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Colunista

OPINIÃO: Maduro e o fracasso venezuelano colocam o Brasil no centro das tensões

Sem perceber, o Brasil se tornou um dos personagens principais das eleições da Venezuela

Por Thiago de Aragão

31/07/2024 | 7:15 Atualização: 31/07/2024 | 20:22

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Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil)
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil)

Nos últimos anos, as relações entre Brasil e Venezuela têm sido marcadas por uma série de desafios políticos, econômicos e diplomáticos. A situação da Venezuela, que enfrentou um êxodo significativo de empresas e uma crise econômica profunda, coloca o Brasil em uma posição complicada, especialmente no contexto das últimas eleições da Venezuela e da contínua falta de credibilidade em suas instituições.

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Maduro não tinha opção. Fraudou, mentiu, roubou e fez de tudo ao seu alcance para impedir o inevitável. Por enquanto, vem segurando sua queda, assumindo a derrota que a história já lhe daria de qualquer forma, mas agora em um grau ainda maior de intensidade. Maduro obteve 30% dos votos contra 67% de Edmundo Gonzalez.

Nicolas Maduro é um caso único. De motorista de ônibus a Ministro, Presidente, depois “Presidente”, chegando a Ditador e, agora, apelão histórico. O fracasso venezuelano já é conhecido por todos. O êxodo de imigrantes, de empresas, de capital e de vergonha na cara é recorrente. Mesmo assim, Maduro aprofundou um sistema de ganho e recompensa dentro do bolivarianismo onde a derrota não é mais uma questão de saber perder ou não. Trata-se de sobrevivência e Maduro não está sendo antidemocrático. É ingênuo achar isso agora, quando ele já provou que não tem apreço algum por democracia há anos.

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A atual situação na Venezuela é um jogo de xadrez onde o Brasil, sem perceber, se tornou um dos personagens principais. Quando Maduro convida Celso Amorim a ser “observador”, ele está assinando uma apólice de seguro. Para Maduro, Celso Amorim, desde Caracas, vendo tudo com “seus próprios olhos”, não afirmaria que houve fraude. Naturalmente, que, em um ambiente controlado, Amorim apenas observaria aquilo que Maduro quisesse.

Assim, a postura brasileira seria induzida, na cabeça de Maduro, a aceitar o resultado das eleições venezuelanas, já que Amorim seria testemunha ocular de um processo “limpo e democrático”.

Esse plano só funcionaria se a diferença de votos entre Maduro e Gonzalez fosse apertada. Na confusão, essa diferença seria rapidamente diluída e maquiada pelo surreal Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Com a diferença enorme que realmente aconteceu, Maduro não consegue esconder um elefante no banheiro.

A manipulação eleitoral não foi surpreendente, mas a magnitude da diferença de votos tornou a fraude evidente. A grande disparidade dificultou esconder as irregularidades, o que resultou em uma resposta crítica de diversos países da região, incluindo governos de esquerda como os do Chile e da Colômbia, que historicamente manteriam um alinhamento mais próximo com a Venezuela.

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Apesar da surrealidade e profunda veia corrupta, dentro do CNE há heróis. Adivinhe de onde saíram todas as atas dos colégios eleitorais? Não do CNE, mas de funcionários do CNE que viram o cirque du soleil que o bolivarianismo tentava fazer com os números.

Para o Brasil, a situação é especialmente complicada. A relação histórica e política com a Venezuela coloca o governo brasileiro em uma posição delicada. O apoio imediato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de Maduro, antes mesmo de uma posição oficial do presidente Lula, exemplifica a tensão entre lealdade partidária e interesses nacionais. Essa antecipação gerou um embaraço diplomático, forçando o governo brasileiro a lidar com uma situação complexa de alinhamento político e política externa.

E agora, Brasil? Lula se encontra no meio de uma disputa interna. Pedir ao próprio Maduro as atas dos colégios eleitorais foi correto. Maduro ou não as entregará ou criará atas que o apetecem (mas é um trabalho que nem IA faria). A grande questão é como o Brasil se portará a partir daí.

Sabemos que Lula tem um desejo pessoal de mediar grandes coisas. Tentou com Ahmadinejad durante seu segundo mandato, tentou com a Ucrânia e posteriormente com a questão Israel e Palestina. Todas as vezes, as predileções políticas e pessoais o atrapalharam e se colocaram no meio da neutralidade. Nesse caso, com as informações em mãos, cabe a Lula tomar a decisão correta de condenar veementemente o governo que tantas vezes defendeu.

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Lula pode, publicamente, pedir que Maduro renuncie e aceite a derrota nas eleições da Venezuela. Isso seria surpreendente e necessário. No entanto, a possibilidade de Maduro renunciar e aceitar a perda é próxima a zero. Para Maduro não é uma disputa eleitoral, é a disputa da sua própria existência, literalmente.

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