• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

Usa Airbnb? Proposta de mudança no Código Civil pode afetar o seu bolso

A proposta, ainda em avaliação no Senado, pode inviabilizar os aluguéis de curta temporada em condomínios residenciais

Foto para bio Camila Lutfi
Por Camila Lutfi

14/09/2024 | 3:00 Atualização: 14/09/2024 | 9:30

Usuários do Aibnb podem ser prejudicados com as mudanças do Código Civil? Imagem: Adobe Stock.
Usuários do Aibnb podem ser prejudicados com as mudanças do Código Civil? Imagem: Adobe Stock.

Uma nova proposta para o Código Civil, que prevê a proibição de aluguéis por curta temporada em condomínios, pode impactar não apenas os proprietários, mas diversos empregos indiretos e o setor de turismo do País, além de colocar em risco uma importante fonte de renda de muitas pessoas que investem em imóveis. É o caso de Sebastião Dono Saar, diretor de escola pública e síndico profissional, que calcula que sua renda cairia em cerca de 80% caso a medida seja aprovada.

Leia mais:
  • Quais imóveis não podem ser doados no planejamento da herança?
  • Reforma Tributária: como ficam os impostos para quem tem imóvel de aluguel
  • Herança de Silvio Santos: quanto a família vai pagar de impostos?
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A possível proibição afeta principalmente os negócios de usuários de plataformas digitais de locação, como Airbnb e Booking.com, um dos principais meios de hospedagens fora da rede hoteleira. Segundo os dados mais recentes do Airbnb, de 2022, os gastos de hóspedes totalizaram US$ 5,2 bilhões naquele ano (excluindo gastos com acomodações), impactando diversos setores na economia local. O mesmo levantamento mostrou que os gastos de hóspedes representaram 5,2% de toda a atividade turística direta do Brasil.

Uma outra pesquisa, realizada pela Seazone, plataforma que oferece locação de temporada e serviços relacionados ao setor, revelou que Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis foram as cidades com mais anúncios no Airbnb em 2023. No mesmo ano, somente a região Sudeste do País acumulou mais de R$ 7,5 bilhões em reservas.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Os 9 imóveis que Saar aluga, por exemplo, ficam no Guarujá, cidade litorânea de São Paulo, conhecida pelo turismo de veraneio. O estudo da Seazone indicou que a cidade foi a quarta com maior faturamento do estado no ano passado, cerca de R$ 300 milhões, apenas com aluguéis de temporada curta.

Porém, apesar dos lucros, o anfitrião alega que a maior parte do dinheiro recebido com os aluguéis temporários é destinada ao pagamento de despesas dos apartamentos, contas pessoais e aos financiamentos imobiliários que fez para adquirir os imóveis em locação. Ele já investe nesse mercado desde 2011, sempre em formato de locação curta, e afirma que os lucros obtidos com um aluguel tradicional são bem diferentes dos que consegue por meio de plataformas digitais.

  • Consórcio ou financiamento: qual escolher para comprar bens?

“Na locação tradicional, cada apartamento pagaria em torno de R$ 4,5 mil. Se eu tirar as despesas do imóvel mais o IPTU seriam já R$ 1,5 mil, mas a parcela do financiamento de um deles é R$ 2,9 mil. Então, eu teria R$ 100 de lucro mensal com um imóvel de R$ 600 mil. Já na locação de curta duração, a média mensal gira em torno de R$ 9 mil. Com os mesmos descontos, sobram R$ 4,5 mil na média”, explica Saar.

O mercado de aluguéis também ajuda a fomentar diversos empregos indiretos. Em 2022, por exemplo, o Airbnb criou cerca de 115 mil empregos apoiados pelos gastos de hóspedes. Foram US$ 4,1 bilhões em salários e outros rendimentos na época. A nova proposta do Código também pode afetar esses trabalhadores.

Cintia Rodrigues, administradora de imóveis pelo Airbnb, também usa esse mercado como principal fonte de renda. Aposentada, ela administra o anúncio de 15 imóveis atualmente, localizados em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os rendimentos funcionam como uma renda extra para Rodrigues, mas ela afirma que a possível mudança pode pesar no bolso.

Publicidade

Outra administradora de imóveis, Roseli de Biasi, que também é aposentada, revelou que os ganhos dessa profissão dependem da taxa estabelecida pela própria plataforma. Ela alega receber entre 3% e 10% em cada um dos 11 imóveis que administra para aluguel de curta temporada, a depender do valor da diária – que é estabelecido pelo proprietário.

Biasi ainda faz uma comparação: os aluguéis de temporada geram renda anual até 15% maior do que a renda anual de um aluguel tradicional. Por exemplo, se um imóvel rende R$ 2 mil ao ano, uma locação de hospedagem temporária traz um retorno de R$ 2.300 ao final do mesmo período. Apesar de a administradora não viver desse dinheiro, ela afirmou que uma mudança no Código Civil afetaria suas finanças.

Qual é a proposta para os aluguéis de curta temporada?

A principal alteração se encontra em uma nova proposta de revisão do Código Civil – que está em análise do Senado, como foi mostrado nesta reportagem do Estadão – para impedir as hospedagens atípicas, ou seja, aluguéis aleatórios e de períodos menores a 30 dias.

O Artigo 1.336, com acréscimo do parágrafo 1º, exige que, nos condomínios residenciais, aqueles que usam seu imóvel para fins de hospedagem atípica – ou seja, inquilinos de alta rotatividade que ficam menos de 30 dias – podem continuar com a locação apenas com autorização expressa dos demais moradores, que deve ser votado em assembleia. A proposta, no entanto, ainda não foi aprovada e não há como saber quando ela será implementada.

Rafael Marinangelo, pós-doutor pela Faculdade de Direito da USP e especialista em Direito Civil, explica que a discussão sobre uma modificação nesses aluguéis já existe há algum tempo. Para ele, essa atualização do Código propõe um entendimento mais preciso sobre o tema para não ficar mais na guarda judicial — que torna as decisões sujeitas a interpretações diversas nos tribunais.

Publicidade

A proposição ainda entra em conflito com a atual Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91), que permite a locação por temporada curta de 1 a 90 dias. Nesse caso, o advogado defende que a mudança surge da necessidade de uma nova regulamentação para esse tipo de hospedagem, pois o aluguel por temporada possui a idealização de um contato mais próximo com o inquilino.

  • Leia mais: Como fazer doação de imóveis em vida para herdeiros?

O Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação ou Administração de Imóveis Residenciais ou Comerciais (Secovi), por sua vez, acredita que não há como separar os dois conceitos, já que na prática funcionam da mesma forma. Porém, o diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP , Jaques Bushatsky, alerta que o problema se encontra nos “3Ss do condomínio”: sossego, salubridade e saúde dos moradores.

Já Omar Anaute, presidente da Associação de Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios (AABIC-SP) revela que a grande maioria das convenções residenciais define o uso dos edifícios como estritamente residencial, o que, na visão da entidade, exclui a hospedagem de curto prazo, pois não se caracteriza como residência.

  • Leia também: É possível reverter doação de imóveis para herdeiros?

Contatado, o Booking.com afirmou que está comprometido a operar de acordo com as legislações de cada mercado que a empresa está presente. O Airbnb, por sua vez, reitera que o aluguel por temporada no Brasil é legal, expressamente previsto na Lei do Inquilinato e proibir ou restringir a locação por temporada viola o direito constitucional de propriedade de quem aluga o seu imóvel.

O que pode mudar para o bolso dos locadores e locatários?

Um dos principais impactos financeiros é a oscilação de oferta e demanda. Caso a medida seja aprovada, muitos anfitriões podem ser proibidos de seguir com os aluguéis, o que limita o número de propriedades disponíveis para esse tipo de locação. E, por lei de mercado, os imóveis restantes nesse formato aumentam seu preço.

Ana Rita Marques, anfitriã de um imóvel no litoral de São Paulo, revela que utiliza plataformas de aluguel há cerca de dois anos, gera um lucro que é investido no próprio apartamento. “Uso esse dinheiro para manutenção do próprio apartamento: IPTU, condomínio, luz, telefone, internet, ou uma possível reforma, para que isso não saia do meu orçamento pessoal”, comenta.

Marques, que é professora e enfermeira, revela ter uma conta destinada apenas à renda e aos gastos do imóvel em aluguel, mas o montante não traz lucros para além da manutenção do próprio imóvel, apenas em épocas de muito fluxo – que geralmente ocorre nas férias de verão. Caso a prática seja proibida, ela confessa que terá de buscar recursos pessoais na hora de arcar com os custos do apartamento.

Publicidade

Daniela Poli Vlavianos, sócia do escritório Poli Advogados & Associados, revela que uma das principais consequências para os locatários será a possível redução na rentabilidade de seus imóveis. Além disso, o processo de obtenção dessa aprovação dos moradores implicará em custos adicionais para os proprietários, como a necessidade de convocar assembleias, contratar advogados ou até mesmo pagar taxas administrativas. Esses custos extras, inevitavelmente, reduzirão a margem de lucro.

Além disso, a dificuldade em alugar o imóvel por temporada pode causar uma desvalorização do bem. Se a regulamentação for restritiva, isso vai tornar o imóvel menos atraente no mercado, afetando seu valor. O diretor de Legislação da Secovi mostra que é essencial estar mais atento ao impacto que a aprovação pode gerar nos locatários, já que muitos dependem do dinheiro desses aluguéis atípicos para viver.

Para o síndico profissional, a possível aprovação da medida o faria vender todos os seus imóveis e tentar investir em outro mercado. “Não teria como ficar sustentando 9 imóveis sem o retorno financeiro que eles dão. Talvez eu também tentaria vender os que tenho e comprar outros em condomínios que permitam esse tipo de locação”, comenta.

Saar também pretende comprar apartamentos em São Paulo para o mesmo fim, já focando em condomínios que permitem a locação por temporada. O levantamento da Seazone, destacado no início desta reportagem, indicou que a capital teve um faturamento total de aproximadamente R$ 4,14 bilhões com esse tipo de aluguel em 2023, o maior retorno do Brasil.

  • Veja mais: Os bairros com metro quadrado mais caro de SP

A publicitária Barbara Maués costuma alugar imóveis disponíveis em sites. Quando viaja, ela acredita ser mais simples e barato, além de mais seguro, alugar um apartamento do que se hospedar em um hotel. Maués também mora em um apartamento alugado, mas com um contrato de longo prazo. O curioso, no seu caso, é que no condomínio em que vive, em São Paulo, ela não se sente confortável com as hospedagens atípicas e votaria pela proibição em uma possível assembleia com os demais moradores.

Publicidade

Mesmo que não seja possível definir se a proposta será aceita, ou quando, a discussão sobre hospedagens atípicas exige atenção e cautela. Entre os especialistas, o tema também é divergente e deve ser analisado com cuidado. Além disso, é essencial que os anfitriões ou quaisquer profissionais que dependem da renda de aluguéis por plataformas tenham uma boa organização financeira, para não sofrer prejuízos.

*Colaborou: Janize Colaço

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Airbnb
  • aluguel
  • Conteúdo E-Investidor
  • gastos
  • Governo
  • Imóveis
  • Impostos
  • preço
Cotações
02/04/2026 15h03 (delay 15min)
Câmbio
02/04/2026 15h03 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Banco do Brasil sofre com agro, mas guerra no Irã pode virar o jogo; e os dividendos?

  • 2

    Brasileiro quer guardar dinheiro, mas não consegue: cansaço e falta de rotina travam finanças em 2026

  • 3

    Inédito: Estadão lança treinamento virtual que alia inteligência fiscal na prática à construção de patrimônio

  • 4

    Ibovespa hoje sobe com aposta em fim da guerra; Vale (VALE3) salta mais de 3%

  • 5

    Nem toda empresa de IA vai entregar lucro: saiba separar as vencedoras das promessas em 2026

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Onde solicitar o seguro-desemprego?
Logo E-Investidor
Onde solicitar o seguro-desemprego?
Imagem principal sobre o Bolsa Família bloqueado: quanto tempo a família tem para resolver o problema?
Logo E-Investidor
Bolsa Família bloqueado: quanto tempo a família tem para resolver o problema?
Imagem principal sobre o Bolsa Família bloqueado? Entenda o que acontece se situação não for resolvida no prazo
Logo E-Investidor
Bolsa Família bloqueado? Entenda o que acontece se situação não for resolvida no prazo
Imagem principal sobre o O número do PIS não apareceu na Carteira de Trabalho Digital? Entenda o que pode ser
Logo E-Investidor
O número do PIS não apareceu na Carteira de Trabalho Digital? Entenda o que pode ser
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: quais alunos do ensino médio podem sacar R$ 1.000 no fim do ano?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: quais alunos do ensino médio podem sacar R$ 1.000 no fim do ano?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: por quanto tempo o benefício pode ficar bloqueado?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: por quanto tempo o benefício pode ficar bloqueado?
Imagem principal sobre o 5 documentos que aposentados devem ter em mãos para conseguir sacar o FGTS
Logo E-Investidor
5 documentos que aposentados devem ter em mãos para conseguir sacar o FGTS
Imagem principal sobre o Salário-maternidade do INSS: onde realizar a solicitação do benefício?
Logo E-Investidor
Salário-maternidade do INSS: onde realizar a solicitação do benefício?
Últimas: Comportamento
1º de abril: quais as mentiras que te contam sobre empreender?
Comportamento
1º de abril: quais as mentiras que te contam sobre empreender?

Estudo global coloca o Brasil entre os países com maior espírito empreendedor, mas especialistas alertam as maiores barreiras para o sucesso

01/04/2026 | 08h54 | Por Ana Ayub
Moody’s: conflito prolongado no Oriente Médio pode gerar impactos globais no crédito
Comportamento
Moody’s: conflito prolongado no Oriente Médio pode gerar impactos globais no crédito

Segundo relatório, a agência destaca que um cenário de perturbação prolongada manteria a energia cara e pressionaria cadeias de suprimento

31/03/2026 | 15h10 | Por Pedro Lima
Correr pode melhorar sua vida financeira? Disciplina do exercício já muda decisões com dinheiro
Comportamento
Correr pode melhorar sua vida financeira? Disciplina do exercício já muda decisões com dinheiro

Pesquisa da Creditas, em parceria com a Opinion Box, analisa saúde física e sucesso financeiro dos brasileiros

31/03/2026 | 13h24 | Por Igor Markevich
Brasileiro quer guardar dinheiro, mas não consegue: cansaço e falta de rotina travam finanças em 2026
Comportamento
Brasileiro quer guardar dinheiro, mas não consegue: cansaço e falta de rotina travam finanças em 2026

Pesquisa da Creditas divulgada nesta terça-feira (31) mostra que a maioria das pessoas no País inicia 2026 sob pressão simultânea nas finanças e na saúde mental

31/03/2026 | 10h00 | Por Igor Markevich

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador