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Comportamento

Número de bilionárias cresce 81% em 10 anos, mas acesso a financiamento ainda é desafio para mulheres

No total elas controlam um patrimônio de cerca de US$ 1,7 trilhão

Por Redação E-Investidor

05/03/2025 | 18:03 Atualização: 05/03/2025 | 18:03

Número de bilionárias no mundo cresceu de 190 para 344 entre 2015 e 2024. Foto: AdobeStock
Número de bilionárias no mundo cresceu de 190 para 344 entre 2015 e 2024. Foto: AdobeStock

A quantidade de bilionárias no mundo cresceu 81% em 10 anos, entre 2015 e 2024, saltando de 190 para 344. No total, elas controlam um patrimônio de cerca de US$ 1,7 trilhão. O avanço foi impulsionado por mulheres empreendedoras, embora apenas 24% delas atribuam a sua riqueza exclusivamente aos seus negócios.

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Esse crescimento percentual é superior ao dos homens, que aumentaram 49% no mesmo período, chegando a 2.338 no ano passado.  Já 65% dos homens dizem que sua fortuna advém do empreendedorismo, sem relacioná-la a herança.

  • Investir em igualdade de gênero pode gerar trilhões em retornos, aponta estudo do UBS

Os números são da consultoria Altrata, líder em soluções de inteligência global sobre riqueza, compilados no estudo Gender-lens Investiment – The state of women in 2025 (na tradução, Investimento com perspectiva de gênero – A situação das mulheres em 2025), do banco de investimentos suíço UBS.

Para as autoras do relatório, a diferença numérica não surpreende, considerando que, globalmente, apenas 1/3 das empresas contam com participação feminina na propriedade, segundo dados do Banco Mundial.

Poucas apostas em empresas de mulheres

“Os desafios para a propriedade empresarial por mulheres são bem conhecidos e, frequentemente, começam com a falta de acesso a financiamento nas fases iniciais”, comentam as estrategistas Antonia Sariyska e Amantia Muhedini, responsáveis pelo estudo.

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Segundo elas, assim como outros indicadores de disparidade de gênero, o financiamento de venture capital para empresas fundadas por mulheres estagnou nos últimos 30 anos. Segundo dados da PitchBook, a participação do capital de risco destinado a equipes exclusivamente femininas nos EUA atingiu seu pico em 2019, com 2,5%, mas caiu para 2% em 2024.

A participação das empresas lideradas apenas por mulheres entre as startups financiadas atingiu 6,9% em 2023, indicando que, embora mais negócios femininos tenham recebido investimentos, os valores destinados a eles ainda são menores do que para empresas fundadas por homens.

As autoras destacam que cerca de 10% dos negócios de venture capital liderados por mulheres foram direcionados para setores de alto impacto, como femtech (tecnologias voltadas para a saúde reprodutiva feminina), fintechs e educação, segmentos menos representativos no mercado geral de investimentos. “Mulheres têm maior propensão a desenvolver produtos para outras mulheres e a atender demandas de públicos mais amplos”, observam.

Investimento privado pode mudar cenário

As autoras do estudo observam que políticas governamentais e marcos legais são importantes para superar as barreiras enfrentadas pelas mulheres, mas o investimento privado também tem o poder de acelerar esse processo. Para investidores, direcionar capital para startups fundadas por empreendedoras amplia o acesso feminino a recursos.

Já no mercado acionário, esse avanço pode ser concretizado com os acionistas procurando empresas com mais mulheres em cargos de liderança e com políticas de flexibilidade no trabalho. Esse tipo de companhia tende a promover maior inclusão e adaptações às mudanças no perfil da força de trabalho.

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Segundo o relatório, investir com foco na equidade de gênero não é só uma questão social, mas também uma oportunidade financeira.
Fechar a lacuna de gênero na participação da força de trabalho e em cargos de gestão poderia adicionar US$ 7 trilhões ao PIB global. Esse valor aumentaria para US$ 22 trilhões a 28 trilhões se a igualdade de gênero fosse plenamente alcançada.

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