• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

A tentativa de ressurgir da China

O governo de Xi Jinping vem traçando algumas estratégias de contra-ataque às dificuldades enfrentadas em 2022

Por Thiago de Aragão

25/05/2022 | 8:10 Atualização: 25/05/2022 | 8:16

Receba esta Coluna no seu e-mail
Xi Jinping, presidente da China (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
Xi Jinping, presidente da China (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

O ano de 2022 começou com a invasão russa na Ucrânia, fato que acabou direcionando todas as atenções dos EUA e de países europeus para o governo de Vladimir Putin. Durante os primeiros meses deste ano, a China, que até então vinha sendo o centro do noticiário já por alguns anos, foi relegada às páginas internas de vários jornais pelo mundo. À medida que comece a existir (infelizmente) uma consciência de “normalização” em relação ao que está ocorrendo na Ucrânia, a China deve voltar às manchetes, porém de uma forma muito diferente daquela do ano passado.

Leia mais:
  • Ideologia flexível: esquerda, direita e a admiração por Putin
  • Bolsonaro x Lula: a polarização e o fetiche no passado
Cotações
15/04/2026 17h25 (delay 15min)
Câmbio
15/04/2026 17h25 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Para o governo de Joe Biden, a China nunca deixou de ser uma prioridade em política externa. Mais especificamente, os Estados Unidos lidaram com a contenção da China no Indo-Pacífico e em outras partes do mundo, onde o governo de Xi Jinping conquistou duradoura influência.

Entretanto, de uma forma geral, o ano de 2022 vem sendo particularmente difícil para Xi Jinping por algumas razões:

Publicidade

1. O avanço da Covid no país vem levando o governo comunista a adotar uma política de “Covid-zero”. Muitas cidades, incluindo Shanghai e partes de Pequim, se encontram em lockdown, afetando pesadamente a recuperação econômica, a atividade industrial, o turismo e a conformidade social.

2. O apoio dado por Xi Jinping à invasão russa na Ucrânia afastou ainda mais a China da comunidade internacional. Naturalmente, isso afetará a estratégia chinesa de atração de investimentos, como também suas tentativas de tentar melhorar a imagem internacional após o início da pandemia. Além disso, a China começa a perceber que alguns dos pesados impactos das sanções contra a Rússia poderiam ser replicados em parte contra a própria China, caso Xi Jinping levasse adiante o processo de invasão a Taiwan.

3. A economia chinesa está sofrendo com o descontrole interno causado pela pandemia, assim como pela crise econômica global. No último ano, as vendas de varejo caíram 11%, enquanto a produção industrial caiu 3%. O desemprego vem aumentando mês após mês e, mesmo com medidas de afrouxamento fiscal, o Banco Central Chinês não está conseguindo estimular o consumo.

4. O Quad, acordo militar naval entre EUA, Austrália, Índia e Japão, iniciou um processo via satélite para monitorar ações de pescas ilegais de embarcações chinesas no Índico e no Pacífico. Desde o início do ano, a China vem estocando alimentos de uma forma nunca antes vista. No Peru, as importações de anchovas quintuplicaram nos primeiros meses de 2022 em comparação com o ano anterior. Estimativas dão conta que a China possui estoques de 18 meses em grãos e de 12 meses em medicamentos. Mesmo com a especulação de que isso poderia ser uma preparação para retaliações geradas em caso de uma invasão a Taiwan, a tendência é que seja uma preparação para tempos econômicos sombrios, de baixo crescimento.

Publicidade

Mesmo com esse pacote de dificuldades, a China vem traçando algumas estratégias de contra-ataque. Um novo planejamento está sendo formulado para a Rota da Seda, visando um aumento de linhas de crédito e investimentos na América Latina, África e Ásia Central. Um novo plano agrícola também está prestes a ser lançado, visando diminuir a dependência chinesa de grãos brasileiros, argentinos e de outras partes do mundo. O volume de capital requerido para bancos provinciais deixarem como lastro no Banco Central Chinês diminuiu, com o intuito de gerar mais liquidez e estimular mais crédito. No campo militar, o governo chinês está acelerando a produção de mísseis supersônicos, ogivas nucleares e navios de guerra.

Pequim parece entender que o mundo está entrando em uma nova era. A cooperação quase que fraterna, gerida pelo comércio internacional, está fadada a ser pausada por um instante. O nacionalismo que vimos na Rússia, Hungria e em outros países do mundo também está presente na China. Xi Jinping será reconduzido para um terceiro mandato no fim de 2022 e, ao invés de fomentar sua liderança pelo comércio, começa a se posicionar para consolidar respeito internacional pelo poderio militar.

A China foi o grande tema das eleições australianas na última semana. A vitória do trabalhista Anthony Albanese, outrora simpático aos chineses, marca um arrefecimento da postura australiana em relação à China. A Austrália também está fortalecendo sua marinha e enxerga com preocupação as alianças desenvolvidas pela China com Ilhas Salomão, Kiribati e outras ilhas do Pacífico. Num eventual contexto de guerra, ter acesso e possível controle dessas ilhas representam uma enorme vantagem estratégica na região.

Os EUA estão com dificuldades em traçar uma estratégia de contenção ao perigo que enxergam em relação aos chineses. A Cúpula das Américas, que está prevista para se iniciar no dia 06 de junho, em Los Angeles, está esvaziada e possivelmente acontecerá sem a presença de importantes países. Isso exemplifica uma das dificuldades clássicas dos americanos em engajarem os vizinhos do sul em pautas que não giram em torno de narcotráfico, imigração ilegal, lavagem de dinheiro, corrupção etc. Sem uma narrativa de geração de oportunidades, negócios e cooperação, os americanos seguirão vendo países da América Latina cada vez mais alinhados com a China do que com os EUA.

Publicidade

Quando não há respostas para perguntas mal feitas, países recorrem ao fortalecimento militar para firmar suas posições. A Rússia vem estimulando isso na Alemanha, França, Romênia, Bulgária, Polônia, Finlândia e Suécia. A China estimula isso na Austrália, Índia, Japão e, obviamente, nos EUA. A cooperação comercial passa a ser vista com desconfiança, enquanto o nacionalismo exalta a distância e abandona a busca pela aproximação. Quando não temos informações suficientes sobre as intenções do outro, nossas especulações tendem a ser as piores possíveis. Nesse contexto a humanidade caminha para um mundo pós-pandêmico onde a individualidade ganha espaço nunca tão dimensionado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • China
  • Conteúdo E-Investidor
  • covid-19
  • Estados Unidos

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem IOF, cartões com criptos avançam no Brasil e prometem taxa de câmbio menor

  • 2

    Ibovespa ronda os 200 mil pontos: com rali em 2026, é hora de olhar mais para a Bolsa?

  • 3

    Resgates de crédito privado somam R$ 12,3 bi em 3 semanas — e acendem alerta no mercado

  • 4

    Ibovespa bate novo recorde com falas de Trump, dólar abaixo de R$ 5 e petróleo perto de US$ 100

  • 5

    Ibovespa bate 18º recorde do ano e se aproxima dos 200 mil pontos

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Logo E-Investidor
IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Imagem principal sobre o IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Logo E-Investidor
IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Imagem principal sobre o O que é um feriado forense?
Logo E-Investidor
O que é um feriado forense?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Logo E-Investidor
FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Imagem principal sobre o FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o 8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Logo E-Investidor
8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Últimas: Colunas
Dívida das empresas brasileiras bate R$ 2,1 trilhões e expõe um novo risco
Einar Rivero
Dívida das empresas brasileiras bate R$ 2,1 trilhões e expõe um novo risco

Mesmo com melhora na estrutura financeira, empresas listadas na B3 veem encolher o “colchão” entre geração de caixa e juros, o menor em quase uma década

15/04/2026 | 14h41 | Por Einar Rivero
Bets travestidas de previsões invadiram o mercado financeiro
Vitor Miziara
Bets travestidas de previsões invadiram o mercado financeiro

Popular no exterior, o mercado de revisões começa a ganhar espaço no Brasil, mas levanta preocupações sobre o risco de estimular apostas disfarçadas de investimentos

14/04/2026 | 14h18 | Por Vitor Miziara
Estrangeiro compra Bolsa; brasileiro foge para a renda fixa — o que explica essa divisão
Marco Saravalle
Estrangeiro compra Bolsa; brasileiro foge para a renda fixa — o que explica essa divisão

Juros elevados travam o capital doméstico, enquanto estrangeiros usam o Brasil como proteção em meio ao choque global de commodities

13/04/2026 | 14h43 | Por Marco Saravalle
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?
Samir Choaib
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?

O caso envolvendo herdeira das Casas Pernambucanas reacende um ponto ignorado por famílias ricas: quem decide quando você não pode mais decidir?

11/04/2026 | 06h00 | Por Samir Choaib

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador