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Comportamento

Tokenização chega à economia real e pode valer bilhões

A negociação de tokens, representações digitais de bens, pode formar um mercado de US$ 13,5 bilhões

Por Wladimir D'Andrade

07/11/2022 | 10:07 Atualização: 07/11/2022 | 10:07

A Rayons Energy viabilizou por meio de tokens a construção de uma usina de energia solar | Foto: Divulgação Rayons
A Rayons Energy viabilizou por meio de tokens a construção de uma usina de energia solar | Foto: Divulgação Rayons

Uma pessoa comum da classe média brasileira para o carro no posto de combustível. O motorista puxa o smartphone do bolso vê que seu time de coração acabou de vender uma joia da categoria de base para o exterior, fato que, apesar de lamentar a perda da estrela, resulta em dividendos para ele que tem um pequeno porcentual na negociação do atleta.

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Ele pede para que o frentista encha o tanque. No caixa, opta por pagar o combustível com ações da Petrobras ao invés de dinheiro. É que o motorista prefere segurar o rendimento do seu trabalho porque ele distribuirá parte desse recurso a investidores que apostaram no seu potencial. E ele fará a partilha com criptomoedas conforme a quantidade de cotas que cada pessoa comprou da renda futura dele.

Tal cenário em que diferentes ativos são aceitos como pagamento numa espécie de escambo do século 21, pessoas podem transformar seu próprio esforço de trabalho em oportunidades de investimento e cidadãos comuns são capazes de participar de mercados que antes exigiam milhões em dinheiro para entrar pode estar a pouco tempo de distância. E ele só é possível por conta da popularização dos tokens e da blockchain, tecnologia que está por trás do bitcoin e de todas as outras criptomoedas.

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O estudo Análise de Tamanho, Participação e Tendências do Mercado de Tokenização, da empresa de inteligência Grand View Research, com sede em São Francisco, na Califórnia (EUA), aponta que o segmento crescerá a uma velocidade de 24% anualmente para encerrar a década na casa dos US$ 13,5 bilhões. A companhia indiana P&S Intelligence chega a um número parecido: o estudo Perspectivas de Receita do Mercado de Tokenização prevê um montante de US$ 12,6 bilhões em 2030. Mas, afinal, o que é tokenização?

Tecnicamente, tokenização consiste em criar uma representação digital de um bem ou produto financeiro com o objetivo de facilitar a sua negociação. Cria-se, portanto, uma série de códigos com regras, requisitos e processos de identificação que, se cumpridos, permitem a compra e venda do ativo – ou pequenas partes dele.

Na linguagem informal, de acordo com o CEO da empresa de meios de pagamento Smartpay, Rocelo Lopes, é como emitir ações de um bem. “Tokenizar funciona como uma representação digital do ativo, uma linguagem de programação em que se define, em uma blockchain, as regras para identificar os donos da ação (token) e como esse ativo pode ser transacionado”, afirma.

O CEO da empresa brasileira de tokenização Metablock, Fábio Matos, explica que a tokenização serve para qualquer coisa. Mas qualquer coisa, mesmo. “Tudo dentro da atmosfera terrestre é tokenizável”, diz.

De humanos à energia solar

Em 2020, o armador Spencer Dinwiddie desafiou uma das mais poderosas ligas esportivas do mundo e tokenizou parte do seu contrato de US$ 34,4 milhões com o Brooklin Nets, da NBA. Ele transformou US$ 13,5 milhões em 90 tokens, nomeados de $SD8, cujos compradores receberiam 4,95% por mês e, no final do contrato de três anos, o investimento principal em um pagamento único. Em troca, ao vender os tokens o jogador de basquete antecipava para o seu próprio bolso o montante ofertado no mercado.

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À época, Dinwiddie só conseguiu atrair investidores para 10% dos tokens. A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (Sec, na sigla em inglês) exigiu que os interessados fossem investidores qualificados – cada token custou US$ 150 mil – e que, uma vez em posse do ativo, só poderiam negociá-lo com terceiros após um ano. No fim, a NBA vetou a operação, mas embora a inovadora estratégia tenha fracassado Spencer Dinwiddie mostrou a milhares de atletas no mundo que eles podem dar liquidez aos contratos com a emissão de seus próprios instrumentos de dívida em forma de token digital.

O mesmo modelo pode ser utilizado para tokenizar os recebíveis de profissionais de diversas áreas. Direitos autorais de artistas, receita futura de lançamento de infoprodutos por influencers digitais e direito de crédito sobre transações futuras de atletas formados nas categorias de base, como fez o Vasco da Gama, são alguns exemplos.

Mais comum, no entanto, vem se tornando a tokenização de bens de “tijolo”. Fundada em outubro de 2021 por três mulheres, a empresa Rayons Energy viabilizou por meio de tokens a construção de uma usina geradora de energia solar de até 1 megawatt (MW) na região de Planaltina-DF, potência capaz de alimentar mil casas. Para levantar recursos da ordem de R$ 5 milhões para os equipamentos da usina, as empreendedoras Tífany Severo, Luciana Silva e Gabriella Rodrigues dividiram o projeto em 20 bilhões de tokens avaliados entre US$ 0,000066 e US$ 0,000082.

A produção da usina será injetada na rede de luz o que, por sua vez, vai gerar créditos de energia comercializados com cooperativas brasileiras. É daí que a Rayons obtém receita. Os investidores terão direito à participação nos lucros do negócio equivalente ao número de tokens possuídos. “Com esta estratégia conseguimos abrir portas para pessoas investirem em energia solar com aportes pequenos”, diz Severo.

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A usina está sendo levantada aos poucos, mas deve estar totalmente pronta no segundo semestre de 2023, segundo as fundadoras. Até o momento 2% dos tokens foram disponibilizados para a venda, mas já atraiu cerca de 1.000 investidores. A Rayons vai colocar no mercado mais tokens para comercialização à medida que a construção avança.

Empecilhos à tokenização

João Angeli trabalha com negociação de imóveis há dez anos. Costuma adquirir os bens em leilão, aguardar uma valorização e, em seguida, vender. Há quatro meses, porém, adentrou no universo cripto com a fundação da empresa de games e tokenização Trexx, vislumbrando a possibilidade de dar escala às suas operações imobiliárias.

A comercialização de imóveis demanda grandes somas de dinheiro, característica que limita o número de potenciais compradores e exige um tempo considerável para conseguir vender – por isso são considerados bens não-líquidos. Com a tokenização, explica Angeli, o bem dividido em “pedacinhos” pode ser negociado com diversos compradores, cada um adquirindo uma fração, que agora cabe no bolso de um número maior de pessoas.

“O imóvel transformado em token permite a compra compartilhada por mais pessoas. Assim, cai o tempo necessário para vender o imóvel. Eu consigo escalar o meu negócio, porque o imóvel passa a ser um ativo digital e posso transferir os tokens de uma carteira para outra de forma fácil e barata”, afirma.

Mas conseguir levar tal estratégia a cabo constitui uma missão árdua, principalmente por conta do deficiente arcabouço jurídico para dar segurança à operação. Não apenas no Brasil como na maior parte do mundo, os criptoativos carecem de definição em lei, regulamentação e nomeação de órgãos competentes para a sua fiscalização. Hoje, dependendo da estrutura do modelo de negócio, o bem pode ser taxado de ativo mobiliário, mercado regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com regras rígidas que podem impedir que a iniciativa prospere.

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O diretor da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), Bernardo Srur, explica que as regras que regem o mercado financeiro e de ativos mobiliários atuais foram criadas em uma época em que os criptoativos não existiam. As normas, então, necessitam de atualizações para permitir a abertura do mercado cripto no País que, segundo ele, vai desburocratizar e baratear a oferta de produtos financeiros a investidores.

“O Brasil precisa votar o projeto que está na Câmara dos Deputados já aprovado pelo Senado”, afirma Srur, em referência ao PL 2303/2015. “Agora é só chutar para o gol”, afirma. O PL foi aprovado na Câmara em 8 de dezembro de 2021 e no Senado em 26 de abril, último. Nesta casa, recebeu destaques e, por isso, voltou à Câmara para uma segunda avaliação.

Futuro

É consenso no mercado financeiro que os criptoativos chegaram para ficar – ou até mesmo substituir ativos do mercado tradicional – devido a celeridade, automação, descentralização e transparência que a tecnologia blockchain proporciona. Por isso, a tokenização de imóveis, projetos de infraestrutura ou receita de profissionais como o do jogador da NBA está apenas começando.

Com a regulamentação, ela tende a explodir rapidamente em milhares de novos negócios, principalmente no mercado de capitais, onde será possível tokenizar empresas, recebíveis e títulos. Assim, a cena descrita no começo da reportagem passará de um mero exemplo hipotético para uma demonstração real do poder dos criptoativos em criar facilidades e oportunidades no dia a dia das pessoas.

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