Durante uma longa viagem de carro entre a Flórida e a Carolina do Norte, nas festas de fim de ano, Robert Levine teve uma ideia para passar o tempo: pedir ao ChatGPT que explicasse, passo a passo, como vender uma casa.
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Durante uma longa viagem de carro entre a Flórida e a Carolina do Norte, nas festas de fim de ano, Robert Levine teve uma ideia para passar o tempo: pedir ao ChatGPT que explicasse, passo a passo, como vender uma casa.
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No banco do passageiro, a esposa fazia as perguntas. No volante, ele insistia nas dúvidas. “Dá para fazer isso sozinhos?”, quis saber. “Quanto tempo levaria, na prática?”
O que começou como curiosidade de estrada acabou virando um experimento — e, dias depois, um negócio fechado.
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A conversa começou como uma forma de passar o tempo durante a viagem longa. Mas logo se transformou em um projeto completo, com a IA assumindo o marketing, o planejamento, a definição de preço e a negociação. Por meio de comandos simples ao longo de todo o processo de venda, Levine e sua esposa fecharam um contrato para vender sua casa em Cooper City, na Flórida, por US$ 954.800 — cerca de US$ 100 mil a mais do que o valor estimado por corretores imobiliários.
“Quando nos reunimos com corretores, eles não demonstraram confiança na precificação”, disse Levine à Fortune. “O ChatGPT nos deu mais segurança sobre os níveis de preço e para onde o mercado estava indo.”
Modelos de IA estão se tornando cada vez mais capazes de executar tarefas complexas, superando desafios que, até pouco tempo atrás, pareciam restritos a especialistas.
E não são apenas empresas que estão aproveitando essa tecnologia. Pessoas comuns também passaram a usar IA para resolver problemas do dia a dia — de vender uma casa a, em alguns casos, práticas mais questionáveis, como fazer trabalhos escolares.
Parte de especialistas e líderes empresariais acredita que a tecnologia pode eliminar uma fatia relevante dos empregos de colarinho branco — e os corretores de imóveis podem não escapar desse movimento.
Levine tem familiaridade com o tema. Como CEO da consultoria estratégica ComOps, orienta cassinos e empresas de hospitalidade sobre o uso de IA. Ainda assim, diz que a experiência de vender a própria casa com o ChatGPT está ao alcance de qualquer pessoa.
“Eu recomendaria para todos”, afirmou. “O ChatGPT não é programação. É uma conversa — e você teria que ter essa conversa com um profissional do mercado imobiliário de qualquer forma, se quisesse seguir por esse caminho.”
Para Levine, conversar com corretores não se encaixava bem em sua rotina agitada. E, embora tenha falado com alguns, nenhum demonstrou confiança na precificação do imóvel. O ChatGPT foi na direção oposta: indicou listar a casa por cerca de US$ 100 mil acima do sugerido pelos profissionais.
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O resultado surpreendeu. Segundo Levine, o imóvel foi vendido por um dos maiores valores por metro quadrado da região — mesmo sem ter a melhor vista, o maior terreno ou ser o mais moderno.
A IA também ajudou nos detalhes. Sugeriu ajustes no imóvel — como quais paredes deveriam ser repintadas — e orientou sobre o melhor momento para agendar visitas, de acordo com a rotina da família. Pai de três filhos, ele mostrou a casa para 15 potenciais compradores — e um terço deles fez uma proposta.
“Ela nos guiou por todo o processo, inclusive em detalhes que eu não teria considerado”, disse. “A primeira impressão importa — não só do lado de fora. Quando entram na casa, as pessoas também não querem ver marcas ou arranhões nas paredes.”
Apesar de funcionar como um “corretor pessoal”, a IA teve limites. Levine precisou participar ativamente de todas as etapas, fazendo perguntas e pedindo orientações — em vez de simplesmente delegar a tarefa.
Ele também optou por contratar um advogado para concluir a transação. E, claro, a tecnologia não poderia organizar visitas presenciais nem cuidar da mudança.
Ainda assim, Levine avalia que corretores continuam relevantes em muitos casos — mas acredita que a IA pode beneficiar qualquer vendedor. Ela não substitui necessariamente os profissionais, diz, mas amplia a capacidade de análise e confiança de quem toma decisões.
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Esta história foi originalmente apresentada em Fortune.com e foi traduzido com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.
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