um presidente americano pode pedir para nos colocarem na OCDE ou patrocinar uma entrada na OTAN. Isso é bacana e válido também. No entanto, estar atento ao que ocorre no mundo, entender a dinâmica básica de oferta e demanda e enxergar que a inovação tecnológica é o grande combustível das disputas geopolíticas globais é o básico do básico.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Brasil
  • Brics (Brasil
  • China
  • China e África do Sul)
  • Conteúdo E-Investidor
  • Índia
  • Rússia

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Recuperação judicial da Estrela afeta 26 FIDCs; fundos concentram 70% da dívida

  • 2

    Os novos hábitos da alta renda para economizar no dia a dia sem abrir mão de viagens e hotéis de luxo

  • 3

    Ações de bancos tombam após rali e chegam perto das mínimas do ano; veja oportunidades

  • 4

    FIIs são melhores que REITs? Veja qual vale mais a pena para renda e crescimento

  • 5

    BOVA11 supera R$ 1 bi por dia e vira um dos ativos mais negociados da Bolsa em 2026

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: idosos têm prioridade no atendimento para participar do programa?
Imagem principal sobre o Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Logo E-Investidor
Dívidas de pessoas falecidas: os herdeiros devem pagar as contas? Entenda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias com estas rendas podem financiar casas de até R$ 275 mil
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: famílias podem comprar casas de até R$ 400 mil, desde que respeitem esta faixa de renda
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: casas para famílias com idosos devem ser adaptadas?
Imagem principal sobre o Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Projeto busca endurecer multas para motoristas que dirigirem alcoolizados; entenda como funciona
Imagem principal sobre o FGTS: aposentados por invalidez podem sacar o dinheiro em todas as contas com saldo?
Logo E-Investidor
FGTS: aposentados por invalidez podem sacar o dinheiro em todas as contas com saldo?
Imagem principal sobre o 13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Logo E-Investidor
13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Últimas: Colunas
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás
Fabrício Tota
Mercados preditivos, stablecoins e a tentação brasileira de proibir o inevitável — e ficar para trás

O Brasil pode liderar a nova infraestrutura financeira, mas corre o risco de expulsar usuários e empresas se exagerar na regulação das stablecoins

22/05/2026 | 17h44 | Por Fabrício Tota
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos
Fabrizio Gueratto
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos

O erro não está em comprar imóvel, mas em transformar essa compra na primeira grande meta da vida adulta

21/05/2026 | 17h18 | Por Fabrizio Gueratto
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando
Thiago de Aragão
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando

Reaproximação entre Donald Trump e Xi Jinping reacende compras agrícolas dos EUA e expõe fragilidade do protagonismo recente do Brasil no mercado chinês

20/05/2026 | 16h02 | Por Thiago de Aragão
Day trade muda de perfil no Brasil e atrai investidores mais experientes
Einar Rivero
Day trade muda de perfil no Brasil e atrai investidores mais experientes

B3 quer atrair quem opera em plataformas irregulares para o ambiente legal, podendo dobrar o número de traders ativos no mercado

20/05/2026 | 14h02 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador