Em segundo e terceiro lugar em novembro aparecem o euro e a libra esterlina, respectivamente, que sofreram desvalorização de 16% e 24% no comparativo com outubro, mas ainda em alta quando comparados aos períodos pré-pandemia.
“O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) continua com o ciclo de alta de juros, o que acaba fortalecendo o dólar em relação às outras moedas”, explica Jorge Arbex, diretor do Grupo Travelex Confidence.
Arbex também comenta que a forma com que a Europa lidará com o abastecimento de energia durante o inverno é um ponto relevante a ser observado nos próximos meses, pois uma baixa produtividade por falta de energia pode prejudicar a economia como um todo.
“Esse e outros impactos causados pela guerra na Ucrânia podem contribuir para a desvalorização do euro. Por outro lado, o real pode se beneficiar com a reabertura da economia chinesa, que estava fechada devido à política de contenção do vírus da Covid-19 no país. Isso pode beneficiar o Brasil nas exportações de commodities, o que contribui para o fortalecimento do real frente ao dólar”, finaliza o diretor.
Sobre a variação de volume em reais de novembro em relação a outubro, o dólar estadunidense teve alta de 27%, como mencionado anteriormente; o euro sofreu queda de 16%; a libra esterlina apresentou recuo de 24%; o dólar canadense se manteve com volume de transações estável; enquanto o dólar australiano apresentou alta de 14%.
Em relação a variação de volume em 2022 comparado a 2021, o dólar dos EUA aumentou em 169% e o euro, em 131%; a libra esterlina teve alta de 159%; o dólar canadense apresentou aumento de 57%; e o dólar australiano registrou volume 713% maior.