• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

A tentativa de ressurgir da China

O governo de Xi Jinping vem traçando algumas estratégias de contra-ataque às dificuldades enfrentadas em 2022

Por Thiago de Aragão

25/05/2022 | 8:10 Atualização: 25/05/2022 | 8:16

Receba esta Coluna no seu e-mail
Xi Jinping, presidente da China (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
Xi Jinping, presidente da China (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

O ano de 2022 começou com a invasão russa na Ucrânia, fato que acabou direcionando todas as atenções dos EUA e de países europeus para o governo de Vladimir Putin. Durante os primeiros meses deste ano, a China, que até então vinha sendo o centro do noticiário já por alguns anos, foi relegada às páginas internas de vários jornais pelo mundo. À medida que comece a existir (infelizmente) uma consciência de “normalização” em relação ao que está ocorrendo na Ucrânia, a China deve voltar às manchetes, porém de uma forma muito diferente daquela do ano passado.

Leia mais:
  • Ideologia flexível: esquerda, direita e a admiração por Putin
  • Bolsonaro x Lula: a polarização e o fetiche no passado
Cotações
18/05/2026 2h57 (delay 15min)
Câmbio
18/05/2026 2h57 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Para o governo de Joe Biden, a China nunca deixou de ser uma prioridade em política externa. Mais especificamente, os Estados Unidos lidaram com a contenção da China no Indo-Pacífico e em outras partes do mundo, onde o governo de Xi Jinping conquistou duradoura influência.

Entretanto, de uma forma geral, o ano de 2022 vem sendo particularmente difícil para Xi Jinping por algumas razões:

Publicidade

1. O avanço da Covid no país vem levando o governo comunista a adotar uma política de “Covid-zero”. Muitas cidades, incluindo Shanghai e partes de Pequim, se encontram em lockdown, afetando pesadamente a recuperação econômica, a atividade industrial, o turismo e a conformidade social.

2. O apoio dado por Xi Jinping à invasão russa na Ucrânia afastou ainda mais a China da comunidade internacional. Naturalmente, isso afetará a estratégia chinesa de atração de investimentos, como também suas tentativas de tentar melhorar a imagem internacional após o início da pandemia. Além disso, a China começa a perceber que alguns dos pesados impactos das sanções contra a Rússia poderiam ser replicados em parte contra a própria China, caso Xi Jinping levasse adiante o processo de invasão a Taiwan.

3. A economia chinesa está sofrendo com o descontrole interno causado pela pandemia, assim como pela crise econômica global. No último ano, as vendas de varejo caíram 11%, enquanto a produção industrial caiu 3%. O desemprego vem aumentando mês após mês e, mesmo com medidas de afrouxamento fiscal, o Banco Central Chinês não está conseguindo estimular o consumo.

4. O Quad, acordo militar naval entre EUA, Austrália, Índia e Japão, iniciou um processo via satélite para monitorar ações de pescas ilegais de embarcações chinesas no Índico e no Pacífico. Desde o início do ano, a China vem estocando alimentos de uma forma nunca antes vista. No Peru, as importações de anchovas quintuplicaram nos primeiros meses de 2022 em comparação com o ano anterior. Estimativas dão conta que a China possui estoques de 18 meses em grãos e de 12 meses em medicamentos. Mesmo com a especulação de que isso poderia ser uma preparação para retaliações geradas em caso de uma invasão a Taiwan, a tendência é que seja uma preparação para tempos econômicos sombrios, de baixo crescimento.

Publicidade

Mesmo com esse pacote de dificuldades, a China vem traçando algumas estratégias de contra-ataque. Um novo planejamento está sendo formulado para a Rota da Seda, visando um aumento de linhas de crédito e investimentos na América Latina, África e Ásia Central. Um novo plano agrícola também está prestes a ser lançado, visando diminuir a dependência chinesa de grãos brasileiros, argentinos e de outras partes do mundo. O volume de capital requerido para bancos provinciais deixarem como lastro no Banco Central Chinês diminuiu, com o intuito de gerar mais liquidez e estimular mais crédito. No campo militar, o governo chinês está acelerando a produção de mísseis supersônicos, ogivas nucleares e navios de guerra.

Pequim parece entender que o mundo está entrando em uma nova era. A cooperação quase que fraterna, gerida pelo comércio internacional, está fadada a ser pausada por um instante. O nacionalismo que vimos na Rússia, Hungria e em outros países do mundo também está presente na China. Xi Jinping será reconduzido para um terceiro mandato no fim de 2022 e, ao invés de fomentar sua liderança pelo comércio, começa a se posicionar para consolidar respeito internacional pelo poderio militar.

A China foi o grande tema das eleições australianas na última semana. A vitória do trabalhista Anthony Albanese, outrora simpático aos chineses, marca um arrefecimento da postura australiana em relação à China. A Austrália também está fortalecendo sua marinha e enxerga com preocupação as alianças desenvolvidas pela China com Ilhas Salomão, Kiribati e outras ilhas do Pacífico. Num eventual contexto de guerra, ter acesso e possível controle dessas ilhas representam uma enorme vantagem estratégica na região.

Os EUA estão com dificuldades em traçar uma estratégia de contenção ao perigo que enxergam em relação aos chineses. A Cúpula das Américas, que está prevista para se iniciar no dia 06 de junho, em Los Angeles, está esvaziada e possivelmente acontecerá sem a presença de importantes países. Isso exemplifica uma das dificuldades clássicas dos americanos em engajarem os vizinhos do sul em pautas que não giram em torno de narcotráfico, imigração ilegal, lavagem de dinheiro, corrupção etc. Sem uma narrativa de geração de oportunidades, negócios e cooperação, os americanos seguirão vendo países da América Latina cada vez mais alinhados com a China do que com os EUA.

Publicidade

Quando não há respostas para perguntas mal feitas, países recorrem ao fortalecimento militar para firmar suas posições. A Rússia vem estimulando isso na Alemanha, França, Romênia, Bulgária, Polônia, Finlândia e Suécia. A China estimula isso na Austrália, Índia, Japão e, obviamente, nos EUA. A cooperação comercial passa a ser vista com desconfiança, enquanto o nacionalismo exalta a distância e abandona a busca pela aproximação. Quando não temos informações suficientes sobre as intenções do outro, nossas especulações tendem a ser as piores possíveis. Nesse contexto a humanidade caminha para um mundo pós-pandêmico onde a individualidade ganha espaço nunca tão dimensionado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • China
  • Conteúdo E-Investidor
  • covid-19
  • Estados Unidos

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem segredo: como a alta renda protege o patrimônio — e o que o investidor pode aprender com isso

  • 2

    Stablecoins não são moeda e não deveriam pagar IOF, diz especialista

  • 3

    Por que as ações da Nubank (ROXO34) derreteram após o balanço?

  • 4

    Conheça a especialista do Goldman Sachs que está sempre ao lado dos atletas

  • 5

    Ibovespa volta a cair e dólar ultrapassa R$ 5,06 com piora global e ruído político no Brasil

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: herdeiros são obrigados a declarar? Entenda a influência do valor da herança
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: herdeiros são obrigados a declarar? Entenda a influência do valor da herança
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: este é o horário limite para enviar a declaração sem atrasos
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: este é o horário limite para enviar a declaração sem atrasos
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos que investem no exterior devem declarar; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos que investem no exterior devem declarar; entenda como funciona
Imagem principal sobre o Mega-Sena 30 anos: o prêmio do sorteio comemorativo pode acumular igual à extração regular?
Logo E-Investidor
Mega-Sena 30 anos: o prêmio do sorteio comemorativo pode acumular igual à extração regular?
Imagem principal sobre o 2º lote da restituição do IR 2026: veja a data exata do pagamento
Logo E-Investidor
2º lote da restituição do IR 2026: veja a data exata do pagamento
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: muitos idosos não sabem desta regra sobre a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: muitos idosos não sabem desta regra sobre a declaração
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos estão livres da declaração? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos estão livres da declaração? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: esta é a multa que você pode pagar, caso atrase a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: esta é a multa que você pode pagar, caso atrase a declaração
Últimas: Colunas
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk
Ana Paula Hornos
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk

Se máquinas produzirem tudo, o que restará do trabalho, da autonomia e do sentido de existir humano?

16/05/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
O Brasil que desperta o interesse do mundo dos negócios e da inovação
Carol Paiffer
O Brasil que desperta o interesse do mundo dos negócios e da inovação

Quando investidores internacionais olham para o País, eles enxergam oportunidade financeira, criatividade aplicada aos negócios e inovação cultural

15/05/2026 | 09h30 | Por Carol Paiffer
OPINIÃO: Bets e a economia da dependência: quem lucra com o prejuízo do brasileiro
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO: Bets e a economia da dependência: quem lucra com o prejuízo do brasileiro

Como apostas online viraram fonte de receita para governo, empresas e futebol — e o impacto disso no consumo e no endividamento

14/05/2026 | 12h00 | Por Fabrizio Gueratto
O próximo grande mercado do Brasil não está no crédito, mas na autonomia financeira das mulheres
Espaço do Especialista
O próximo grande mercado do Brasil não está no crédito, mas na autonomia financeira das mulheres

O desafio não começa na renda, mas em enxergar a mulher como investidora e tomadora de decisão

13/05/2026 | 17h05 | Por Daniella Marques, ex-Presidente da Caixa Econômica Federal

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador