• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

Movimento Black Lives Matter perde dinheiro e é alvo de críticas

Membros do grupo pedem mais transparência e um maior protagonismo na tomada de decisões

Por E-Investidor

27/05/2022 | 17:33 Atualização: 27/05/2022 | 17:35

Movimento varreu as ruas dos Estados Unidos em meados de 2020 após a morte de George Floyd – Foto: REUTERS/Brian Snyder
Movimento varreu as ruas dos Estados Unidos em meados de 2020 após a morte de George Floyd – Foto: REUTERS/Brian Snyder

(Nicholas Kulish, The New York Times) – No trágico e turbulento ano de 2020, com protestos reivindicando justiça racial motivados pelo assassinato de negros por policiais, a Fundação Black Lives Matter Global Network arrecadou US$ 90 milhões, em grande parte com pequenas doações de cidadãos comuns.

Leia mais:
  • A tentativa de ressurgir da China
  • De Musk a Bezos: o que os grandes bilionários fazem pelo planeta
  • Ações populares em queda livre: quais delas vale a pena comprar
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Uma declaração fiscal recente do grupo mostra que, em meados do ano passado, mais da metade desse dinheiro havia sido doada para organizações menores ou gasto com consultores e imóveis, deixando a fundação com US$ 42 milhões em ativos.

As finanças da fundação têm recebido críticas tanto dos participantes do movimento Black Lives Matter como de seus opositores. Muitos grupos locais que fazem parte do movimento pediram mais transparência e um maior protagonismo na tomada de decisões, assim como mais dinheiro para as organizações lideradas por ativistas em que se está de fato fazendo algo.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Ao mesmo tempo, os opositores do Black Lives Matter tentaram retratar os gastos de um dos fundadores do grupo como prova de má gestão generalizada de uma maneira que parece destinada a contestar a validade da causa da justiça racial e do grupo.

“Ninguém esperava que a fundação crescesse nesse ritmo e nessa escala”, disse Cicley Gay, presidente do conselho de administração, em um comunicado. “Agora, estamos dedicando tempo para construir uma infraestrutura eficiente para administrar a maior organização negra, abolicionista e filantrópica que já existiu nos Estados Unidos.”

Cicley é um dos três novos integrantes do conselho que o grupo anunciou no mês passado. Em uma entrevista, Shalomyah Bowers, outro novo participante do conselho, disse que a forma como os documentos foram descritos revelam uma organização se reorganizando para o longo prazo.

“Como um novo conselho, estamos criando políticas que não existiam, infraestrutura operacional e administrativa que não existiam. Estamos deixando claro para o povo negro que somos uma instituição e que estamos aqui para ficar”, disse Bowers. “Para fazer isso, precisamos demonstrar que nossa situação financeira está em ordem.”

Publicidade

Durante o ano fiscal coberto pela declaração fiscal, o único membro do conselho com poder de voto era Patrisse Cullors, uma das fundadoras do Black Lives Matter. Embora essa estrutura seja legal em Delaware, onde o grupo está registrado, especialistas em instituições de caridade dizem que ela está bem distante da prática recomendada, sobretudo para um grupo com dezenas de milhões de dólares em seus cofres.

“Imagine que você tem o equivalente a um navio de cruzeiro sem ninguém no comando. Você tem uma organização enorme, quantias enormes de dinheiro, nenhuma estrutura, nenhuma responsabilidade, nenhuma equipe”, disse Ashley Yates, ativista nascida em St. Louis e que participou do Black Lives Matter nos primeiros anos da fundação, mas desde então tem feito críticas a respeito da falta de transparência dentro do grupo. “Quem toma a decisão sobre quem assina os cheques?”

Patrisse, que deixou o cargo de diretora-executiva em maio de 2021, disse em entrevista à Associated Press que, dentro do grupo, eles costumavam se referir à experiência dos últimos anos como “construir um avião enquanto se pilotava ele”.

“O único arrependimento que tenho com o Black Lives Matter é desejar que pudéssemos ter parado por um ou dois anos, apenas para não fazer nenhum trabalho e focar apenas na infraestrutura”, disse ela na entrevista. Grande parte das críticas externas ao grupo se concentram na atuação dela.

Publicidade

No mês passado, a revista New York informou que os fundos arrecadados pela fundação foram usados para comprar uma casa na Califórnia por aproximadamente US$ 6 milhões em dinheiro vivo em outubro de 2020. A declaração fiscal mostra uma propriedade no valor de US$ 5,9 milhões, mantida por uma empresa de Delaware. A casa deveria ser usada, entre outras coisas, como um retiro de artistas, segundo o documento, mas os dados de identificação “não estão sendo divulgados aqui devido a preocupações de segurança e ameaças à liderança, à equipe e aos criadores da Fundação Black Lives Matter Global Network”, dizia o documento.

A declaração fiscal indicava que Patrisse não recebeu nenhum pagamento durante o ano fiscal, mas “atuou como voluntária não remunerada”. Um familiar dela, Paul Cullors, estava listado no documento e havia a indicação de pagamento a ele por “serviços de segurança profissional” no total de US$ 840.993.

De acordo com a declaração de impostos, Patrisse Cullors também reembolsou a organização por “viagens fretadas”, dizendo que ela “fez o reembolso de forma voluntária após o final do ano”. Ela também reembolsou a organização sem fins lucrativos pelo uso pessoal de seus imóveis, o que parecia se referir a uma festa de aniversário de seu filho realizada na casa de US$ 6 milhões.

“Acho que eles estão fazendo o que um advogado nesta situação os aconselharia a fazer, que é ser o mais sincero possível e ser o mais preciso possível”, disse Lloyd Hitoshi Mayer, professor de direito da Universidade de Notre Dame, especialista em organizações sem fins lucrativos. “Eles estão tentando ser transparentes. Eles estão tentando dar um jeito no rumo do navio. Ainda há trabalho a ser feito.”

Publicidade

A divulgação da declaração fiscal, o formulário 990 da receita federal dos EUA para a Fundação Black Lives Matter Global Network, representou a primeira vez que o grupo apresentou uma contabilidade oficial de suas finanças. É também um retrato atrasado delas. O formulário cobre o ano fiscal que terminou em 30 de junho de 2021, quase um ano atrás.

Em 2021, a fundação divulgou seu próprio relatório, e não uma declaração fiscal obrigatória pelo governo, mas uma contabilidade voluntária de seus fundos, na qual disse que arrecadou US$ 90 milhões em 2020, com a doação média de US$ 30,64. Naquela época, o grupo disse que gastou US$ 8,4 milhões em despesas operacionais ao mesmo tempo em que desembolsou US$ 21,7 milhões em doações para cerca de 30 organizações e 11 comitês do movimento Black Lives Matter em todo o país.

Na declaração fiscal, a fundação disse que, para o ano fiscal encerrado em 30 de junho de 2021, ela recebeu contribuições e doações que totalizaram US$ 76,9 milhões, com despesas totais de US$ 37,7 milhões. Esses gastos incluíam doações de US$ 500 mil para cada grupo do Black Lives Matter em Boston, Filadélfia, Detroit e outros lugares.

Jacob Harold, especialista em organizações sem fins lucrativos, disse que ficou particularmente impressionado com o número de funcionários pagos listados no documento, que eram apenas dois, enquanto o número de voluntários era de 49.275. “Essa proporção praticamente conta por si só a história”, disse Harold. Dois funcionários pagos dificilmente seriam suficientes para administrar uma organização de US$ 90 milhões. “Este formulário 990 apresenta um relato de uma governança sem fins lucrativos fraca”, disse ele.

Publicidade

Justin Hansford, professor da Faculdade de Direito da Universidade Howard, disse que as apostas eram altas porque o público nem sempre conseguia diferenciar entre o movimento Black Lives Matter e uma organização específica. “É extremamente importante ter transparência e boa governança em qualquer organização com esse nível de fama global”, disse Hansford, que também é diretor-executivo do Centro de Direitos Civis Thurgood Marshall. “A credibilidade de todo o movimento está em risco com base nessas escolhas, para o bem ou para o mal.”

Porém, ele acrescentou: “Eles merecem um pouco de compaixão. Como manifestantes que de repente receberam esse dinheiro inesperado, eles tiveram de aprender a administrar uma grande organização sem fins lucrativos depressa, e isso não é nada fácil”./TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Comportamento
  • dinheiro
  • Dolar
  • Estados Unidos
  • Imóveis
Cotações
20/02/2026 8h41 (delay 15min)
Câmbio
20/02/2026 8h41 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Como comprar dólar e pagar menos no exterior

  • 2

    NYT: crises estão por toda parte, mas os mercados parecem não se importar

  • 3

    BC decreta liquidação do Banco Pleno, de ex-sócio do Master; veja o que fazer se você tem CDB ou dinheiro na instituição

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em queda em dia de liquidação do Banco Pleno, pressão sobre Vale e ata do Fed

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em alta com foco na prévia do PIB brasileiro, balança comercial dos EUA e preço do petróleo

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda: a tabela de 2025 foi alterada?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda: a tabela de 2025 foi alterada?
Imagem principal sobre o Harry Styles no Brasil 2026: todos os setores já esgotaram? Veja o valor dos ingressos
Logo E-Investidor
Harry Styles no Brasil 2026: todos os setores já esgotaram? Veja o valor dos ingressos
Imagem principal sobre o IPVA São Paulo 2026: como efetuar o pagamento do tributo?
Logo E-Investidor
IPVA São Paulo 2026: como efetuar o pagamento do tributo?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda: o que são as despesas dedutíveis?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda: o que são as despesas dedutíveis?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda: o que pode ser dedutível no valor?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda: o que pode ser dedutível no valor?
Imagem principal sobre o 13º salário 2026: as datas de pagamento já foram divulgadas?
Logo E-Investidor
13º salário 2026: as datas de pagamento já foram divulgadas?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que muda na apuração anual?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que muda na apuração anual?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Ceará: é possível ter desconto no pagamento?
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Ceará: é possível ter desconto no pagamento?
Últimas: Comportamento
Por que as medalhas das Olimpíadas de Inverno 2026 são as mais caras da história? Veja quanto valem
Comportamento
Por que as medalhas das Olimpíadas de Inverno 2026 são as mais caras da história? Veja quanto valem

Disparada dos metais preciosos em meio a incertezas e tensões globais eleva o valor intrínseco das peças que premiam atletas

19/02/2026 | 18h07 | Por Ana Ayub
Brasileiros cruzam a fronteira em busca de menos impostos; vale a pena?
Comportamento
Brasileiros cruzam a fronteira em busca de menos impostos; vale a pena?

Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, explica riscos, limites e oportunidades reais para quem considera transferir residência ao país vizinho em meio a debate sobre carga tributária

19/02/2026 | 16h00 | Por Isabel Rocha
NYT: crises estão por toda parte, mas os mercados parecem não se importar
Comportamento
NYT: crises estão por toda parte, mas os mercados parecem não se importar

Economista alerta para fragilidade de instituições na ordem global, mesmo em cenário de alta dos mercados de ações

19/02/2026 | 09h30 | Por Jeff Sommer, do The New York Times
Capital Economics: ata da reunião de política monetária do Fed foi mais conservadora do que o esperado
Comportamento
Capital Economics: ata da reunião de política monetária do Fed foi mais conservadora do que o esperado

Para o economista Paul Ashworth, eventual comando de Kevin Warsh no Fed terá dificuldades internas caso inflação e emprego sigam acima da meta

18/02/2026 | 18h42 | Por Patricia Lara

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador