

O bitcoin em dólar voltou para o patamar dos US$ 100 mil após a divulgação dos dados da inflação nesta quarta-feira (11) que vieram dentro das estimativas do mercado. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o BTC opera com perdas de 0,67%, sendo negociado a US$ 100,4 mil. Apesar do recuo, a moeda digital se mantém estável e acima da faixa dos US$ 100 mil, conquistada na última semana.
Esse movimento sem grandes volatilidades se deve às expectativas dos investidores em relação à dinâmica dos juros nos Estados Unidos. Enquanto o Banco Central do Brasil adota uma política de aperto monetário com novos ajustes na Selic, os investidores apostam em uma continuidade de cortes dos juros americanos nas próximas reuniões do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano).
A perspectiva se baseia nos números do índice de preço do consumidor (CPI, sigla em inglês) que registrou uma alta de 0,3% em novembro em relação a outubro. Já em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta foi de 2,7%. Segundo Fernando Pereira, analista da Bitget, com os dados da inflação dentro do esperado, cerca de 98% do mercado esperam uma queda na taxa de juros americanos na última reunião do Fed que acontece na próxima semana nos dias 17 e 18 de dezembro.
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“Isso animou o mercado e pode fazer com que o BTC rompa novamente sua máxima histórica”, destaca Pereira. Vale lembrar que a continuidade da queda dos juros garante um ambiente econômico mais favorável para a indústria de criptomoedas. Isso acontece porque o fluxo do capital dos investidores tende a ir em direação para ativos de maior risco, como o bitcoin, em busca de retornos ainda maiores diante da queda da rentabilidade dos títulos públicos que são atrelados à dinâmica da taxa de juros.