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Comportamento

O que é a doença da vaca louca e como ela afeta as empresas da Bolsa

Apenas no mês de janeiro, US$ 483 milhões foram exportados em carne bovina para a China

O que é a doença da vaca louca e como ela afeta as empresas da Bolsa
(Paulo Whitaker/ Reuters)
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  • O mercado está volátil desde a notificação de caso de doença de vaca louca
  • Caso é menos grave do que poderia, já que as principais suspeitas são de que se trata da manifestação atípica da doença
  • O bloqueio de exportações para a China é uma das principais causas de preocupação dos frigoríficos

Especialistas avaliam que o mercado de carnes deve seguir volátil até que venham mais respostas sobre um caso de doença da vaca louca, confirmado na última quarta-feira (22) em Marabá, no Pará. Apesar da incerteza que pressiona as companhias do setor, a suspeita de que se trate de um caso atípico — quando não há risco de disseminação — diminui a insegurança.

Após a confirmação do caso, as ações de frigoríficos brasileiros caíram na Bolsa. No pregão da própria quarta-feira, a Minerva (BEEF3) viu seus papéis caírem 7,92%. Enquanto isso, a BRF (BRFS3) caiu 6,71%. Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3) tiveram quedas menores, de 4,71% e 4,33%, respectivamente.

Nesta sexta-feira (24), as ações andaram em direções diferentes. Os papéis da Minerva, da BRF e da JBS caíram 2,37%, 0,62% e 0,48%, respectivamente. Já a Marfrig conseguiu se segurar no positivo, com uma leve alta de 0,16%.

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Segundo o head de renda variável e sócio da A7 Capital, André Fernandes, as quedas eram esperadas. Além do caso confirmado de vaca louca, o especialista destaca também a ocorrência de gripe aviária na Argentina e no Uruguai, que oferece um risco ao Brasil por meio das fronteiras.

“Esses casos acabam impactando o setor como um todo”, aponta. A chance de que seja um caso atípico da doença diminui a gravidade da ocorrência. O principal problema, até a confirmação, está na suspensão das exportações, especialmente para a China.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interrompeu a venda de carne para o país asiático seguindo protocolos sanitários oficiais.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da
Agricultura e Pecuária (Mapa), apenas no mês de janeiro, US$ 483 milhões foram exportados em carne bovina para a China. O valor representa 57% de toda a proteína desse tipo vendida pelo Brasil ao exterior no primeiro mês do ano.

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“Em 2021, quando tivemos o último caso de vaca louca, as exportações para a China ficaram travadas por 100 dias. Isso impacta a balança comercial”, explica o fundador da Gava Investimentos, Ricardo Brasil.

Empresas com maior dependência do mercado chinês tendem a sofrer mais com os impactos da confirmação da doença. “A Minerva é a maior exportadora da América do Latina e tem a China como principal cliente, por isso é a mais afetada”, aponta Fernandes. A empresa anunciou em comunicado que seguirá atendendo a demanda chinesa por meio de quatro plantas de abate: três delas no Uruguai e uma na Argentina.

Já a Marfrig e a JBS têm um foco maior no mercado americano, com plantas dentro dos Estados Unidos, o que reduz o impacto da restrição.

A reabertura da China com o fim da política de covid-19 gerava um cenário de otimismo para os frigoríficos em 2023. “Essa notícia afetou muito o setor e abalou as expectativas do mercado para o primeiro trimestre deste ano”, explica a sócia da Legend Investimentos, Ana Gnattali.

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A confirmação de que se trata de um caso atípico da doença ainda está sendo aguardada. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), amostras foram enviadas a um laboratório no Canadá para tipificar o agente como clássico ou atípico. Especialistas dizem que o mercado continuará volátil até que se tenham mais respostas sobre a doença.

O que é a doença da vaca louca

Conhecida popularmente como doença da vaca louca ou mal da vaca louca, a Encefalopatia Espongiforme Bovina é uma enfermidade letal para bovinos.

Ela é transmitida por meio da alimentação. Nos animais, a transmissão pode ocorrer por meio da ingestão do príon, um agente infeccioso menor do que um vírus.

Alimentos como farinha de carne ou de ossos, tecidos nervosos ou dejetos de suínos contaminados podem fazer com que o bovino desenvolva a doença degenerativa. Uma de suas manifestações é a alteração no comportamento do animal — o que faz ela levar esse nome. Devido à sua gravidade e à falta de tratamento, a doença pode causar grandes prejuízos aos rebanhos.

Os seres humanos que consomem a carne infectada do animal podem desenvolver a variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Trata-se de uma enfermidade degenerativa capaz de provocar desordem cerebral, perda de memória, tremores e morte.

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