• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Criptomoedas

Por que bancos centrais começaram a levar o dinheiro digital a sério

A promessa deles é um sistema de pagamento seguro, resiliente e mais barato que as alternativas privadas

Por E-Investidor

18/02/2022 | 17:37 Atualização: 23/09/2022 | 17:57

De acordo com o FMI, cerca de 100 países estão em diferentes estágios de estudo de moeda digital própria. Foto: Pixabay
De acordo com o FMI, cerca de 100 países estão em diferentes estágios de estudo de moeda digital própria. Foto: Pixabay

(Carolynn Look, WP Bloomberg) – O dinheiro está avançando aos poucos para sua maior reinvenção em séculos. A tecnologia moderna e até mesmo a pandemia de Covid-19 estão levando os consumidores a não usar dinheiro em espécie. Com alternativas como o Bitcoin se consolidando, os bancos centrais estão agindo rapidamente para garantir que eles não vão ficar para trás. A promessa deles é um sistema de pagamento mais seguro, mais resiliente e mais barato que as alternativas privadas.

Leia mais:
  • Por que Neymar e Bieber estão de olho em NFTs
  • Por que vereador quer proibir PIX em São Paulo
  • NFTs de impacto social: arte e tecnologia a serviço de causas urgentes
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Os bancos centrais das Bahamas, da União Monetária do Caribe Oriental e da Nigéria já se tornaram pioneiros na moeda digital dos bancos centrais (CBDC, na sigla em inglês), enquanto a China, a zona do euro e outros ainda estão experimentando o setor. Enquanto isso, o Federal Reserve (Fed) e o Bank of England estão agindo de forma bem mais cautelosa.

1. Como seria o dinheiro digital de um banco central?

Não tão diferente, pelo menos à primeira vista, de manter o dinheiro convencional em uma conta bancária e usar cartões, smartphones ou aplicativos para fazer transferências. A principal diferença é que o dinheiro oferecido pelo banco central – em cédulas – é um ativo livre de risco. Por exemplo, uma nota de dólar sempre vale um dólar. Um dólar em uma conta bancária comercial, embora teoricamente possa ser convertido em papel-moeda sob demanda, está sujeito aos riscos de solvência e liquidez desse banco, o que significa que os consumidores talvez nem sempre consigam ter acesso a ele, ou poderiam até mesmo perdê-lo em raras ocasiões. As CBDCs, assim como cédulas e moedas, seriam de responsabilidade direta do banco central.

2. Como isso mudaria os pagamentos?

As CBDCs podem ser disponibilizadas em mais de uma forma, porém um objetivo de todas elas seria tornar os pagamentos mais rápidos. No sistema atual, os bancos comerciais liquidam seus pagamentos líquidos uns com os outros usando dinheiro do banco central, mas esse processo não costuma ser instantâneo por razões tecnológicas e operacionais e, portanto, deixa aberto um risco de crédito no decorrer da liquidação.

3. O que isso tem a ver com criptomoedas?

Tirando o possível modelo tecnológico, não muito. As CBDCs são conceitualmente diferentes de uma criptomoeda como o Bitcoin, que é muito volátil para ser uma reserva de valor e pouco aceita para ser útil em pagamentos. O Bitcoin está mais na esfera de um ativo especulativo. Um apelo importante entre os apoiadores do Bitcoin é sua descentralização, o que significa que não há uma figura central que o controle, com transações registradas em um livro-razão compartilhado publicamente.

As CBDCs são controladas por um banco central. Embora alguns países estejam experimentando tanto uso total como parcial da tecnologia de livro-razão compartilhado, conhecida como blockchain, para suas CBDCs, não é certo se eles a utilizarão no fim das contas. O Banco Central Europeu (BCE), por exemplo, levantou preocupações quanto à pegada ecológica de operar uma infraestrutura blockchain paralela e já tem outro sistema lançado em 2018 que poderia ser mais adequado.

4. Quais são os diferentes tipos de CBDCs?

Existem dois principais caminhos: atacado e varejo. Nos projetos de varejo, as CBDCs seriam emitidas por meio do que, na prática, seriam contas em um banco central para o público em geral – ou contas em bancos comerciais que trabalham com o banco central.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Um sistema baseado em CBDC não tem risco de crédito: os fundos não estão no balanço de um intermediário e as transações são liquidadas direta e instantaneamente no balanço do banco central. O uso no varejo pode ser particularmente útil para consumidores que não têm acesso a serviços bancários tradicionais.

Alguns países, como a Dinamarca, descartaram a possibilidade oficialmente; no entanto, isso poderia deixar os bancos vulneráveis à fuga de possíveis depositantes para contas no banco central. Outros bancos centrais disseram que vão impor limites máximos às participações para impedir tais riscos de estabilidade financeira.

Já para projetos no atacado, o acesso à moeda digital seria limitado a bancos e outras instituições para tornar os fluxos de pagamento dentro do sistema financeiro atual mais rápidos e baratos, porém com menos transtornos na estrutura geral do setor.

5. Quem está tentando fazer isso?

De acordo com o FMI, cerca de 100 países estão em diferentes estágios de estudo da CBDC.

A Índia surpreendeu o mundo dos pagamentos ao anunciar que seu banco central emitirá uma rúpia digital já no início do próximo ano fiscal, enquanto a China lançou seu yuan digital para atletas e espectadores antes da Olimpíada de Inverno de Pequim 2022 para testar sua força entre os estrangeiros.

Publicidade

Algumas das ilhas do Caribe Oriental, que compartilham um banco central, já lançaram sua própria moeda digital, a DCash. Ela foi ampliada para São Vicente e Granadinas no ano passado, depois que uma erupção de um vulcão obrigou milhares de pessoas a serem evacuadas de suas casas, e a implantação foi vista como uma parte importante dos esforços de reconstrução.

6. E quem não está?

O Fed, por exemplo, tem demorado a aceitar a ideia de uma moeda digital, mas, recentemente, deu um passo importante ao publicar um documento em que discutiu ao longo de 35 páginas uma série de possíveis benefícios.

Entretanto, a instituição não chegou a conclusões definitivas a respeito da emissão de tal moeda ser prudente e, de qualquer forma, disse que não avançaria sem o apoio da Casa Branca e do Congresso.

O Bank of Canada também não encontrou ainda um motivo urgente para uma moeda digital, mas continua a desenvolver a capacidade técnica para emitir uma CBDC e monitorar os acontecimentos que possam aumentar sua urgência.

7. Quais seriam as vantagens?

Se os bancos centrais puderem superar as dificuldades técnicas, as moedas digitais poderão permitir transferências de dinheiro mais rápidas e baratas dentro das economias e fora de suas fronteiras. Eles também poderiam melhorar o acesso à moeda corrente em países onde o fornecimento de dinheiro está diminuindo.

Um documento do FMI disse que as novas moedas poderiam levar à inclusão financeira em lugares onde as instituições financeiras privadas consideram não ser lucrativo operar e gerar mais resiliência em regiões propensas a desastres naturais.

Publicidade

A presidente do BCE, Christine Lagarde, argumentou que um euro digital poderia ser particularmente importante em meio a um aumento das políticas protecionistas se isso levar a uma interrupção dos serviços de pagamento da Europa, em sua maioria estrangeiros.

Para a China, uma moeda digital oferece mais uma possibilidade de acompanhar e controlar uma economia em rápida digitalização. Por outro lado, também poderia dar ao governo mais uma ferramenta de vigilância.

8. Quais são as demais desvantagens?

Os riscos de isso não dar certo são consideráveis e são uma das razões da maioria dos banqueiros centrais até agora tratarem o tema com cautela. Dependendo do modelo da CBDC, os bancos centrais correm o risco de deixar os bancos comerciais de lado, uma fonte vital de financiamento para a economia real, ou assumir os riscos diretos e as complicações do sistema bancário para as massas.

Os problemas na gestão de um negócio que é novo para eles podem minar a confiança pública com a qual eles contam para autorizar ações às vezes nada populares, como aumentos de taxas de juros. Além disso, alguns pesquisadores manifestaram dúvidas em relação a se a tecnologia blockchain atual conseguiria dar conta de um grande volume de transações simultâneas.

Segundo um funcionário do Banco Popular da China, uma pesquisa da instituição mostrou que a capacidade de blockchain do Bitcoin caiu para bem abaixo do pico de demanda durante o dia dos Solteiros de 2018, data considerada como a “black friday” da China, de 92.771 transações por segundo. Outros estudos descobriram que o Ethereum lida com uma média de 15 transações por segundo, enquanto a rede da Visa pode lidar com 24 mil.

Publicidade

Alastair Marsh colaborou com este artigo.// TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • dinheiro
  • Tecnologia
Cotações
12/02/2026 13h36 (delay 15min)
Câmbio
12/02/2026 13h36 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde histórico após payroll nos EUA e falas de Galípolo

  • 2

    IPCA de janeiro reforça cenário para corte maior da Selic; veja o impacto nos investimentos

  • 3

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 4

    Ouro e dividendos: ainda faz sentido investir no metal em 2026?

  • 5

    Ibovespa hoje cai e perde os 186 mil pontos com IPCA, Haddad e dados dos EUA no foco

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: como é feito o pagamento para quem não tem conta na Caixa?
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: como é feito o pagamento para quem não tem conta na Caixa?
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: como será feito o pagamento mensal do benefício?
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: como será feito o pagamento mensal do benefício?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é o Benefício de Renda de Cidadania (BRC)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é o Benefício de Renda de Cidadania (BRC)?
Imagem principal sobre o 3 dicas para viajar nos feriados
Logo E-Investidor
3 dicas para viajar nos feriados
Imagem principal sobre o Abono PIS/Pasep: como são os pagamentos para trabalhadores da União?
Logo E-Investidor
Abono PIS/Pasep: como são os pagamentos para trabalhadores da União?
Imagem principal sobre o Abono PIS/Pasep: como são os pagamento pela Caixa Econômica Federal?
Logo E-Investidor
Abono PIS/Pasep: como são os pagamento pela Caixa Econômica Federal?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: entenda a isenção no contracheque
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: entenda a isenção no contracheque
Imagem principal sobre o Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Logo E-Investidor
Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Últimas: Criptomoedas
OranjeBTC (OBTC3) perde quase R$ 3 bi em valor de mercado desde sua estreia na B3; veja o que diz o CEO
Criptomoedas
OranjeBTC (OBTC3) perde quase R$ 3 bi em valor de mercado desde sua estreia na B3; veja o que diz o CEO

Ações da OranjeBTC (OBTC3) acumulam queda de 73% desde outubro de 2025; CEO descarta mudança de estratégia

11/02/2026 | 17h38 | Por Daniel Rocha
Queda do bitcoin apaga R$ 275 bilhões em valor de mercado de três empresas que adotaram a cripto como reserva
Criptomoedas
Queda do bitcoin apaga R$ 275 bilhões em valor de mercado de três empresas que adotaram a cripto como reserva

Queda de quase 50% do bitcoin desde a última máxima pressiona ações de empresas com tesouraria em BTC; Strategy (MSTR) lidera perdas

11/02/2026 | 05h30 | Por Daniel Rocha
Forte queda no preço do bitcoin coloca mineradores em alerta
Criptomoedas
Forte queda no preço do bitcoin coloca mineradores em alerta

Bitcoin com preço mais baixo e custos elevados de mineração tornam a atividade menos rentável aos mineradores

09/02/2026 | 12h05 | Por Daniel Rocha
"Investidor institucional segura interesse em cripto", diz head global da Coinbase
Criptomoedas
"Investidor institucional segura interesse em cripto", diz head global da Coinbase

Ao E-Investidor, David Duong afirma que a queda do bitcoin é um dos reflexos da desordem geopolítica que tem contaminado os mercados globais

09/02/2026 | 03h00 | Por Daniel Rocha

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador